Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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PARÁBOLA: Rancor, mágoa e os domínios do pensamento

Uma paciente contou para mim outro dia, uma parábola que o seu pai usa para ajudá-la a lidar com o rancor que muitas vezes guardamos em nosso coração, mantendo nossa energia e pensamentos voltados a algo ou alguém que nos feriu.

Achei de uma sabedoria imensa e pedi sua permissão para replicar aqui e usar com outras pessoas que passam pela mesma situação.

Aqui vai uma reprodução livre da estória:

Dois povos encontravam-se em guerra há anos, tendo eles perdido cidades inteiras, milhares de homens em batalhas, suprimentos, recursos financeiros, seus filhos e esposas. Admitida a vitória do povo inimigo, o dirigente do país perdedor resignou-se e passou a se organizar para reconstruir sua nação. Então, ao se deparar com o seu povo, foi questionado: 

– Vamos nos reconstruir para buscar a vingança? Vamos nos armar e preparar novamente para derrotar o povo que nos subjugou?

– Não – respondeu a autoridade. Diante do alvoroço e revolta dos seus, ele tornou a falar – Eles já tiraram nossos recursos, nosso teto, muitos de nossos filhos e até nossas mulheres. Isso eu não tive meios suficientes para evitar completamente. Não vou deixar que dominem os territórios do meu pensamento com o desejo de vingança. Se eles ficam ou não dentro da minha cabeça, envenenando meus dias, isso quem escolhe sou eu e não vou deixar que subjuguem à sua crueldade algo cuja proteção só depende de mim. 

Então:

não deixe pra depois

A perda, o ferimento, tudo isso já é suficiente ruim. Manter o desejo de revidar dentro de si, como um pensamento fixo que o motiva dar a volta por cima é ainda pior. Não deixemos, por vontade própria, que quem nos feriu domine nossos pensamentos! Deixemos pra lá!

Se você não tem conseguido lidar com isso, procure ajuda profissional de um psicólogo.

Um abraço*

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AUTOCONFIANÇA – Opinião dos outros e seu verdadeiro valor

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Pessoas pouco autoconfiantes se sentem humilhadas, inferiorizadas, por atitudes e opiniões alheias que nem precisam ser direcionadas a elas. Evitam atividades em que seu possível fracasso superestimado possa ficar evidente. Parecem arredias, desanimadas, têm poucos relacionamentos e cuidam mal de si mesmas.

A falta de autoconfiança pode gerar muitos prejuízos a vida de alguém, não é?

A opinião dos outros é um predador natural da pessoa com baixa autoconfiança. O que outras pessoas pensam a seu respeito por muitas vezes lhe quebra. Mesmo que os outros pensem bem dela! Há os extremos “Ele tem razão, eu não consigo” e “Ele não sabe quem realmente sou, tem uma visão positiva demais de mim”.

COMO SE DESENVOLVE A AUTOCONFIANÇA NAS PESSOAS

A partir de situações vividas na infância e na adolescência, quando estamos em pleno desenvolvimento, aprendemos sobre como lidar com o mundo e quanto valemos. É necessário que os pais controlem as circunstâncias as quais somos expostos, para aprendermos a ter autoconfiança.

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A autoconfiança em adultos, em geral, necessita de acompanhamento psicológico para ser desenvolvida, uma vez que o adulto já é autônomo o bastante para controlar boa parte das variáveis envolvidas no seu dia a dia, mas não sabe como lidar com elas para tirar proveito no sentido de melhorar sua confiança.

Veja algumas situações vividas que podem contribuir ou prejudicar o desenvolvimento da autoconfiança em crianças e adolescentes:

  • PREJUDICA – Comparações da criança com outras crianças. Cada indivíduo é único e desenvolve uma maneira específica de lidar com as coisas e obtém seus resultados com isso.
    COMO REVERTER: O foco deve ser nos recursos que a criança tem e a melhora em relação a si mesma, sempre.
  • CONTRIBUI – Dar responsabilidades compatíveis com a idade da criança/adolescente, dar um modelo de como proceder, estabelecer o resultado esperado. Ao receber uma responsabilidade e conseguir chegar ao resultado claro esperado, a criança passa a confiar na sua capacidade de “dar conta” das coisas.

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  • PREJUDICA – Fazer pela criança/adolescente o que ele já é capaz de fazer sozinho. O indivíduo precisa necessariamente experimentar na prática fazer as coisas que lhe são possíveis para aprender sobre suas capacidades.
    COMO REVERTER: Atribua atividades, segure a ansiedade e a necessidade de manter o controle sobre os resultados e deixe situações simples se tornarem fonte de aprendizado e desenvolvimento. Muitos pais e cuidadores pecam nesse sentido por estarem com o tempo apertado ou não conseguirem abrir mão de ter as coisas feitas do jeito que gostam ou fazem. Isso gera sérios danos aos filhos.
  • CONTRIBUI – Ter uma atitude positiva diante dos esforços do indivíduo. “Críticas construtivas”, na maior parte das vezes, diz respeito à necessidade do adulto controlar a situação e atender às suas expectativas pessoais sobre as ações do outro.

UMA PARÁBOLA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA OPINIÃO DO OUTRO
NO SEU AUTOCONCEITO

Autoconceito? Mas não era autoconfiança? Autoconceito, autoconfiança, autoestima e responsabilidade são conceitos separados por razões didáticas, mas são uma coisa só e as ações empreendidas no sentido de prejudicar ou desenvolver uma coisa, afeta todas as outras.

Na parábola a seguir, fica clara a posição frágil e inadequada da opinião alheia sobre realmente quem somos.

 

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LEIA AQUI A PARÁBOLA

Portanto, a não ser que seja o seu psicólogo (expert em avaliar o comportamento e a capacidade das pessoas) e ainda sim você deve questionar os posicionamentos do mesmo sobre quem você é e do que é capaz, não aceite opiniões alheias como verdades absolutas. Elas são resultado das vivências pessoais de quem as emite e não um retrato fiel da verdade. Servem para levantar uma reflexão sobre a imagem que a pessoa tem sobre você, SOBRE O IMPACTO QUE SUAS AÇÕES LHE CAUSAM e não para sentenciar quem você é!

Um abraço e até a próxima!