Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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Relacionamentos e amor – quando a convivência dói

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Embora exista a modalidade “terapia de casal”, relacionamentos amorosos são tema recorrente na terapia individual, não só quando o paciente é adulto, mas quando nos aprofundamos no universo familiar da criança e na relação entre seus cuidadores. Por vezes são encontradas feridas profundas e rupturas irreparáveis nessas relações trazendo dificuldades e sofrimento.

Sabemos, entretanto, que nenhum relacionamento é perfeito, certo? Todos somos pessoas diferentes e os conflitos vão sempre existir, no sentido de termos experiências e conhecimentos diferentes sobre determinado ponto e haver a necessidade de alinhar tudo isso, ceder. gerar consenso, etc.

Mas como saber se um relacionamento precisa de ajuda?

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INDIVIDUALIDADE: “Quando um não quer, dois não fazem”

Partimos do princípio de que há uma individualidade a ser preservada em qualquer relação. É a mínima partícula indivisível de um ser social. Engloba necessidades, aprendizados, anseios, sua forma particular de perceber e responder ao mundo.

RELAÇÃO: “Somos um só”

Não! Relação não é fusão, não é sobreposição. É interação, é vínculo, é um posicionamento lado a lado dentro de uma instância comum. Ou seja, a relação une dois indivíduos sob uma determinada cultura que dá condições específicas para certos comportamentos que, caso não fossem um casal, não seriam aceitos.

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INDIVIDUALIDADE X RELAÇÃO: “Amar a si mesmo antes de amar outrem”

A falta de repertório para administrar conflitos é permeada por uma individualidade fragilizada por falta de conhecimento e prática em lidar consigo mesmo, delimitando-se, delineando-se. Estar no poder da própria individualidade implica necessariamente respeitar a do outro.

É aqui onde habita o conselho do senso comum sobre “amar a si mesmo antes de amar outrem”. Nessa dificuldade de saber onde um começa e outro termina, surgem ferimentos, dor, sofrimento. E isso, amar a si mesmo antes, constituir individualidade, muitas vezes não acontece.

Em outras palavras, quando as dificuldades e necessidades do outro passam a impedir você de manter sua integridade individual, seu relacionamento precisa de ajuda.

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EXEMPLOS

Problema: Maria apresenta comportamento ciumento e José cede frequentemente aos apelos mais absurdos da namorada, tendo em vista evitar conflitos entre eles. 
Solução: Em vez de se sujeitar ao ciúme de Maria, José pode ajudá-la a buscar ajuda para resolver sua dificuldade e agir de acordo com o que lhe for orientado, no sentido de reduzir o controle inadequado de Maria sobre ele e não alimentá-lo.

Problema: Marcela aprendeu com sua mãe que homens são provedores e mulheres são rainhas do lar. Fred, no entanto, cresceu vendo mãe e pai saírem cedo para o trabalho, dividindo a conta, cuidando juntos dos filhos e dos afazeres da casa. Hoje em dia, casados, Marcela vive irritada e tratando o marido aos berros por ele se intrometer na cozinha. Fred se sente pressionado e frustrado por gastar todo o seu tempo em dois empregos para sustentar a casa, quando gostaria de passar mais tempo ao lado de Marcela.
Solução: Tudo começa com uma conversa franca, em que ambos relatam como se sentem. A partir disso, é importante reconhecer e alinhar suas visões sobre casamento e construção de um lar, da vida a dois. Depois, traçar uma série de regras e submetê-las aos dois, para que possam entrar em um consenso e então, efetivá-las, com paciência e confiança, para pouco a pouco construirem sua própria realidade.

Problema: João está estressado. Tem trabalhado exaustivamente e gasto muito dinheiro em situações incontroláveis. Ele chega em casa e mal fala com Carlos. Tranca-se no quarto, gerando uma sensação intensa de rejeição no namorado. Quando se dirige ao companheiro, é com rispidez e grosseria. Carlos tem sentido cada vez menos prazer em chegar em casa depois de um longo dia de trabalho e fica tenso, altera sua rotina, de forma a tentar não provocar explosões em João. 
Solução: Uma conversa franca e assertiva pode mostrar a João que problemas externos ao relacionamento têm impactado negativamente sobre o seu namorado. João deve buscar ajuda multidisciplinar para tratar seu estresse. Carlos pode ajudá-lo, facilitando seu acesso a alimentação adequada, exercícios físicos, acolhimento através da escuta ativa e carinho.

RESUMINDO… 

É possível e desejável nos unirmos aos outros e com a ajuda de quem amamos, superar nossos problemas e dificuldades, bem como nossas necessidades. Mas a dificuldade de um não deve resultar em sofrimento e rejeição para o outro, dentro da relação que estabeleceram.

Caso precise de ajuda com seu relacionamento, estou à disposição!

Um abraço*


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Terapia em Jundiaí pelo convênio Bradesco Saúde

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Usuários do convênio médico Bradesco Saúde já podem realizar psicoterapia em Jundiaí com a psicóloga Sílvia Regina Simões. Para agendar sua primeira consulta, ACESSE AQUI ou entre em contato por WhatsApp no telefone (11) 9 9615 8632. Há horários nos três períodos do dia, inclusive aos sábados.

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Para iniciar a psicoterapia pelo convênio Bradesco Saúde, basta ir até um médico e solicitar um encaminhamento para tal e depois agendar sua sessão com psicóloga Sílvia Regina Simões. O consultório fica no Centro de Jundiaí, com fácil acesso.

Caso você não tenha o convênio médico Bradesco, a psicóloga Sílvia Regina Simões faz atendimento particular, individual e para casal e fornece documentação necessária para reembolso em diversos planos. Consulte condições.

SERVIÇO

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O quê: Psicoterapia em Jundiaí pelo convênio Bradesco Saúde
Quem: Psicóloga Sílvia Regina Simões
Como: Basta solicitar a qualquer médico um encaminhamento simples para psicoterapia
Quando: Após ter em mãos o encaminhamento, agende sua sessão
Onde: Rua Anchieta, 204, 16º andar, sala 1602 – Uffizi Business & Medical Center, Jundiaí, SP


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Mudança – a dor está na resistência a mudar

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A grande verdade contida nessa citação representa muito bem a psicoterapia. Diante de um psicólogo clínico comportamental, suas vivências são analisadas e propostas de mudança são feitas. Tais propostas estão alinhadas com a possibilidade de ser positivamente recompensado ou remover punições do seu caminho.

Exemplo: João tende a não se relacionar bem no trabalho. As pessoas lhe invejam. Ele se sente perseguido o tempo todo.
Mediante uma análise detalhada de, por exemplo, o que significa inveja e como as pessoas demonstram isso em palavras e ações; a forma como João se protege dessa perseguição, mediante quais condições as pessoas invejam e ele se protege; entre outras, descobrimos que João pode apresentar uma retração, evitação do contato com os demais, por achar que o invejam e, com isso, gerar o afastamento dos outros, que são hostis com ele também. João pode identificar o interesse das pessoas sobre ele como comportamento invejoso, pois, no passado, viveu situações que foram denominadas, por seus pais, por exemplo, como potencialmente perigosas, quando houve demonstração de interesse de terceiros por suas vitórias. A reflexão sobre quantas vezes ele se viu prejudicado pela suposta inveja e a simples proposta de que João sorria mais, puxe conversa e seja cordial com seus colegas, pode mudar todo o contexto.

Mudar pode remover algo que nos incomoda ou agregar algo que nos beneficia. Não mudar implica, muitas vezes, reconhecer o que lhe faz mal ou lhe falta, mantendo as mesmas ações, com os mesmos resultados – e daí vem a dor relacionada à (falta de) mudança!

Mudar, por si só, nem sempre dá certo, pois, a análise de contingência feita por um psicólogo comportamental avalia variáveis e suas interações, aplicando à sua vida princípios científicos. Nem todas as situações requerem ajuda especializada. Se você continuar agindo como sempre, com o ou sem acompanhamento psicoterapêutico, nunca obterá resultados diferentes! Nem piores, nem melhores!

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Nossa felicidade, tristeza e todos os outros sentimentos entre esses dois são resultados de pequenos gestos, aparentemente sem importância, realizados ao longo de nossa existência. Se você começar a mudar pequenas coisas agora, seu momento seguinte será diferente.

Experimente!


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Falta de vontade – por que sinto isso e como lidar?

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Apesar das quase infinitas possibilidades de problemas de comportamento apresentados pelas pessoas, uma queixa é praticamente unânime entre as que procuram psicoterapia: falta de vontade, no sentido de desânimo – de sair, de trabalhar, de conversar, de comer, de estudar, de fazer sexo, de sair da cama.

A “falta de vontade” é extremamente limitante e está envolvida com a supressão de comportamentos relevantes no cotidiano da pessoa. Alguém sofre uma diminuição da frequência de certos comportamentos que antes lhe davam prazer pela redução do mesmo ou até mesmo por ser punido em situações em que antes era recompensado.

Pense no seguinte: Você está envolvido em várias atividades todos os dias. De repente, o trânsito no caminho de sempre fica complicado (punição) por causa de uma obra (variável incontrolável), você começa a se atrasar e não dá tempo de tomar aquele café gostoso antes de começar a trabalhar (punição). A frequência com que o telefone toca aumenta (variável incontrolável), pois seu colega que o atendia está de férias (variável incontrolável) e suas tarefas rendem menos (punição).

São várias punições em um pequeno recorte de uma manhã de trabalho!

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A combinação de variáveis incontroláveis (que geralmente você nem parou para analisar e saber que 1º são variáveis determinantes na punição e 2º pensar que são incontroláveis), mais punição decorrente delas é uma poderosa arma anti vontade.

A situação do exemplo pode gerar a falta de vontade de trabalhar ao acordar pela manhã. E aí você não compreende o porquê e vai parando de fazer coisas que traziam satisfação junto das coisas que traziam punição, intensificando essa sensação, aumentando a frequência e abrangência do comportamento “negativo” – remoção de algo que você fazia antes.

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Na psicoterapia, são feitas as análises das relações funcionais que resultam nessa queixa de “falta de vontade”. Reconhecemos as variáveis envolvidas, buscamos alterar as controláveis e buscar alternativas de conduta diante das não controláveis. E, ao se deparar com a consequência das novas relações estabelecidas, a “vontade” volta!

Uma professora minha, a psicóloga Emileane Oliveira, sempre diz “É preciso emitir uma resposta antes, para receber o reforço depois”. Primeiro nos comportamos e depois recebemos as consequências, de preferência recompensadoras, frente ao nosso investimento! Mas também, antes de uma punição, sempre há uma ação ou omissão nossa. Fique de olho!

IMPORTANTE: A falta de vontade em nossa rotina pode ser um sintoma importante relacionado a várias psicopatologias. Caso esteja sofrendo prejuízos decorrentes desse sentimento, procure ajuda profissional com um psicólogo e um psiquiatra.

Um forte abraço*

 

 

 

 


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Mães tóxicas – filhos infelizes

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Ser responsável pelo ser humano que o filho se tornou é uma dádiva, mas também uma maldição. O papel materno é, sem dúvida, o mais importante na vida de um ser humano. Por isso, o comportamento de mãe influencia profunda e amplamente a formação dos filhos.

Aqui, trato por mãe a pessoa responsável pelos cuidados, proteção e criação de outro ser humano. Sabemos que podem ser mulheres que geraram biologicamente seu filho, bem como tias, avós, pais, irmãos, etc. Atribuo o papel de mãe àquela pessoa que assumiu o outro ser humano por função e não por esteriótipos culturais.

Relaciono alguns comportamentos comuns das mães de pessoas que apresentam depressão e ansiedade, a partir de meus estudos e, principalmente, experiência clínica:

  • Mães que deixam de viver para cuidar dos filhos: são pessoas que se esquivam de sua individualidade e todas as demandas sociais e individuais da vida para dedicar-se ao outro. Abrem mão de suas necessidades frequentemente e servem os filhos em tudo de que necessitam. Ensinam, assim, aos filhos, que eles são soberanos e absolutos, são mais importantes que as outras pessoas e que não existe uma relação de troca para obter gratificações (sejam primárias: atenção, alimento, higiene, descanso ou secundárias: colaboração nas atividades, dinheiro, companhia, etc). Não os ensinam a esperar, a colocar suas vontades em segundo plano, pelas necessidades de terceiros.
  • Mães que fazem pelos filhos para obter resultados socialmente desejados: Realizam a tarefa escolar, fazem o meio campo com os amiguinhos, preparam a comida dos adolescentes, dão a comida na boca das crianças que já sabem comer sozinhas. O impacto sobre o desenvolvimento da criança é enorme e negativo. Evita que a criança desenvolva sua autoconfiança e adquira responsabilidade. Torna a pessoa insegura e dificulta a percepção dela dos efeitos, dos impactos de suas ações sobre o mundo, pois não costuma fazer nada sozinha. Evita as pequenas frustrações do dia a dia e isso a torna frágil em seus relacionamentos em todos os níveis sociais.
  • Mães que terceirizam a criação dos filhos: A creche limpa e alimenta, os avós brincam e passeiam, os psicólogos ensinam valores e afetividade. Parece ótimo, mas não funciona. A criança perde a referência de quem cuida e protege, quem fornece segurança e modelo de como atuar sobre o mundo. Ao buscar emitir regras e exigir obediência, a mãe falha, pois não é ela a referência, cuidado e proteção da criança, tais responsabilidades ficam fragmentadas e mal definidas. Cria crianças com dificuldades de aprendizagem, de relacionamentos, de conduta.
  • Mães controladoras e excessivamente críticas: São como veneno frequentemente jogados sobre as sementes (filhos), impedindo seu desenvolvimento em todos os níveis. Geram insegurança, baixa autoestima, dificuldades com autoconfiança e responsabilidade. Os filhos podem tanto se tornarem extremamente competitivos, compulsivos, como frustrados ou embotados, com a sensação de fracasso intransponível. Pode haver frequente impulso de desafiar as regras e valores maternos. A dificuldade de sentir prazer na vida cotidiana pode levar os filhos a comportamento de risco.

O papel da pessoa que nos cria é tão importante e decisivo, pois é quem orienta, dá modelo e cria padrões para no nosso futuro agirmos sobre a realidade. Muitas, vezes, é tratando os pais que reduzimos o sofrimento dos filhos (quando crianças) e proporcionamos uma vida de bem estar e plenitude para eles. No caso de adultos, o tratamento é diretamente com o filho.

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Por que essas mães são assim?

Elas não são assim porque são mães. Elas têm uma história de vida, foram criadas por outras pessoas, enfrentaram muitas coisas e principalmente, muitas vezes ninguém lhes ensinou a ser diferente até então. Antes de mães, as pessoas são seres humanos conciliando muitas influências para viver minimamente bem. Esses comportamentos maternos são apenas a ponta do iceberg e geralmente há muita dor e sofrimento passados permeando isso. 

Se você se encaixa em um dos perfis ou vários ou teve como cuidador alguém com tais características, procure ajuda. A psicoterapia pode fazer muito por você.

Dúvidas? Use a sessão PSICOLOGIA ONLINE!

Um forte abraço!


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8 sinais de quando buscar terapia de casal

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Essa pergunta paira sobre uma boa fatia de todos os casais que vivem desavenças. Sejam namorados, noivos, companheiros ou casados, sejam héteros ou homossexuais, a conjugalidade, embora vivida e desejada por muitos, não é uma missão fácil. Às vezes, o primeiro pensamento é “será que não combinamos?” ou “será que é o fim?”. Fiquem calmos e consultem um psicólogo terapeuta de casais.

Então, quando procurar ajuda?

Como terapeuta de casal atuante em Jundiaí, listo abaixo 8 pontos para reflexão e como guia de quando buscar ajuda para a relação do casal:

  1. Brigas – ocorrem ao menos semanalmente, impedem um ou ambos de aproveitar momentos bons ao lado do outro;
  2. Desacordo crônico – independentemente do motivo da briga, ratamente conseguem concordar ou entrar em consenso;
  3. Evitação – um ou ambos prefere se privar da presença/companhia do outro em determinadas circunstâncias em que antes a união era desejável ;
  4. Percepções divergentes de uma situação vivida por ambos – as percepções são muito diversas e um sente que o outro “mente” a respeito de fatos;
  5. Distanciamento sexual – frequência diminui, um dos parceiros cede para o outro contra a vontade ou não há atração ou motivação suficiente para iniciar o ato;
  6. Indiferença/Negligência – um ou ambos já não dosam suas atitudes pensando no bem estar do outro;
  7. Decisões independentes e/ou conflituosas com amigos e filhos – ambos não concordam e deixam claro isso para os outros, trazendo danos para os filhos e confusão entre os amigos;
  8. Reclamações e generalizações de defeitos – um ou ambos reclamam de grande parte do que o outro faz ou passa a usar “você nunca”, “você sempre”, seguido de alguma atitude que resulta em prejuízo.

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Esses são alguns dos sinais mais frequentes apresentados por casais que necessitam de terapia. Muitos outros podem ser listado e variam de casal para casal.

A combinação de dois ou mais entre esses combinados acendem a luz amarela para a relação. Nesse momento, busque ajuda psicológica específica.

Um abraço*


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Vingança – porque não praticá-la

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Humor à parte, o comportamento humano, por mais que à primeira vista possa parecer, não é ação e reação. É muito mais complexo que isso.

Ao usar essa lei para o comportamento das pessoas, incorremos num grave erro que resulta em frustração e muitos problemas. Ao agirmos no ambiente amparados por uma noção errada sobre o nosso comportamento e dos outros, fracassamos e vamos nos tornando ansiosos, pouco confiantes, deprimidos.

A VINGANÇA COMO ATO ISOLADO E FINITO É UM ERRO

A vingança, tema do meme, é um exemplo muito claro disso. Quando somos afetados prejudicialmente por alguém, podemos lidar com a situação de várias formas. A vingança, ou seja, dar o troco, devolver o insulto ou prejuízo, pode gerar um ciclo sem fim de revidações.

Veja, uma ação efetivada por nós tem uma série de consequências. Essas consequências não são o fim da ação, pelo contrário, são começos de novas ações. A consequência também é um estímulo, que culminará em novas respostas.

Em algumas circunstâncias, como na física, pode haver ação e reação e essa reação encerrar-se em si mesma. Mas quando lidamos com comportamento humano, não é assim, ele é multi determinado e ocorre em cadeias.

ENTENDA MELHOR… 

Imagine que uma pessoa A bate no carro de outra B. Se efetivar uma nova reação na mesma medida em que recebeu de A, a pessoa B vai gerar um ciclo sem fim de prejuízos mútuos. Como ser racional que é, no entanto, B pode reivindicar a cobertura de seu prejuízo, dando à A não só a oportunidade de consertar seu erro, mas ensinando a ela que o prejuízo gerado pelas suas ações são responsabilidade dela. Não cabe a B revidar mostrando a outra a gravidade do que fez, causando-lhe o mesmo mal, que em nada vai resolver a situação do prejuízo que sofreu e ainda vai gerar responsabilidade pelo prejuízo novo que causou. A pessoa agredida teve uma reação que não foi na mesma medida, mas não ficou em total prejuízo.

Parece bastante óbvio, não é?

Mas, muitas vezes, quando alguém nos nega algo de que realmente necessitamos, um favor; ou quando alguém deixa de nos cumprimentar ou esbarra conosco no metrô, que seja, costumamos devolver na mesma moeda, sem refletirmos que ao praticar o mal que nos perturba, estamos nos responsabilizando, direta ou indiretamente, pelo estímulo a um novo prejuízo que este é.

EM RESUMO…

…A vingança nunca é plena, gera para você a responsabilidade sobre o prejuízo que você causou ao seu malfeitor, por sua livre escolha e de vítima você passa a autor, como ele!

Um forte abraço*