Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia comportamental – terapia de casal, terapia para adulto e terapia infantil


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HABILIDADES SOCIAIS: Qual o limite entre falsidade e educação na relação com nossos desafetos?

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Quem não se dá bem com todo mundo
é uma pessoa difícil? E quem se dá bem é falso?

Não! Há pessoas com quem não conseguimos estabelecer uma amizade, uma parceria. E isso está ok, não há mal nenhum. Mas se pudéssemos simplesmente não mais conviver com elas, seria uma dádiva. A grande pegadinha da vida é que às vezes essas pessoas são colegas de trabalho, chefes, sogras, noras, cunhados, vizinhos. Ou seja, não vão deixar de fazer parte do cenário da nossa vida só pela nossa vontade.

  • Como lidar com pessoas que não gostamos, com quem não nos damos bem?
  • Tratar com educação seria falsidade?
  • Devo expressar meu incômodo genuíno, deixar claro meu descontentamento em conviver com essas pessoas?

Expressar claramente sua oposição ao convívio inevitável só trará problemas PARA VOCÊ. E a cultura popular está cheia de exemplos disso. É a nora que trata a sogra com desdém e vive uma situação infernal com ela. O colega que perturba tanto o outro ao ponto de daquele que não gosta dele pedir demissão ou fazer uma besteira. São os vizinhos que se odeiam e se provocam com cada vez mais astúcia, vivendo uma guerra fria.

LEIA AQUI UM EXEMPLO DE MUDANÇA DE CONDUTA NA RELAÇÃO ENTRE NORA E SOGRA

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Mas, Silvia, se eu não gosto da pessoa e a trato bem, não seria falsidade?

Dentro de determinados critérios, não seria falsidade. Explico. Os estudos em habilidades sociais encorajam as pessoas a exercerem o direito de expressar como se sentem e pedirem mudança de conduta. E preveem também o direito do outro escolher atender ou não a nossa solicitação. Uma vez ocorrida essa situação, como já disse, evitar o convívio não depende só da nossa vontade, é nosso dever tratar as pessoas com respeito (viver e deixar viver, não violar seus direitos). Sermos educados aumenta nosso valor cultural, garante segurança social e integridade.

Em termos práticos, ser cortês envolve:

– cumprimentar olhando nos olhos, em tom neutro, numa proximidade nem distante nem próxima demais;

– ao estar num grupo em que o desafeto se expressa verbalmente, manter a neutralidade e responder quando solicitado, de forma a não desencorajar a fala;

– não buscar convívio ativo com a pessoa de quem não gosta ou ser excessivamente efusivo ou cordial;

– não expressar opiniões e ou praticar ações que levem o outro a erro – não mostrar que gosta, se não gosta, não rir se não acha graça, não convidar se não quer conviver, etc.

Falsidade está ligada a agir de tal forma que leve a outra pessoa a gerar opinião e expectativas sobre nós que não se sustentam, que não pretendemos manter, honrar. Quando damos sinais de afeto, mas na realidade não agimos de forma afetuosa, estamos sendo falsos.

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“Não existe obrigação em sempre ‘evoluir’ uma relação para amizade, NÃO! Amizade envolve afeto e manutenção de vínculo, é impossível fazer isso com todos os contatos que temos diariamente em nossas vidas. Tratar as pessoas com cortesia, boa educação e respeito já é o suficiente para ser bem aceito e desejável nos círculos sociais. E se a amizade surgir daí, que sorte a nossa!”

E você? Em que situação precisa manter meramente a educação? Já foi atingido pela dificuldade de alguém em separar falsidade de cortesia?

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Palestra no Nemp do UniAnchieta é sucesso de público

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Os personagens dificeis de lidar na vida real, que convivem conosco no trabalho e na faculdade, foram o tema da palestra gratuita ao público, oferecida pelo Núcleo de Empregabilidade (NEMP) do UniAnchieta Jundiaí, no sábado (24), pela manhã. A psicóloga Sílvia Regina Simões foi a profissional convidada pelo núcleo e sugeriu o tema, muito bem aceito pelos estudantes e comunidade que compareceram em massa ao evento.

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A palestra foi estruturada de forma a dar uma noção sobre o conceito de personalidade do ponto de vista do behaviorismo de B.F. Skinner, teórico da área, bem como caracterizar quem são, como se apresentam e de onde vêm as pessoas que costumam desafiar o bom senso e causar danos no convívio em grupo organizacional e acadêmico. Além disso, a parte “Manual de Sobrevivência” ensinou os presentes a já lidarem com situações críticas a partir dali.

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“São personagens manipuladores, opressores, que tomam nosso tempo e energia, ajudam muito pouco e comprometem a qualidade de nossa produtividade e relações. O trabalho e a faculdade podem representar 1/3 e às vezes até 2/3 do tempo que vivemos num dia e saber lidar melhor com as pessoas faz muita diferença”, afirma a psicóloga Sílvia Regina Simões.

É o terceiro ano consecutivo que a profissional apresenta conteúdo no UniAnchieta, através do Nemp. Nos anos anteriores falou-se sobre a Técnica Pomodoro de administração de tempo e foco nos estudos e Administração de Conflitos.

As inscrições para as vagas limitadas se esgotaram rapidamente e a sala esteve lotada no dia da apresentação. Os próximos temas levados aos alunos e comunidade pelo Nemp são:

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CONTEÚDO DA PALESTRA

Conforme prometido na ocasião, a psicóloga Sílvia Regina Simões disponibiliza o material da oficina no UniAnchieta para os interessados. Basta entrar em contato pelo email s.silvia.psicologa@gmail.com para solicitar os slides. Seguem abaixo, os vídeos e a lista de direitos mencionada na palestra, para uso dos interessados:

VÍDEO ILUSTRATIVO “O CHATO DO CONTRA” – GILMAR MENDES E BARROSO

VÍDEO INSTRUTIVO EMOÇÕES E SENTIMENTOS – PEDRO CALABREZ

VÍDEO ILUSTRATIVO “A FÁBULA DOS PORCOS E ESPINHOS”

LISTA DE DIREITOS HUMANOS BÁSICOS DE VICENTE CABALLO – COMPLETA

1. O direito de manter sua dignidade e respeito – inclusive se outra pessoa sente-se ferida – enquanto não viole os direitos dos outros.
2. O direito de ser tratado com respeito e dignidade.
3. O direito de negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.
4. O direito de experimentar e expressar seus próprios sentimentos.
5. O direito de parar e pensar antes de agir.
6. O direito de mudar de opinião.
7. O direito de pedir o que quiser (entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).
8. O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.
9. O direito de ser independente.
10. O direito de decidir o que fazer com o próprio corpo, tempo e propriedade.
11. O direito de pedir informação.
12. O direito de cometer erros – e ser responsável por eles.
13. O direito de sentir-se bem consigo mesmo.
14. O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais.
15. O direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades.
16. O direito de decidir se satisfaremos as necessidades das pessoas.
17. O direito de comportar-se seguindo seus interesses – sempre que não viole os direitos dos demais.
18. O direito de ter opiniões e expressá-las.
19. O direito de decidir se satisfaz as expectativas dos outros.
20. O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos em que os direitos não estão totalmente claros.
21. O direito de obter aquilo pelo que se paga.
22. O direito de escolher não se comportar da maneira mais adequada.
23. O direito de ter direitos e defendê-los.
24. O direito de ser ouvido e levado a sério.
25. O direito de estar só quando quiser.
26. O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outras pessoas.

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HABILIDADES SOCIAIS – 3 formas simples de conquistar a antipatia dos outros – e alternativas para ser simpático

Quando queremos estar na presença de alguém, costumamos dizer que a pessoa é agradável e inspiradora. Quando queremos distância, dizemos que a pessoa é antipática, desagradável. Listo aqui 3 coisas que este último caso costuma fazer que garante a resistência a colaboração, afastamento, má impressão dos outros e as alternativas simpáticas, para ser agradável e inspirador:

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1 – Falso elogio – destaca uma característica positiva, rebaixando quem a produz

Algumas frases são típicas dessa postura: “Você está ótimo pra sua idade”, “Por ter se formado em tal lugar, você é bem eficiente”, “Pessoas da sua posição social não conquistam metade do sucesso que você já alcançou”. O elogio afronta e diminui a pessoa de alguma forma, como se nada tão bom fosse esperado da pessoa e ela “até que” surpreendeu “sendo quem é”. Evite a todo custo elogiar assim!

ALTERNATIVA – O elogio sincero: Especifique aquilo que a pessoa faz ou é de bom. Descreva como ela faz. Fale sobre o impacto positivo que tem sobre você. Exemplo: “Você tem uma aparência jovial, ativa, empolgante. Gosto do jeito leve como conduz sua vida”. Ou “Sua eficiência garante uma forma mais prática e inteligente de realizarmos as tarefas por aqui, aprecio muito sua colaboração”.

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2 – Comparação – para se enaltecer, rebaixa o outro

Exemplos de manifestações comparativas: “Meus resultados no treino não são tão bons, mas estou melhor posicionado que meus colegas de trabalho”. “Quando tive bebê, não me queixava tanto da gravidez quanto essas mulheres de atualmente”. “Sou muito mais forte emocionalmente que outras mulheres, pouca coisa me derruba”. Você pode ser ótimo, sem que outra pessoa seja inferior. Isso gera uma torcida dos demais pela sua derrota, além do afastamento.

ALTERNATIVA – Falar positivamente sobre si: Tenho obtido resultados razoáveis no treino e quero ainda mais! Sinto que tenho feito algo significativo”. “Minha gravidez foi relativamente tranquila, no meu tempo. Sinto que fui privilegiada”. “Busco me fortalecer e me manter firme diante dos desafios que enfrento. Cair diante de pouca coisa não é uma opção pra mim”.

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3 – Falsa humildade – fala sobre algo que lhe parece acima da média, em seguida emite um julgamento que inferioriza o que acabou de dizer

Exemplos: “Passei no exame da ordem na primeira tentativa. Nem estudei, só tive sorte”. “Consigo ler 3 livros densos ao mesmo tempo, sei de gente que lê muito mais que isso de uma vez e mais rápido”. “Deixei um carro popular no IR do ano passado, esse governo é um filho a mais pra gente sustentar”.

ALTERNATIVA – Escolha pessoas íntimas e relevantes e compartilhe seus êxitos com elas. Isso evita comentários “atenuantes” que só passam a impressão de arrogância. Prefira falar assim: “Passei no exame da ordem na primeira vez em que me inscrevi. Me preparei minimamente e obtive um resultado maior do que esperava”. “Estou lendo 3 livros ao mesmo tempo, é uma superação pra mim, pretendo melhorar o ritmo e prazo com o tempo e me aprimorar nessa prática”. “Meus rendimentos foram ótimos no ano passado, mas o imposto de renda é altíssimo, desanimador”.

TIMIDEZ, INTERAÇÕES SOCIAIS E HABILIDADES ADQUIRIDAS

Há muito mais pessoas tímidas e com dificuldades em suas interações sociais do que imaginamos. Até mesmo pessoas expansivas, tidas como extrovertidas, escorregam e travam em determinadas situações, ficando descontentes com os resultados de seus investimentos em relacionamentos.

Existe uma linha de estudos na psicologia intitulada HABILIDADES SOCIAIS que identifica déficits e treina indivíduos para se colocar de forma mais efetiva em sua comunidade.

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Em meus atendimentos, ofereço a aplicação do Inventário de Habilidades Sociais para detectar quais são as dificuldades e facilidades no repertório comportamental do paciente e realizo o treino para instalar repertório de habilidades.

Não leve “carisma” como um dom natural. Suas relações podem e devem ser melhoradas por aprendizagem deliberada de técnicas que outras pessoas, às vezes, aprendem pelo acaso, durante a vida.

Um abraço*

 


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Empatia, habilidade fundamental na promoção de vínculos e administração de conflitos

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O que é? O que é? Promove sintonia emocional entre as pessoas, reduz hostilidades e conflitos, aumenta a intimidade, a segurança e a negociação de ganhos múltiplos? Sim, determinados comportamentos agrupados sob o nome de empatia. 

De acordo com Nione Torres do IACEP (Clínica do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicoterapia), em resumo, empatia, é a capacidade de perceber os sentimentos do outro e responder adequadamente a eles. Ouvir não defensivamente, identificando os sentimentos por trás do que é dito.

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Na prática, por certos momentos, a pessoa deixa de lado suas pré disposições a respeito do que é dito e do contexto abordado pelo outro e busca compreender e analisar a situação, sob a ótica emocional do outro. Sentimentos como irritação e rejeição são atenuados e surgem condições para o outro se sentir compreendido e aceito.

A empatia é o meio ideal para se criar um ambiente afetivo para se administrar conflitos. Em vez do costumeiro “a culpa é dele que não ouve” ou “ele não entende” ou “ele é teimoso, não ouve ninguém”, buscar sair de seu ponto de vista e ouvir abertamente o outro, para entender o dele.

Seus relacionamentos vão melhorar e muito e seu nível de satisfação com eles também!

foto site círculo silvia regina simoes psicologaSilvia Regina Simões
Psicóloga Clínica
Jundiaí – SP