Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia comportamental – terapia de casal, terapia para adulto e terapia infantil


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Você está sofrendo abuso? Teste aqui

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Você sente sua autoestima no chão, por vezes. Já se tornou tão frequente sentir raiva, que seu estômago e sua cabeça doem. Vem um pequeno impulso para responder, mas não há forças para falar. Um sentimento de “não adianta” toma conta de você. E qualquer alternativa para se livrar da situação parece pouco viável. Essa é uma descrição de alguém sob forte abuso, situação que não acontece uma vez, mas é diária, em pequenas doses que podem ter suas explosões.

O abuso pode ser moral, físico, financeiro. Há quem sofra os três ao mesmo tempo. Dependendo da saúde emocional da vítima, muito dificilmente ela conseguirá dar um basta ao ciclo de violência sozinha. E essa saúde emocional já não muito forte tende a se enfraquecer cada vez mais sob as práticas abusivas do outro.

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Não precisa ser um(a) parceiro(a) a cometer o abuso. Pode ser um pai, uma mãe, um irmão, um chefe, um colega de trabalho, um “amigo”, um professor, etc. Geralmente, uma relação vertical de poder está envolvida.

E você? Se sente abusado por alguém ou pelas pessoas em geral? Responda às questões abaixo e descubra em que medida está sofrendo violência moral, física ou financeira de alguém:

  1. (__) [3 pontos] A pessoa está “cuidando dos seus interesses”: seja do seu relacionamento com a família, com os amigos, seja das suas finanças, da sua carreira, da sua folga no fim de semana ou advertindo sobre os perigos daquele lugar bacana onde quer ir.
  2. (__) [1 ponto] Frequentemente ela discorda de você, faz sua opinião parecer irrelevante, lança olhares de desaprovação ou parece insensível ao que sente a respeito das coisas.
  3. (__) [2 pontos] Taxa suas habilidades, rotula seus defeitos e usa tais medidas para valorizar ou desvalorizar atividades importantes ou corriqueiras que você realiza.
  4. (__) [3 pontos] Há um sentimento de posse, ou seja, não acha certo você se relacionar com mais ninguém que tenha um status semelhante ao dela. Está frequentemente querendo saber seu status: onde está, o que está fazendo e com quem ou o que está comprando, quanto está ganhando/gastando. 
  5. (__) [3 pontos] A pessoa se vê no direito de dizer o que você deve e o que não deve falar, seja na internet, numa conversa íntima, no seu trabalho, para sua família. E/ou faz isso com o seu dinheiro.
  6. (__) [3 pontos] Você percebe que a pessoa tenta ocupar o máximo de espaço e tempo na sua vida, evitando assim, que você tenha tempo para projetos pessoais, família e amigos. 
  7. (__) [3 pontos] Responsabiliza você pelo comportamento punitivo dela. “Você não me deixa alternativa senão…”.
  8. (__) [2 pontos] A pessoa está frequentemente pedindo favores que, para você realizar, vai ter que abrir mão de algum desejo pessoal. 
  9. (__) [2 pontos] Não há reciprocidade. Você sente que só você é paciente, só você ajuda, só você ouve.
  10. (__) [10 pontos] A pessoa costuma falar em tom ameaçador ou queixoso, faz chantagem emocional, encurrala você ao desabafar sobre seus sentimentos ou aperta seu braço, lhe segura enquanto fala, ou mesmo parte para a agressão propriamente dita. 
  11. (__) [1 ponto] Se você tenta se defender, ela lhe ameaça e demonstra estar tranquila sobre ter razão na agressão que cometeu.
  12. (__) [1 ponto] A pessoa intimida seus vínculos próximos, demonstra total desrespeito, mas não “larga” de você mesmo quando percebe que passou dos limites. 

 

RESULTADOS

Até 4 pontos – CONTORNÁVEL

casal-brigandoSe você está com uma boa saúde emocional, esses abusos podem ser evitados ou extintos a partir de sua consciência e força de vontade. Algumas atitudes simples colocam as coisas no lugar e, mantendo-se firme, o convívio dimuído com a pessoa que agride é possível, sem danos para você.

 

Entre 5 e 9 pontos – VIOLÊNCIA JÁ ESTABELECIDA

af81f91305c944c9a147fd60514c1035Provavelmente sua capacidade de lidar com o problema está diminuída e a agressão não causa danos por si só, mas num conjunto, prejudica seu bem estar e deterioira sua saúde como um todo. Provavelmente a pessoa já está tão inserida no seu dia a dia, que fica difícil dar um basta, sem perdas significativas. É preciso buscar ajudar profissional.

 

10 ou mais pontos – RELAÇÃO DOENTIA E/OU CRIMINOSA

5e01375475188428A pessoa com quem está se relacionando já o privou de seus direitos individuais básicos e o fragilizou a tal ponto, que você se sente incapaz de superar a situação, mesmo com ajuda profissional. Em vez de promover seu bem estar, saúde e vida plena, você trabalha com a redução dos danos causados pela situação. A possibilidade de agressão física é grande, se já não aconteceu e a violência moral é insuportável. É preciso buscar ajuda das autoridades, além da ajuda profissional e da sua rede de apoio, para por um fim aos abusos.

E você? Em que nível está?

Saiba que ninguém está a salvo de uma situação como a abusiva. Ao ler com atenção as sentenças, fica claro que a diferença entre cuidado e afeto e abuso é muito sutil. Mas agora que você tem informações a respeito, não se intimide, REAJA!

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PARA DENUNCIAR ANONIMAMENTE ABUSO CONTRA A MULHER, DISQUE 180.

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PARA DEMAIS QUEIXAS, DISQUE 100.

Um forte abraço!

 

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Feliz dia da mulher (que luta)!

Hoje é um dia especial para lembrarmos daquelas que deram suas vidas por igualdade e respeito às mulheres nas fábricas de tecido há mais de um século e meio! Foi o marco inicial de uma luta que está longe de chegar ao fim, mas que constitui vitória em cada migalha de respeito e direitos defendidos e vivenciados por cada mulher do mundo.

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Que estejamos atentas a toda forma de desrespeito, muitas vezes naturalizada como elogio, como sensualidade, como oportunidade, como particularidade.

Acompanhe a evolução da legislação brasileira sobre o direito da mulher. A mudança é lenta, mas real. E ainda há muito o que ser feito:

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Avante na batalha e parabéns a todas as mulheres que enfrentam os desafios do dia a dia com extrema dignidade.

Um forte abraço*


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Violência de gênero – 10 sinais de abuso contra a mulher

A violência de gênero, infelizmente, é naturalizada por uma história de submissão e privação de direitos e voz das mulheres no mundo. Hoje, mais do que nunca, as mulheres têm poder e amparo para denunciar e dizer NÃO à violência que dilacera sua individualidade, que enfraquece sua atuação, que limita suas possibilidades.

A seguir, veja 10 sinais de abuso contra a mulher e os principais tipos de violência de gênero praticados por nossos pais, irmãos e companheiros no dia a dia:

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1. Ele está sempre querendo saber o que você está fazendo.
2. Ele isola você do seu grupo, falando mal das suas amigas.
3. Cria uma barreira entre você e sua família.
4. É muito charmoso com todas as pessoas.
5. Monitora suas redes sociais e pede a senha de acesso.
6. Quis fazer o rolo se transformar em um relacionamento muito rápido.
7. Mostra o desejo de controlar suas finanças.
8. Vive criticando sua aparência.
9. Ele contraria suas opiniões rapidamente – ou, pior, chama você de burra.

Procure ajuda psicológica, busque a assistência social da sua empresa, da sua cidade. Vá à delegacia da mulher da sua cidade. Não sofra calada, há leis e recursos públicos, leis, programas e tecnicas científicas para lhe amparar!


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Pais que gritam com filhos

Olá a todos! Vamos falar sobre relacionamento entre pais e filhos?

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Quantas vezes nos deparamos com pais e mães que, aos berros, repreendem o comportamento dos filhos? É uma cena bem frequente, né?

Para os pais, muitas vezes ignorados e suplicantes, parece ser a única alternativa. Afinal, depois de alguns berros e ameaças, os pequenos param de fazer o que estavam fazendo.

Mas quais as consequências dessa abordagem a médio e longo para as crianças?
Estamos realmente educando, ou seja, ensinando as crianças a se comportarem ou, numa medida extrema da perda de paciência, apelamos para cessar a irritação que o que ela está fazendo nos causa?
Se berramos exasperados ao nos sentirmos contrariados com alguém, que exemplo estamos dando às crianças sobre como agir na mesma situação?

Estudiosos do comportamento humano defendem que punir a criança com gritos e ameaças não ensina a ela como comportar-se e tampouco extingue aquela prática repreendida do seu repertório. Na presença daquele adulto que pune seu comportamento, ela pode deixar de realizá-lo. Longe dele, “caminho livre” para fazer o que bem entender.

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Além disso, repreender uma criança com um grito ou ameaça inespecíficos e, sem descrever uma forma alternativa de comportar-se áquela punida, pode gerar ansiedade e insegurança no pequeno que não identifica o motivador exato da bronca e não dispõe de alternativas para mudá-lo.

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Nesse texto que compartilho com vocês, o relato de uma mãe que se fez essas perguntas, mudou sua forma de tratar as crianças e vislumbrou um resultado comovente.

PARE DE GRITAR COM SEUS FILHOS – RELATO DE UMA MÃE

Alguma dúvida? Deixe registrada aqui nos comentários que, em breve, retornarei para você!
Até a próxima!

foto site círculo silvia regina simoes psicologaSilvia Regina Simões
Psicóloga Clínica
Jundiaí – SP