Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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Feliz ano novo! 5 dicas para viver melhor em 2017

FELIZ ANO NOVO!

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O que a virada calendário civil muda na sua vida? Trata-se de uma oportunidade de rever hábitos e resultados em desajuste e recomeçar as coisas em sua vida também.

E como meu papel é ajudar você a ter uma vida mais satisfatória e plena, vou deixar algumas dicas para viver melhor em 2017, do ponto de vista da psicologia:

dicas24-0415 DICAS PARA VIVER MELHOR EM 2017

  1. Experimente diariamente interações sociais de qualidade: esteja em contato o mais direto possível com pessoas que você gosta;
  2. Agradeça pelas pequenas coisas que lhe fazem bem e/ou elogie alguém: pare e pense ao menos 3x/dia (manhã, tarde e noite) nas coisas em sua vida pelas quais você é grato ou busque algo a que elogiar em alguém – são formas de tirar o foco natural do seu cérebro sobre que lhe ameaça ou descontenta para manter-se positivo;
  3. Enfrente e transforme os sentimentos ruins: encare raiva, nervosismo, irritação, decepção, como sinais da necessidade de mudança; identifique a situação vivida que os gerou e tome outra atitude diante dela;
  4. Respire profundamente: Ao fazer isso, você controla a região do seu cérebro que lhe mantém em estado de tensão e preparado para a ação mediante uma ameaça iminente, situação que comumente leva ao estresse.
  5. Durma bem, faça uma pausa, evite alimentos ultraprocessados: não estou falando de uma dieta ou mudança radical. Apenas vá se deitar mais cedo, evite luzes de eletrônicos, tome uma bebida morna; organize-se para fazer uma pausa de hora em hora e tomar um copo de água fresca e evite ficar letárgico durante o dia consumindo gorduras e açúcares em excesso.

E lembre-se:

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É seu direito irrevogável ser respeitado em seus sentimentos, pensamentos e necessidades e ser tratado com dignidade. O mesmo vale para o outro.

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Se você cansar, descanse primeiro e só depois decida por desistir ou não.

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Uma situação é apenas um momento ruim. A vida é um oceano formado por infinitas gotas de situações, sejam elas boas ou ruins. Diante de um oceano inteiro, uma gota não define nada.

Um excelente ano a todos!


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Experiência, reconhecimento, sabedoria e a ‘aposentadoria psicológica’

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Ao contrário da famigerada aposentadoria trabalhista, agir de forma “generosa”, “sacrificar-se”, “cuidar de outro” a vida inteira não garante, lá na frente, uma recompensa na qual podemos descansar ou usufruir. Não há, afinal, uma poupança de ‘bom comportamento” a ser desfrutada lá na frente.

RECONHECIMENTO QUE CONSQUISTAMOS POR
COMPORTAMENTOS AO LONGO DO TEMPO

É claro que nos resta um reconhecimento, uma “fama” que é carregada quando vivemos por algum tempo entre as mesmas pessoas. Mas da mesma forma que um artista famoso pode ter imenso reconhecimento do público e não conseguir ter recursos práticos para viver (trabalho e dinheiro), podemos ser uma pessoa ótima que, ainda que haja gratidão de quem beneficiamos, não há uma reserva com a qual contar sem continuar agindo em prol de.

APRENDIZAGEM COMO
EXPERIÊNCIA E SABEDORIA

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Há a aprendizagem, também chamada de experiência e sabedoria, que faz com que partamos de certos conhecimentos previamente adquiridos e nos garantem alguma vantagem em nos comportar no futuro, por meio de coisas que fizemos ao longo da vida.

Nosso agir, pensar, fazer, sentir geram consequências de intensidade similar a que as gerou. Algumas das nossas repostas no ambiente vão gerar consequências e influenciar nossas ações por toda uma vida, como um casamento, por exemplo. A maior parte, será média, curta e restrita.

TRIPÉ DO BEM ESTAR

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Por isso existe uma necessidade imperiosa em cuidar de si mesmo, respeitar os outros nesse processo e ainda viver um dia de cada vez. Não passar a juventude trabalhando tanto que não sobre tempo para amar e estar na presença das pessoas importantes. Não sacrificar-se inteiramente para facilitar a vida do outro, etc. Esse modo de vida gera imensa frustração ali adiante.

Sempre digo aos meus pacientes que é preciso viver de tal forma que contemplemos alguma atividade de trabalho, em que transformamos o mundo e somos transformados em troca; vivenciar boas interações sociais com família e amigos e cuidar do corpo, atendendo às suas necessidades de alimentação, cuidados pessoais, higiene, etc. Isso dá um norte sobre de que forma organizar nossa vida diária.

Esse fim de ano é uma ótima oportunidade para repensar como temos levado nossa vida!

Se precisar de uma ajudinha, fico à disposição!

Um forte abraço*

 


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O genioso, o agitado e o sincero – por que são assim e não mudam?

“Ele(a) tem gênio forte!”
“Eu não gosto de ficar parado(a), sou agitado(a)!”
“Sou sincera, não gosto de meias palavras e nem fico de enrolação, mando a verdade na cara mesmo”.

Quem nunca foi atropelado por pessoas entoando, de peito estufado, tais sentenças? Essas geralmente são as pessoas que mandam outras para psicoterapia, a fim de aprender a lidar com elas!

Mas se está causando desconforto, confusão, afastamentos, demissões, rompimentos, por que essas pessoas não mudam?

PRIMEIRO, POR QUE SOMOS COMO SOMOS?

Nossas escolhas, posturas e ações são multi determinadas. Em resumo, nosso comportamento é influenciado por:

Bipedismo

  • Fatores selecionados ao longo da história da espécie – daquela história do “mais adaptado é o que sobrevive”. Dormir, sentir raiva, ciúme, defender-se do perigo, praticar sexo, almejar e buscar sustento, etc.

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  • História de vida – aquilo tudo que vivemos (e não vivemos) ao longo da vida até o presente momento influencia como percebemos, sentimos, pensamos, reagimos ao que acontece.

Cultura

  • Ambiente em que vivemos – isso inclui tanto a cultura, quanto as circunstâncias que nos cercam a cada ação que praticamos – incluindo nosso organismo e outras pessoas, além dos lugares e objetos, regras de conduta vigentes, etc.

Percebem o quão pouco podemos controlar de tudo isso citado acima? Não controlamos a história da espécie e os genes que herdamos. Em partes, controlamos nossas circunstâncias ambientais, a partir de certa parte da vida, conforme adquirimos autonomia. Ainda assim não controlaremos completamente nunca o ambiente, que controla nossa história de vida e nosso presente.

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Ainda, o senso comum construiu toda uma constelação de “conhecimentos universais” que criam obstáculos na discriminação de nossos comportamentos. “Arianos são impulsivos e agressivos”. “Cancerianos são emotivos”. “Quem nasceu dia 15 é paciente e compassivo”. “Quem tem o dedão do pé maior que os outros dedos é uma pessoa de opinião”. Poucos são os conhecimentos populares que nos conduzem na compreensão da interação entre nós e os fatores citados acima.

POR QUE OS GENIOSOS, AGITADOS E SINCEROS NÃO MUDAM?

Cada uma dessas maneiras de ser obtém, em meio aos prejuízos, seus benefícios – e não são poucos ou pequenos.

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Pessoas ditas geniosas – intimidam com a imposição dos seus delicados limites, vencem pelo cansaço, são vistas muitas vezes como confiáveis (de opinião) e conseguem colaboração de pessoas que não toleram mais sua insistência e agressividade. Persistem mirando na certeza de estarem certas, acertam por se manterem um longo tempo firmes enquanto as circunstâncias mudam em torno delas.

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Pessoas ditas agitadas – perturbam todos a sua volta com sua ansiedade, por tentarem adiantar, superar circunstâncias fora de seu controle. Atropelam o andamento das coisas e as pessoas envolvidas, mas em grande parte das vezes são vistas como competentes e motivadas, pois, entre erros e acertos, obtém resultados diferenciados em relação aos outros.

 

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Pessoas ditas sinceras – são muito autocríticas e têm argumentos complexos. Controlam aqueles que sabem que não adianta argumentar com elas. Conseguem colaboração das pessoas que o fazem para se verem livres delas e suas palavras ferinas. Algumas pessoas mais inseguras e frágeis colocam os sincericidas em alta conta por ser culturalmente desejável “falar a verdade”, se tornando “discípulas” dessas pessoas. Mas a verdade dessas pessoas, em grande parte, não passa de conclusões e percepções estritamente pessoais e altamente questionáveis.

Deu pra ter uma ideia da complexidade do comportamento humano, não é?

 

ENTÃO, O QUE FAZER?

Pois não há porque se desesperar! É possível tanto aprender a conviver melhor com pessoas como as citadas acima quanto tais perfis são passíveis de superação dessas características que as encarceram para uma vida mais baseada na conquista positiva de bem estar e felicidade!

  • Não discuta! – o embate verbal deprecia a relação e, como visto acima, nós pensamos como pensamos como resultado de uma interação de muitos fatores.
  • Tenha bem claro quais são os seus limites e desejos – é na sua fragilidade que essas pessoas conquistam aquilo que querem. Voltado para si mesmo, você é capaz de reduzir a pressão exercida pela insistência e agressividade do outro e continuar no SEU caminho.
  • Previna-se – uma breve observação sobre o comportamento de um desses tipos ou uma única experiência diante deles é informação suficiente para que você passe a prevenir encontros e envolvimentos futuros.

A grande dificuldade desses tipos que citei neste artigo, é que eles obtém grandes ganhos frequentes com suas agressões e estão convictos de que só existe uma forma de fazer as coisas. Mas, assim como aprenderam a ser assim, podem aprender a ser diferentes.

A psicoterapia é a melhor opção! Se não podemos mudar os outros, mudamos a nós mesmos. É fundamental que se queria mudar, melhorar. Comece por si mesmo.

Uma frase que adoro:

“Comece de onde você está, com o que você tem, um passo de cada vez”.

Forte abraço*

 

 


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Como usar seu dinheiro para trazer felicidade e para não trazer felicidade

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O site O Segredo publicou um artigo muito interessante e real sobre 5 coisas com as quais gastar e 5 coisas com as quais não vale a pena gastar seu suado dinheiro. O foco é nas experiências e bens não perecíveis, que acrescentam “vida” à nossa existência ou desperdiçam com coisas efêmeras o tempo e saúde que aplicamos à tarefa de conquistar dinheiro.

Confira:

5 coisas com as quais você deve e não deve gastar dinheiro

 

É impressionante notar como gastar com o que o artigo diz que não devemos frequentemente leva pessoas ao consultório, se queixando de “vazio” e “perda do sentido das coisas”.

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ATENÇÃO! Não é apenas dinheiro. É tempo, é vida que você está dando em troca daquilo que compra. O preço não é em cifras, é em vida!

Um forte abraço*

 

 


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Palestra Pomodoro – Público participativo enriquece evento

Uma grande e enriquecedora troca, assim pode ser definida a palestra sobre Administração de Tempo e Foco com a Técnica Pomodoro, realizada pelas psicólogas Sílvia Regina Simões e Raquel Araujo, dia 2 de junho, na biblioteca Municipal Nelson Foot.

O público interessado e expressivo tornou a palestra um grande intercâmbio de experiência e conhecimento. Temas como rotina, reforçamento diferencial, estresse, ansiedade, motivação e autocontrole foram abordados, além da instrumentalização dos presentes para aplicação da técnica Pomodoro.

Veja as fotos do evento:

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A palestra é uma promoção do projeto Psicologia no Cotidiano, parceria entre Biblioteca Municipal e Interanálise Clínica.

 


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PALESTRA GRATUITA – Organize sua rotima, administre melhor seu tempo

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Seja para garantir o máximo de aproveitamento e foco no trabalho, nos estudos ou na rotina dentro de casa, a palestra gratuita apresentada pelas psicólogas Sílvia Regina Simões e Raquel Araujo neste sábado, 2 de julho, vai capacitar o público a fazer mudanças reais e importantes em sua vida cotidiana.

Através da Técnica Pomodoro, as psicólogas abordarão a melhor forma de organizar-se no tempo e nas atividades do dia a dia e ensinar a técnica que ajuda a lidar com as distrações. Conceitos da psicologia permearão a apresentação do conteúdo, contemplando o projeto que promove o evento, chamado Psicologia no Cotidiano.

“Muitas pessoas hoje em dia acumulam diversas atividades e, embora trabalhem ou estudem muito, sentem-se frustradas e aborrecidas com a sensação de baixo desempenho e aproveitamento. A Técnica Pomodoro propõe uma forma de viver o dia a dia que elimina essa sensação e potencializa o desempenho e aproveitamento. E é tudo muito simples, só precisamos de um timer e algumas listas!”, explica a psicóloga Sílvia.

O evento é gratuito e vale como horas complementares para cursos de gradução. Não é necessário inscrever-se antecipadamente. A promoção é da Interanálise Clínica de Psicologia em parceria com a Biblioteca Municipal Nelson Foot.

SERVIÇO

Palestra Gratuita “Técnica Pomodoro na Administração de Tempo”
Hora: 10h
Dia: sábado, 2 de julho de 2016
Local: Biblioteca Municipal Nelson Foot
Endereço: Av. Dr. Cavalcanti, 396, Centro, Jundiaí, SP

 

 


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Mães tóxicas – filhos infelizes

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Ser responsável pelo ser humano que o filho se tornou é uma dádiva, mas também uma maldição. O papel materno é, sem dúvida, o mais importante na vida de um ser humano. Por isso, o comportamento de mãe influencia profunda e amplamente a formação dos filhos.

Aqui, trato por mãe a pessoa responsável pelos cuidados, proteção e criação de outro ser humano. Sabemos que podem ser mulheres que geraram biologicamente seu filho, bem como tias, avós, pais, irmãos, etc. Atribuo o papel de mãe àquela pessoa que assumiu o outro ser humano por função e não por esteriótipos culturais.

Relaciono alguns comportamentos comuns das mães de pessoas que apresentam depressão e ansiedade, a partir de meus estudos e, principalmente, experiência clínica:

  • Mães que deixam de viver para cuidar dos filhos: são pessoas que se esquivam de sua individualidade e todas as demandas sociais e individuais da vida para dedicar-se ao outro. Abrem mão de suas necessidades frequentemente e servem os filhos em tudo de que necessitam. Ensinam, assim, aos filhos, que eles são soberanos e absolutos, são mais importantes que as outras pessoas e que não existe uma relação de troca para obter gratificações (sejam primárias: atenção, alimento, higiene, descanso ou secundárias: colaboração nas atividades, dinheiro, companhia, etc). Não os ensinam a esperar, a colocar suas vontades em segundo plano, pelas necessidades de terceiros.
  • Mães que fazem pelos filhos para obter resultados socialmente desejados: Realizam a tarefa escolar, fazem o meio campo com os amiguinhos, preparam a comida dos adolescentes, dão a comida na boca das crianças que já sabem comer sozinhas. O impacto sobre o desenvolvimento da criança é enorme e negativo. Evita que a criança desenvolva sua autoconfiança e adquira responsabilidade. Torna a pessoa insegura e dificulta a percepção dela dos efeitos, dos impactos de suas ações sobre o mundo, pois não costuma fazer nada sozinha. Evita as pequenas frustrações do dia a dia e isso a torna frágil em seus relacionamentos em todos os níveis sociais.
  • Mães que terceirizam a criação dos filhos: A creche limpa e alimenta, os avós brincam e passeiam, os psicólogos ensinam valores e afetividade. Parece ótimo, mas não funciona. A criança perde a referência de quem cuida e protege, quem fornece segurança e modelo de como atuar sobre o mundo. Ao buscar emitir regras e exigir obediência, a mãe falha, pois não é ela a referência, cuidado e proteção da criança, tais responsabilidades ficam fragmentadas e mal definidas. Cria crianças com dificuldades de aprendizagem, de relacionamentos, de conduta.
  • Mães controladoras e excessivamente críticas: São como veneno frequentemente jogados sobre as sementes (filhos), impedindo seu desenvolvimento em todos os níveis. Geram insegurança, baixa autoestima, dificuldades com autoconfiança e responsabilidade. Os filhos podem tanto se tornarem extremamente competitivos, compulsivos, como frustrados ou embotados, com a sensação de fracasso intransponível. Pode haver frequente impulso de desafiar as regras e valores maternos. A dificuldade de sentir prazer na vida cotidiana pode levar os filhos a comportamento de risco.

O papel da pessoa que nos cria é tão importante e decisivo, pois é quem orienta, dá modelo e cria padrões para no nosso futuro agirmos sobre a realidade. Muitas, vezes, é tratando os pais que reduzimos o sofrimento dos filhos (quando crianças) e proporcionamos uma vida de bem estar e plenitude para eles. No caso de adultos, o tratamento é diretamente com o filho.

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Por que essas mães são assim?

Elas não são assim porque são mães. Elas têm uma história de vida, foram criadas por outras pessoas, enfrentaram muitas coisas e principalmente, muitas vezes ninguém lhes ensinou a ser diferente até então. Antes de mães, as pessoas são seres humanos conciliando muitas influências para viver minimamente bem. Esses comportamentos maternos são apenas a ponta do iceberg e geralmente há muita dor e sofrimento passados permeando isso. 

Se você se encaixa em um dos perfis ou vários ou teve como cuidador alguém com tais características, procure ajuda. A psicoterapia pode fazer muito por você.

Dúvidas? Use a sessão PSICOLOGIA ONLINE!

Um forte abraço!