Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


Deixe um comentário

Psicólogas realizam palestra sobre Administração de Conflitos no Nemp do UniAnchieta Jundiaí

No último sábado, 6 de maio, as psicólogas Sílvia Regina Simões e Raquel Araujo ministraram palestra sobre Administração de Conflitos no Nemp (Núcleo de Empregabilidade) do UniAnchieta (Centro Universitário Padre Anchieta), em Jundiaí, SP. O evento contou com grande público participativo, que promoveu uma grande troca entre profissionais e alunos.

Veja fotos do evento:

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

As palestrantes estarão com o mesmo tema no próximo dia 17 de maio na cidade de Lorena, SP, participando da Feira de Engenharia de Produção do curso de mesmo nome na USP (Universidade de São Paulo).

*Caso queira levar esse tema ou outros para sua instituição, escola ou empresa, entre em contato conosco! Telefone (11) 9 9615 3632 ou email: s.silvia.psicologa@gmail.com


Deixe um comentário

Relacionamentos e amor – quando a convivência dói

relacionamento-amoroso-marketing

Embora exista a modalidade “terapia de casal”, relacionamentos amorosos são tema recorrente na terapia individual, não só quando o paciente é adulto, mas quando nos aprofundamos no universo familiar da criança e na relação entre seus cuidadores. Por vezes são encontradas feridas profundas e rupturas irreparáveis nessas relações trazendo dificuldades e sofrimento.

Sabemos, entretanto, que nenhum relacionamento é perfeito, certo? Todos somos pessoas diferentes e os conflitos vão sempre existir, no sentido de termos experiências e conhecimentos diferentes sobre determinado ponto e haver a necessidade de alinhar tudo isso, ceder. gerar consenso, etc.

Mas como saber se um relacionamento precisa de ajuda?

identidade

INDIVIDUALIDADE: “Quando um não quer, dois não fazem”

Partimos do princípio de que há uma individualidade a ser preservada em qualquer relação. É a mínima partícula indivisível de um ser social. Engloba necessidades, aprendizados, anseios, sua forma particular de perceber e responder ao mundo.

RELAÇÃO: “Somos um só”

Não! Relação não é fusão, não é sobreposição. É interação, é vínculo, é um posicionamento lado a lado dentro de uma instância comum. Ou seja, a relação une dois indivíduos sob uma determinada cultura que dá condições específicas para certos comportamentos que, caso não fossem um casal, não seriam aceitos.

34078118-two-cats-stylized-under-the-symbol-yin-yang-stock-photo

INDIVIDUALIDADE X RELAÇÃO: “Amar a si mesmo antes de amar outrem”

A falta de repertório para administrar conflitos é permeada por uma individualidade fragilizada por falta de conhecimento e prática em lidar consigo mesmo, delimitando-se, delineando-se. Estar no poder da própria individualidade implica necessariamente respeitar a do outro.

É aqui onde habita o conselho do senso comum sobre “amar a si mesmo antes de amar outrem”. Nessa dificuldade de saber onde um começa e outro termina, surgem ferimentos, dor, sofrimento. E isso, amar a si mesmo antes, constituir individualidade, muitas vezes não acontece.

Em outras palavras, quando as dificuldades e necessidades do outro passam a impedir você de manter sua integridade individual, seu relacionamento precisa de ajuda.

queescojo

EXEMPLOS

Problema: Maria apresenta comportamento ciumento e José cede frequentemente aos apelos mais absurdos da namorada, tendo em vista evitar conflitos entre eles. 
Solução: Em vez de se sujeitar ao ciúme de Maria, José pode ajudá-la a buscar ajuda para resolver sua dificuldade e agir de acordo com o que lhe for orientado, no sentido de reduzir o controle inadequado de Maria sobre ele e não alimentá-lo.

Problema: Marcela aprendeu com sua mãe que homens são provedores e mulheres são rainhas do lar. Fred, no entanto, cresceu vendo mãe e pai saírem cedo para o trabalho, dividindo a conta, cuidando juntos dos filhos e dos afazeres da casa. Hoje em dia, casados, Marcela vive irritada e tratando o marido aos berros por ele se intrometer na cozinha. Fred se sente pressionado e frustrado por gastar todo o seu tempo em dois empregos para sustentar a casa, quando gostaria de passar mais tempo ao lado de Marcela.
Solução: Tudo começa com uma conversa franca, em que ambos relatam como se sentem. A partir disso, é importante reconhecer e alinhar suas visões sobre casamento e construção de um lar, da vida a dois. Depois, traçar uma série de regras e submetê-las aos dois, para que possam entrar em um consenso e então, efetivá-las, com paciência e confiança, para pouco a pouco construirem sua própria realidade.

Problema: João está estressado. Tem trabalhado exaustivamente e gasto muito dinheiro em situações incontroláveis. Ele chega em casa e mal fala com Carlos. Tranca-se no quarto, gerando uma sensação intensa de rejeição no namorado. Quando se dirige ao companheiro, é com rispidez e grosseria. Carlos tem sentido cada vez menos prazer em chegar em casa depois de um longo dia de trabalho e fica tenso, altera sua rotina, de forma a tentar não provocar explosões em João. 
Solução: Uma conversa franca e assertiva pode mostrar a João que problemas externos ao relacionamento têm impactado negativamente sobre o seu namorado. João deve buscar ajuda multidisciplinar para tratar seu estresse. Carlos pode ajudá-lo, facilitando seu acesso a alimentação adequada, exercícios físicos, acolhimento através da escuta ativa e carinho.

RESUMINDO… 

É possível e desejável nos unirmos aos outros e com a ajuda de quem amamos, superar nossos problemas e dificuldades, bem como nossas necessidades. Mas a dificuldade de um não deve resultar em sofrimento e rejeição para o outro, dentro da relação que estabeleceram.

Caso precise de ajuda com seu relacionamento, estou à disposição!

Um abraço*


Deixe um comentário

É neste sábado! Palestra gratuita sobre Administração de Conflitos em Jundiaí

14370432_1345722052105866_207468921414618543_n

Basta que nos relacionemos uns com os outros para haver conflito. Não falo necessariamente de brigas, mas a discordância é da natureza das relações, uma vez que cada ser humano nasce e se desenvolve diferente do outro. Portanto, aprender sobre como administrar conflitos é fundamental se você não vive sozinho nesse mundo!

As psicólogas Sílvia Regina Simões e Raquel Araujo darão boas noções sobre administração de conflitos em palestra gratuita no sábado, dia 22 de outubro de 2016, a Biblioteca Municipal Nelson Foot (Complexo Argos, Jundiaí). A palestra terá início às 10h e vale certificado para horas complementares.

Veja alguns dos temas que serão abordados:

  • Definição de personalidade: por que somos como somos?
  • Como identificar o início de um conflito
  • Como agir mediante um conflito
  • As fases do conflito, como revertê-las
  • E mais!

Aproveite essa oportunidade de trazer mais conhecimento aplicado à vida cotidiana com ajuda da psicologia, gratuitamente!

SERVIÇO

Palestra Gratuita: Administração de Conflitos
Palestrantes: Psicólogas Sílvia Regina Simões e Raquel Araujo
Hora: 10h
Data: 22/10/2016
Local: Biblioteca Municipal: Avenida Doutor Cavalcanti, 396, 13201-003 Jundiaí, SP
Investimento: Gratuito
Certificado: Sim, vale como horas complementares

 


Deixe um comentário

TERAPIA DE CASAL – 8 condições básicas para um relacionamento feliz

image4-desenho-casal

Viver a dois não é fácil, pois nem conviver consigo mesmo as vezes o é! Quando juntamos a subjetividade de um e de outro, nossas experiências passadas e jeitos diferentes de ver a vida, então… os conflitos aparecem! De outro lado, estar junto e ter um projeto de vida, ter apoio e companhia, a maneira como o outro nos faz sentir especial, aquilo tudo que construímos juntos mais do que justificam tentar seguir adiante!

A seguir, listo 8 condições básicas para um relacionamento dar certo. Acompanhe!

1 – Ter interesses em comum

Se um quer ter filhos, um cachorro, ser funcionário público concursado e o outro quer viver estilo nômade pela Europa, temos um problema aí. Abrir mão de um sonho por amor parece lindo, mas se esse sonho reflete toda uma forma de encarar e sentir o mundo, o sacrifício pode tornar-se pesado demais para o casal no futuro. É importante avaliar, não se o relacionamento é importante  bastante, não é isso! Mas ter autoconhecimento para saber os limites e aspirações de cada um na vida.

__________________

2 – Sentir atração sexual pelo outro

Essa história de que você deve se casar com alguém com quem gosta de conversar é verdade, mas deve buscar alguém com quem goste, na mesma medida, de fazer sexo. A prática sexual é fundamental para o ser humano, tem funções específicas e abrangentes para a saúde e do ponto de vista psicológico, mantém o vínculo do casal fortalecido, o humor estável e positivo e combate a depressão.

__________________

1231847137

3 – Conversar

Não se trata aqui apenas de discutir o filme que assistiram, a crise econômica mundial ou a educação dos filhos, mas o comportamento um do outro e como isso os afetam. Conversar, em um relacionamento, envolve uma série de temas que, talvez, individualmente, até evitemos explorar no nosso ping pong mental. Aquelas coisas que adoraríamos que o outro percebesse devem necessariamente serem ditas – e de forma assertiva.

Conversar também engloba demonstrar interesse real e vívido pela vida do outro. Como? Muitas vezes simplesmente sabendo ouvir!

__________________

4 – Ter companheirismo

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, porque a vida é feita de altos e baixos e um relacionamento é algo assim tão especial por incluir essa premissa de que estaremos ali, um pelo outro, outro pelo um, haja o que houver.

Não é preciso cair com o outro, sentir o que ele sente, mas dar suporte, estar ao lado. Às vezes, um abraço ou a simples presença são extremamente terapêuticos.

__________________

5 – Demonstrar confiança

A confiança é tanto construída pelo comportamento confiável de ambos, quanto pelo apego seguro de cada um, aquele moldado desde a infância. Ciúme excessivo pode sinalizar um problema a ser tratado individualmente em terapia. Em casos gerais, parte da confiança é acreditar no amor e caráter do outro e parte é ter, no comportamento dele, sinais de respeito e consideração pelos seus sentimentos.

__________________

6 – Tratar com respeito

Sabe aquela máxima “Posso discordar do que diz, mas defenderei até o fim o direito de dizê-lo”? Vale aqui, para dizer e fazer. Aceite, observe, acolha, não tente mudar, não corrija, não satirize, não julgue. Deixe o outro ser o outro e aprecie o outro deixar que você seja você.

__________________

7 – Sentir falta, saudade

Não importa quanto tempo vocês passam juntos. Aquele tempo de qualidade, dedicado um para o outro, deve fazer falta no dia a dia quando a relação é saudável. Afinal, é muito bom passar um tempinho com quem nos dá atenção, respeita quem somos, nos apóia nos momentos bons e ruins, demonstra interesse real pela nossa vida e ainda nos faz sentir especial, né?

heart3

__________________

8 – Foco no aqui e agora

Ambos têm uma história anterior ao relacionamento e do aqui e agora, há uma história de relacionamento de vocês também. Remoer o passado não contribui para a construção de novos aspectos sadios da relação. Foco no momento atual é o que você pode mudar.

***

Ao ler tudo isso você sentiu que seu relacionamento está deixando a desejar em algum aspecto? Converse! Se está com dificuldades, procure terapia! Enquanto houver desejo de estarem juntos, vale a pena lutar por essa relação!

Um forte abraço*


4 Comentários

Bichos de estimação e seus benefícios para a saúde – Animais e psicologia

Eles não verbalizam seus desejos ou sentimentos, mas demonstram carinho e conseguem comida como ninguém! São fofos e podem ter penas, escamas, pelos, etc. Uma coisa é unânime, o amor que cultivamos na interação com eles é um dos mais puros e apreciáveis de nossas vidas. Estou falando dos bichos!

gente apaixonada por bichos

Gato, cachorro, porquinho da índia, passarinho, cobra, cavalo, etc. São muitas as possibilidades. De inteligência apurada, estabelecem um sistema amplo de comunicação não verbal conosco. A interação afetiva com os bichos altera o funcionamento químico do nosso organismo, elevando a produção de oxitocina, hormônio que provoca sensação de bem estar, que faz com que nos sintamos “amados”.

Além disso, habilidades humanas importantes são reveladas por pessoas que adoram bichos. Responsabilidade e atenção às necessidades do animal no cuidado doméstico, capacidade de perceber um grupo distinto de respostas do animal que denotam afeto, devolver esse afeto, ter o que se chama “compaixão” no senso comum para com o outro ser, que carece de cuidados e tratamento diferenciado, dado seu tamanho, meio em que vive, etc.

Bichos-de-estimação

A paixão pelos bichos revela essas importantes habilidades, enquanto a indiferença e inaptidão no interagir com eles, ao contrário, é, inclusive, critério diagnóstico para psicopatologias graves, como o transtorno de conduta. A negligência aos cuidados ou agressividade sem remorso direcionada aos animais são os sinais.A incapacidade de discriminar sinais de amor direcionados a si é outro sintoma, em menor grau atribuído a problemas de formação de autoestima e em maior grau, a transtorno de personalidade como o borderline.

Como suporte em terapia, a inclusão de animais tem se mostrado grandes benefícios no tratamento de autismo e depressão, especialmente entre crianças e idosos. Aos adultos, que sofrem mais frequentemente com ansiedade e estresse, o simples pensar no bichinho de estimação que deixou em casa pode tirar o foco dos problemas e o acariciar e conviver com o bichinho, garantir melhoria da autoestima, relaxamento e bem estar.

Confira no infográfico, mais algumas vantagens e dados interessantes sobre a relação homem x bicho de estimação, na Psicologia:

infografico-sobre-beneficios-dos-animais

Um ótimo dia a todos!

//

foto site círculo silvia regina simoes psicologaSilvia Regina Simões
Psicóloga Clínica
Jundiaí – SP