Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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Dia Internacional da Mulher 2017 – Vídeo

VÍDEO LEGENDADO:
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Que nossa comemoração seja persistir na luta por ensinar o que sabemos de melhor: amar É isso que nós, mulheres, desejamos: amar e sermos amadas.

Amar alguém é uma decisão, um aprendizado, uma escolha. É pautar seu comportamento com o objetivo de permitir a existência do outro. Não possuir, não subjugar, não destruir: existir. Respeitar o outro, dar a ele a consideração devida as suas necessidades e sentimentos.

Ainda hoje os salários das mulheres são menores, mesmo exercendo a mesma função, sob as mesmas exigências masculinas. Somos menos contratadas, pois engravidamos. A responsabilidade da contracepção recai quase toda sobre nós, em forma de cargas de hormônios sintéticos ou aparelhos que irritam diariamente as paredes do nosso útero para evitar a gravidez. Se escorregarmos na contracepção, aos homens há uma tímida punição quase inteiramente social em não assumir a paternidade. Mulheres que não assumem a maternidade só o podem fazer por meios ilegais e quase sempre letais. Além disso, para alimentar inclusive os homens que parimos, devemos nos privar do convívio público, nos escondendo para não ofender ninguém e infringir a lei! 

Nós, mulheres, queremos que nada disso altere o valor de nossa vida, que ela valha tanto quanto a vida de qualquer outro ser humano, independentemente daquilo que nos caracteriza mulheres. Queremos ser aceitas e respeitadas.

Não esperemos, não torçamos, não forcemos, mas ensinemos!

Um grande abraço a todas as mulheres e aos frutos delas.


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AUTOCONFIANÇA – Opinião dos outros e seu verdadeiro valor

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Pessoas pouco autoconfiantes se sentem humilhadas, inferiorizadas, por atitudes e opiniões alheias que nem precisam ser direcionadas a elas. Evitam atividades em que seu possível fracasso superestimado possa ficar evidente. Parecem arredias, desanimadas, têm poucos relacionamentos e cuidam mal de si mesmas.

A autoconfiança pode gerar muitos prejuízos a vida de alguém, não é?

A opinião dos outros é um predador e natural da pessoa com baixa autoconfiança. O que outras pessoas pensam a seu respeito por muitas vezes lhe quebra. Mesmo que os outros pensem bem dela! Há os extremos “Ele tem razão, eu não consigo” e “Ele não sabe quem realmente sou, tem uma visão positiva demais de mim”.

COMO SE DESENVOLVE A AUTOCONFIANÇA NAS PESSOAS

A partir de situações vividas na infância e na adolescência, quando estamos em pleno desenvolvimento, aprendemos sobre como lidar com o mundo e quanto valemos. É necessário que os pais controlem as circunstâncias as quais somos expostos, para aprendermos a ter autoconfiança.

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A autoconfiança em adultos, em geral, necessita de acompanhamento psicológico para ser desenvolvida, uma vez que o adulto já é autônomo o bastante para controlar boa parte das variáveis envolvidas no seu dia a dia, mas não sabe como lidar com elas para tirar proveito no sentido de melhorar sua confiança.

Veja algumas situações vividas que podem contribuir ou prejudicar o desenvolvimento da autoconfiança em crianças e adolescentes:

  • PREJUDICA – Comparações da criança com outras crianças. Cada indivíduo é único e desenvolve uma maneira específica de lidar com as coisas e obtém seus resultados com isso.
    COMO REVERTER: O foco deve ser nos recursos que a criança tem e a melhora em relação a si mesma, sempre.
  • CONTRIBUI – Dar responsabilidades compatíveis com a idade da criança/adolescente, dar um modelo de como proceder, estabelecer o resultado esperado. Ao receber uma responsabilidade e conseguir chegar ao resultado claro esperado, a criança passa a confiar na sua capacidade de “dar conta” das coisas.

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  • PREJUDICA – Fazer pela criança/adolescente o que ele já é capaz de fazer sozinho. O indivíduo precisa necessariamente experimentar na prática fazer as coisas que lhe são possíveis para aprender sobre suas capacidades.
    COMO REVERTER: Atribua atividades, segure a ansiedade e a necessidade de manter o controle sobre os resultados e deixe situações simples se tornarem fonte de aprendizado e desenvolvimento. Muitos pais e cuidadores pecam nesse sentido por estarem com o tempo apertado ou não conseguirem abrir mão de ter as coisas feitas do jeito que gostam ou fazem. Isso gera sérios danos aos filhos.
  • CONTRIBUI – Ter uma atitude positiva diante dos esforços do indivíduo. “Críticas construtivas”, na maior parte das vezes, diz respeito à necessidade do adulto controlar a situação e atender às suas expectativas pessoais sobre as ações do outro.

UMA PARÁBOLA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA OPINIÃO DO OUTRO
NO SEU AUTOCONCEITO

Autoconceito? Mas não era autoconfiança? Autoconceito, autoconfiança, autoestima e responsabilidade são conceitos separados por razões didáticas, mas são uma coisa só e as ações empreendidas no sentido de prejudicar ou desenvolver uma coisa, afeta todas as outras.

Na parábola a seguir, fica clara a posição frágil e inadequada da opinião alheia sobre realmente quem somos.

 

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LEIA AQUI A PARÁBOLA

Portanto, a não ser que seja o seu psicólogo (expert em avaliar o comportamento e a capacidade das pessoas) e ainda sim você deve questionar os posicionamentos do mesmo sobre quem você é e do que é capaz, não aceite opiniões alheias como verdades absolutas. Elas são resultado das vivências pessoais de quem as emite e não um retrato fiel da verdade. Servem para levantar uma reflexão sobre a imagem que a pessoa tem sobre você, SOBRE O IMPACTO QUE SUAS AÇÕES LHE CAUSAM e não para sentenciar quem você é!

Um abraço e até a próxima!

 


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Como usar seu dinheiro para trazer felicidade e para não trazer felicidade

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O site O Segredo publicou um artigo muito interessante e real sobre 5 coisas com as quais gastar e 5 coisas com as quais não vale a pena gastar seu suado dinheiro. O foco é nas experiências e bens não perecíveis, que acrescentam “vida” à nossa existência ou desperdiçam com coisas efêmeras o tempo e saúde que aplicamos à tarefa de conquistar dinheiro.

Confira:

5 coisas com as quais você deve e não deve gastar dinheiro

 

É impressionante notar como gastar com o que o artigo diz que não devemos frequentemente leva pessoas ao consultório, se queixando de “vazio” e “perda do sentido das coisas”.

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ATENÇÃO! Não é apenas dinheiro. É tempo, é vida que você está dando em troca daquilo que compra. O preço não é em cifras, é em vida!

Um forte abraço*

 

 


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Vingança – porque não praticá-la

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Humor à parte, o comportamento humano, por mais que à primeira vista possa parecer, não é ação e reação. É muito mais complexo que isso.

Ao usar essa lei para o comportamento das pessoas, incorremos num grave erro que resulta em frustração e muitos problemas. Ao agirmos no ambiente amparados por uma noção errada sobre o nosso comportamento e dos outros, fracassamos e vamos nos tornando ansiosos, pouco confiantes, deprimidos.

A VINGANÇA COMO ATO ISOLADO E FINITO É UM ERRO

A vingança, tema do meme, é um exemplo muito claro disso. Quando somos afetados prejudicialmente por alguém, podemos lidar com a situação de várias formas. A vingança, ou seja, dar o troco, devolver o insulto ou prejuízo, pode gerar um ciclo sem fim de revidações.

Veja, uma ação efetivada por nós tem uma série de consequências. Essas consequências não são o fim da ação, pelo contrário, são começos de novas ações. A consequência também é um estímulo, que culminará em novas respostas.

Em algumas circunstâncias, como na física, pode haver ação e reação e essa reação encerrar-se em si mesma. Mas quando lidamos com comportamento humano, não é assim, ele é multi determinado e ocorre em cadeias.

ENTENDA MELHOR… 

Imagine que uma pessoa A bate no carro de outra B. Se efetivar uma nova reação na mesma medida em que recebeu de A, a pessoa B vai gerar um ciclo sem fim de prejuízos mútuos. Como ser racional que é, no entanto, B pode reivindicar a cobertura de seu prejuízo, dando à A não só a oportunidade de consertar seu erro, mas ensinando a ela que o prejuízo gerado pelas suas ações são responsabilidade dela. Não cabe a B revidar mostrando a outra a gravidade do que fez, causando-lhe o mesmo mal, que em nada vai resolver a situação do prejuízo que sofreu e ainda vai gerar responsabilidade pelo prejuízo novo que causou. A pessoa agredida teve uma reação que não foi na mesma medida, mas não ficou em total prejuízo.

Parece bastante óbvio, não é?

Mas, muitas vezes, quando alguém nos nega algo de que realmente necessitamos, um favor; ou quando alguém deixa de nos cumprimentar ou esbarra conosco no metrô, que seja, costumamos devolver na mesma moeda, sem refletirmos que ao praticar o mal que nos perturba, estamos nos responsabilizando, direta ou indiretamente, pelo estímulo a um novo prejuízo que este é.

EM RESUMO…

…A vingança nunca é plena, gera para você a responsabilidade sobre o prejuízo que você causou ao seu malfeitor, por sua livre escolha e de vítima você passa a autor, como ele!

Um forte abraço*


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Citação – O segredo do sucesso

Primeiro você age, depois é recompensado. Não espere pela inspiração ou pela força interior. Foque em um objetivo e construa-o, tijolo, por tijolo. O segredo do sucesso é que ele leva tempo o bastante para selecionar uma série de comportamentos bem feitos e repetitivos, que o constróem. Não há mágica e nem fatalidade. Há apenas foco, persistência e paciência!

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Praticar dizer NÃO e suas consequências – dicas para reconhecer limites e respeitá-los

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Provavelmente já aconteceu com você. Alguém pede algo e você, mesmo sabendo que vai ser sacrificante, que o outro não merece tanto esforço, que não receberia o mesmo em troca, diz “sim, claro”. E depois são muitos os momentos em que você se arrepende e se culpa por não ter dito a verdade “não, não vai dar”.

semaforo-1.jpgHá pessoas que têm dificuldades em reconhecer limites e só percebe que ultrapassou os seus quando sofre mediante o cumprimento do “sim”. E há quem acenda uma luz vermelha diante do pedido e não consegue pronunciar o não!

Em psicoterapia analítico comportamental trata-se tanto o reconhecimento desses limites e necessidades pessoais, quanto a habilidade de negar sacrifícios quando estes violam tais limites. O primeiro caso entra num contexto de autoconhecimento e o segundo, assertividade.

UM GUIA PARA RECONHECER LIMITES E DIZER NÃO

Devo parar de ajudar as pessoas e pensar só em mim? NÃO!

#Ficaadica sobre o limite do sim e do não. Pergunte-se e avalie:

  • A pessoa é capaz de realizar aquilo que lhe pediu por si mesma? Em caso positivo, ceder ao pedido não só pode lhe fazer mal, como vai impedir o desenvolvimento dela. Com crianças, o problema do desenvolvimento é ainda mais brutal.
  • Se a pessoa não for capaz de fazer por si mesma, o que ela lhe pediu vai garantir algo ou lhe conferir uma vantagem que você mesmo não tem? Favores que impulsionam o outro de alguma forma são uma forma indireta de contribuir para comportamento antiético e não sustentável para você, que “cobrará” eternamente a dívida do que fez pelo outro e para ela, que logo precisará de “muletas” de novo.
  • Prestar o favor lhe colocará em segundo plano ou gera uma perda (de tempo, de energia, de recursos) irreparável? Mesmo que a pessoa não possa fazer por si mesma e que não vá lhe trazer nenhum benefício, mas apenas lhe poupar dor ou riscos, primeiro você – então é preciso dizer não.

AS CONSEQUÊNCIAS DE DIZER NÃO

Se você sempre foi aquele camarada que quebra galhos de todo mundo, quando começar a negar aquilo que ultrapassa seus limites pessoais, as pessoas à sua volta certamente vão estranhar.

Calma! Isso piora no início e depois passa!

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Geralmente, na família, o sentimento de rejeição e frustração de quem recebe o não é demonstrado e sentido mais intensamente. No entanto, se você se mantiver firme, as pessoas aprenderão a lidar com seus novos limites. Você se tornará mais feliz e todos sentirão os novos benefícios de sua nova postura.

Às vezes temos dificuldades em avaliar a necessidade e gravidade de certas situações. Para evitar alguém fazendo “birra” por não conseguir de nós o que deseja, nos sacrificamos. E depois esperamos que a pessoa faça o mesmo. E a frustração não tem fim…

TERAPIA DE CASAL

Couple in disagreement at homeE no casamento? Não deveria haver sacrifício mútuo em tempo integral? NÃO! Isso não diz respeito ao status do relacionamento. Diz respeito à integridade de sua individualidade. Se não há dois indivíduos plenos, o casamento não vai consertar nada, pelo contrário, somar dificuldades resultará em… mais dificuldades!

Mas quando há disponibilidade de ambos, a mudança traz benefícios como maior contentamento com a relação e união muito mais afetiva. Deixa-se de esperar que o outro “o salve” e passa-se a ter mais disponibilidade para viver afetivamente e trocar aquilo que se tem de melhor.

PORTANTO…

Reconheça suas necessidades e limites. Não os sacrifique para atender demandas que o outro é capaz de solucionar por si mesmo. E seja mais feliz!

Forte abraço!


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Ansiedade e frustração que repassamos aos outros no dia a dia

ansiedade tratar o outro contingencias objetivos Quase infinitas variáveis estão envolvidas na nossa interação com o mundo, em nosso comportamento. A maneira como tratamos o outro é o resultado dessa complexa interação. Algumas vezes, de tão punidos que somos pelo ambiente, fica difícil repassar aceitação e compreensão, porque a frustração e ansiedade nos cegam de tal forma, que nos tornamos insensíveis às demandas do outro, que nada tem a ver com nossa experiência recente com o mundo. E isso só gera mais ansiedade e frustração!

No entanto, é possível e desejável que saibamos reduzir a ansiedade e lidar com a frustração constantemente gerada por nossas interações, para que sejamos capazes de produzir aceitação e bem estar. Isso não resultará em um tratamento indiscriminado de demandas, tal como no caso de estamos frustrados e ansiosos, mas vai melhorar muito nossa capacidade de discriminar situações e agir de acordo com elas. Se há dificuldade nesse sentido, procure ajuda! Forte abraço*