Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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Necessidades e preocupações de cada fase da vida – e como lhe afetam

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Veja como uma família pode ver de formas diferentes a mesma coisa, dependendo da fase da vida em que está! A criança vê a estabilidade familiar como segurança às suas necessidades básicas; as relações sociais externas são as mais importantes para um adolescente, representam seu desafio; adultos buscam relacionamentos estáveis, em meio aos desafios de trabalho e idosos tendem a colocar suas preocupações no desgaste do tempo sobre sua saúde, que prejudica sua autonomia e requer apoio familiar.

crianca-com-um-balao_318-59009.jpgPais que brigam diante dos filhos pequenos comumente verificam problemas com a criança na escola, no convívio doméstico e chegam à psicoterapia com crianças medrosas, ansiosas, com dificuldades de aprendizagem. Uma família que não consegue prover um ambiente adequado à criança a expõe a vulnerabilidade psicossocial. 

491183438Adolescentes que sofrem rejeição social ou têm dificuldades escolares podem apresentar sintomas graves de depressão, estresse e ansiedade e participação escolar ou social podem ser seriamente prejudicadas. Eles se tornam explosivos e arredios e muitas vezes a instabilidade de humor é confundida com psicopatologias da personalidade. 

 

508960626Adultos que sofrem com longos períodos de desemprego ou que não conseguem manter relacionamentos estáveis, também adoecem como um todo. O humor é o primeiro impactado e o corpo vai dando sinais de que é preciso parar e pedir ajuda. Por vezes a demora em buscar ajuda leva a quadros mais complexos de ansiedade, depressão e estresse. 

 

202104-200Idosos que conseguiram preparar-se financeiramente para a velhice têm outros grandes desafios envolvidos no envelhecer. A fase idosa é pouco valorizada em nossa cultura e a transição é quase sempre difícil. Diferenciar alterações biológicas e comportamentais que afetam o humor e funcionamento global do idoso é um desafio. 

Observar o infográfico com a reunião de indivíduos de cada fase da vida, juntos, leva a uma reflexão importante:

Se usarmos nossos parâmetros para dar importância ao que os outros sentem, nossa convivência será pouco satisfatória, senão caótica!

A rejeição social sofrida por um adolescente é tão grave e dolorosa quanto a doença de um idoso e o problema de relacionamentos do adulto é tão grave e doloroso quanto as dificuldades de alfabetização de uma criança.

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É claro que um adulto pode sofrer doenças limitantes e preocupar-se com autonomia e suporte familiar mais cedo na vida. E uma criança que não se adapta ao ambiente escolar vai sofrer o déficit de habilidades sociais. As necessidades e preocupações listadas são um referencial da vida ocidental, tendo como base nossa cultura e demandas típicas da idade.

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Caso qualquer necessidade ou preocupação da sua fase de vida esteja em risco, busque a ajuda de um psicólogo. Como profissionais, somos capazes de analisar e mostrar alternativas da melhor forma possível para conquista de bem estar e saúde.

Um forte abraço!

 


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AUTOCONFIANÇA – Opinião dos outros e seu verdadeiro valor

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Pessoas pouco autoconfiantes se sentem humilhadas, inferiorizadas, por atitudes e opiniões alheias que nem precisam ser direcionadas a elas. Evitam atividades em que seu possível fracasso superestimado possa ficar evidente. Parecem arredias, desanimadas, têm poucos relacionamentos e cuidam mal de si mesmas.

A autoconfiança pode gerar muitos prejuízos a vida de alguém, não é?

A opinião dos outros é um predador e natural da pessoa com baixa autoconfiança. O que outras pessoas pensam a seu respeito por muitas vezes lhe quebra. Mesmo que os outros pensem bem dela! Há os extremos “Ele tem razão, eu não consigo” e “Ele não sabe quem realmente sou, tem uma visão positiva demais de mim”.

COMO SE DESENVOLVE A AUTOCONFIANÇA NAS PESSOAS

A partir de situações vividas na infância e na adolescência, quando estamos em pleno desenvolvimento, aprendemos sobre como lidar com o mundo e quanto valemos. É necessário que os pais controlem as circunstâncias as quais somos expostos, para aprendermos a ter autoconfiança.

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A autoconfiança em adultos, em geral, necessita de acompanhamento psicológico para ser desenvolvida, uma vez que o adulto já é autônomo o bastante para controlar boa parte das variáveis envolvidas no seu dia a dia, mas não sabe como lidar com elas para tirar proveito no sentido de melhorar sua confiança.

Veja algumas situações vividas que podem contribuir ou prejudicar o desenvolvimento da autoconfiança em crianças e adolescentes:

  • PREJUDICA – Comparações da criança com outras crianças. Cada indivíduo é único e desenvolve uma maneira específica de lidar com as coisas e obtém seus resultados com isso.
    COMO REVERTER: O foco deve ser nos recursos que a criança tem e a melhora em relação a si mesma, sempre.
  • CONTRIBUI – Dar responsabilidades compatíveis com a idade da criança/adolescente, dar um modelo de como proceder, estabelecer o resultado esperado. Ao receber uma responsabilidade e conseguir chegar ao resultado claro esperado, a criança passa a confiar na sua capacidade de “dar conta” das coisas.

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  • PREJUDICA – Fazer pela criança/adolescente o que ele já é capaz de fazer sozinho. O indivíduo precisa necessariamente experimentar na prática fazer as coisas que lhe são possíveis para aprender sobre suas capacidades.
    COMO REVERTER: Atribua atividades, segure a ansiedade e a necessidade de manter o controle sobre os resultados e deixe situações simples se tornarem fonte de aprendizado e desenvolvimento. Muitos pais e cuidadores pecam nesse sentido por estarem com o tempo apertado ou não conseguirem abrir mão de ter as coisas feitas do jeito que gostam ou fazem. Isso gera sérios danos aos filhos.
  • CONTRIBUI – Ter uma atitude positiva diante dos esforços do indivíduo. “Críticas construtivas”, na maior parte das vezes, diz respeito à necessidade do adulto controlar a situação e atender às suas expectativas pessoais sobre as ações do outro.

UMA PARÁBOLA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA OPINIÃO DO OUTRO
NO SEU AUTOCONCEITO

Autoconceito? Mas não era autoconfiança? Autoconceito, autoconfiança, autoestima e responsabilidade são conceitos separados por razões didáticas, mas são uma coisa só e as ações empreendidas no sentido de prejudicar ou desenvolver uma coisa, afeta todas as outras.

Na parábola a seguir, fica clara a posição frágil e inadequada da opinião alheia sobre realmente quem somos.

 

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LEIA AQUI A PARÁBOLA

Portanto, a não ser que seja o seu psicólogo (expert em avaliar o comportamento e a capacidade das pessoas) e ainda sim você deve questionar os posicionamentos do mesmo sobre quem você é e do que é capaz, não aceite opiniões alheias como verdades absolutas. Elas são resultado das vivências pessoais de quem as emite e não um retrato fiel da verdade. Servem para levantar uma reflexão sobre a imagem que a pessoa tem sobre você, SOBRE O IMPACTO QUE SUAS AÇÕES LHE CAUSAM e não para sentenciar quem você é!

Um abraço e até a próxima!