Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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AUTOCONFIANÇA – Opinião dos outros e seu verdadeiro valor

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Pessoas pouco autoconfiantes se sentem humilhadas, inferiorizadas, por atitudes e opiniões alheias que nem precisam ser direcionadas a elas. Evitam atividades em que seu possível fracasso superestimado possa ficar evidente. Parecem arredias, desanimadas, têm poucos relacionamentos e cuidam mal de si mesmas.

A falta de autoconfiança pode gerar muitos prejuízos a vida de alguém, não é?

A opinião dos outros é um predador natural da pessoa com baixa autoconfiança. O que outras pessoas pensam a seu respeito por muitas vezes lhe quebra. Mesmo que os outros pensem bem dela! Há os extremos “Ele tem razão, eu não consigo” e “Ele não sabe quem realmente sou, tem uma visão positiva demais de mim”.

COMO SE DESENVOLVE A AUTOCONFIANÇA NAS PESSOAS

A partir de situações vividas na infância e na adolescência, quando estamos em pleno desenvolvimento, aprendemos sobre como lidar com o mundo e quanto valemos. É necessário que os pais controlem as circunstâncias as quais somos expostos, para aprendermos a ter autoconfiança.

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A autoconfiança em adultos, em geral, necessita de acompanhamento psicológico para ser desenvolvida, uma vez que o adulto já é autônomo o bastante para controlar boa parte das variáveis envolvidas no seu dia a dia, mas não sabe como lidar com elas para tirar proveito no sentido de melhorar sua confiança.

Veja algumas situações vividas que podem contribuir ou prejudicar o desenvolvimento da autoconfiança em crianças e adolescentes:

  • PREJUDICA – Comparações da criança com outras crianças. Cada indivíduo é único e desenvolve uma maneira específica de lidar com as coisas e obtém seus resultados com isso.
    COMO REVERTER: O foco deve ser nos recursos que a criança tem e a melhora em relação a si mesma, sempre.
  • CONTRIBUI – Dar responsabilidades compatíveis com a idade da criança/adolescente, dar um modelo de como proceder, estabelecer o resultado esperado. Ao receber uma responsabilidade e conseguir chegar ao resultado claro esperado, a criança passa a confiar na sua capacidade de “dar conta” das coisas.

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  • PREJUDICA – Fazer pela criança/adolescente o que ele já é capaz de fazer sozinho. O indivíduo precisa necessariamente experimentar na prática fazer as coisas que lhe são possíveis para aprender sobre suas capacidades.
    COMO REVERTER: Atribua atividades, segure a ansiedade e a necessidade de manter o controle sobre os resultados e deixe situações simples se tornarem fonte de aprendizado e desenvolvimento. Muitos pais e cuidadores pecam nesse sentido por estarem com o tempo apertado ou não conseguirem abrir mão de ter as coisas feitas do jeito que gostam ou fazem. Isso gera sérios danos aos filhos.
  • CONTRIBUI – Ter uma atitude positiva diante dos esforços do indivíduo. “Críticas construtivas”, na maior parte das vezes, diz respeito à necessidade do adulto controlar a situação e atender às suas expectativas pessoais sobre as ações do outro.

UMA PARÁBOLA SOBRE A IMPORTÂNCIA DA OPINIÃO DO OUTRO
NO SEU AUTOCONCEITO

Autoconceito? Mas não era autoconfiança? Autoconceito, autoconfiança, autoestima e responsabilidade são conceitos separados por razões didáticas, mas são uma coisa só e as ações empreendidas no sentido de prejudicar ou desenvolver uma coisa, afeta todas as outras.

Na parábola a seguir, fica clara a posição frágil e inadequada da opinião alheia sobre realmente quem somos.

 

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LEIA AQUI A PARÁBOLA

Portanto, a não ser que seja o seu psicólogo (expert em avaliar o comportamento e a capacidade das pessoas) e ainda sim você deve questionar os posicionamentos do mesmo sobre quem você é e do que é capaz, não aceite opiniões alheias como verdades absolutas. Elas são resultado das vivências pessoais de quem as emite e não um retrato fiel da verdade. Servem para levantar uma reflexão sobre a imagem que a pessoa tem sobre você, SOBRE O IMPACTO QUE SUAS AÇÕES LHE CAUSAM e não para sentenciar quem você é!

Um abraço e até a próxima!

 

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Vingança – porque não praticá-la

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Humor à parte, o comportamento humano, por mais que à primeira vista possa parecer, não é ação e reação. É muito mais complexo que isso.

Ao usar essa lei para o comportamento das pessoas, incorremos num grave erro que resulta em frustração e muitos problemas. Ao agirmos no ambiente amparados por uma noção errada sobre o nosso comportamento e dos outros, fracassamos e vamos nos tornando ansiosos, pouco confiantes, deprimidos.

A VINGANÇA COMO ATO ISOLADO E FINITO É UM ERRO

A vingança, tema do meme, é um exemplo muito claro disso. Quando somos afetados prejudicialmente por alguém, podemos lidar com a situação de várias formas. A vingança, ou seja, dar o troco, devolver o insulto ou prejuízo, pode gerar um ciclo sem fim de revidações.

Veja, uma ação efetivada por nós tem uma série de consequências. Essas consequências não são o fim da ação, pelo contrário, são começos de novas ações. A consequência também é um estímulo, que culminará em novas respostas.

Em algumas circunstâncias, como na física, pode haver ação e reação e essa reação encerrar-se em si mesma. Mas quando lidamos com comportamento humano, não é assim, ele é multi determinado e ocorre em cadeias.

ENTENDA MELHOR… 

Imagine que uma pessoa A bate no carro de outra B. Se efetivar uma nova reação na mesma medida em que recebeu de A, a pessoa B vai gerar um ciclo sem fim de prejuízos mútuos. Como ser racional que é, no entanto, B pode reivindicar a cobertura de seu prejuízo, dando à A não só a oportunidade de consertar seu erro, mas ensinando a ela que o prejuízo gerado pelas suas ações são responsabilidade dela. Não cabe a B revidar mostrando a outra a gravidade do que fez, causando-lhe o mesmo mal, que em nada vai resolver a situação do prejuízo que sofreu e ainda vai gerar responsabilidade pelo prejuízo novo que causou. A pessoa agredida teve uma reação que não foi na mesma medida, mas não ficou em total prejuízo.

Parece bastante óbvio, não é?

Mas, muitas vezes, quando alguém nos nega algo de que realmente necessitamos, um favor; ou quando alguém deixa de nos cumprimentar ou esbarra conosco no metrô, que seja, costumamos devolver na mesma moeda, sem refletirmos que ao praticar o mal que nos perturba, estamos nos responsabilizando, direta ou indiretamente, pelo estímulo a um novo prejuízo que este é.

EM RESUMO…

…A vingança nunca é plena, gera para você a responsabilidade sobre o prejuízo que você causou ao seu malfeitor, por sua livre escolha e de vítima você passa a autor, como ele!

Um forte abraço*


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NOTÍCIA – Pesquisa revela que solidão mata tanto quanto obesidade

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Cultivar amigos é tão importante para a preservação da saúde e da vida quanto fazer exercícios físicos regularmente, ter boa alimentação e não fumar. Foi isso que constatou uma pesquisa feita com mais de três milhões de pessoas, publicada na revista científica Perspectives on Psychlogical Science recentemente. Sentir só, estar em solidão, pode reduzir nossa longevidade em 30% e ser tão prejudicial quanto fumar 15 cigarros ao dia por toda a vida ou encontrar-se obeso. (LEIA A MATÉRIA NO BRASIL POST)

A psicologia dá uma grande ênfase para as interações sociais de qualidade. Através delas, além de espantar a solidão, nossos comportamentos, adquiridos ao longo da experiência de vida que adquirimos, são validados. Bons relacionamentos promovem a autoestima, motivam nossa atuação no mundo, mantém nossos níveis de neurotransmissores do prazer em alta.

Dedique, portanto, deliberadamente, uma boa fatia do seu dia a cultivar bons relacionamentos com as pessoas, da mesma forma que evita gorduras e se empenha em comer frutas e salada, da mesma forma que se exercita, por uma vida plena e feliz!

Forte abraço*


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Expectativas – tome iniciativa, mantenha o controle e satisfaça a si mesmo!

Tomar iniciativa de se satisfazer é garantir o controle da situação e ter autonomia sobre os resultados esperados! Experimente!

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É claro que se o outro tomasse iniciativa de realizar certas gentilezas que demonstrassem afeto e atenção, seria ótimo. Mas isso, infelizmente, não está em nosso domínio. Podemos garantir apenas aquilo que nós mesmos podemos empreender. O que depende do outro, é responsabilidade e preocupação do outro.

Não é a visão mais romântica, mas certamente a mais saudável que se pode ter da nossa vida diária! Evita frustração e ansiedade, os maiores precursores do estresse.

Um forte abraço*

 


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Rotina – um recurso fundamental e determinante na vida

 

Rotina é o ambiente controlado por você em que se passa a maior parte útil de sua vida, que determina desenvolvimento pessoal e onde suas habilidades de se sentir motivado, desanimado, feliz ou deprimido são cultivadas com base nas consequências de seus hábitos. Afinal, você se torna aquilo que faz frequentemente.

“Detesto rotina!” “Saia da rotina!” “Não deixe cair na rotina” O que será que as pessoas que querem lhe vender algo veem de tão errado na rotina? Bem, levando em consideração que a maior parte das pessoas vive uma rotina que é um subproduto da conciliação de obrigações e necessidade, há aí um grande vazio que o marketing e a publicidade podem tirar proveito e se dispor a preencher.

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Na psicologia, a rotina é encarada como um recurso fundamental e determinante. A alegria de ir jantar em um lugar bacana ou sair com o amigos, estar num parque lindo no final de semana ou realizar a viagem dos sonhos é esporádico. A maior parte de nossas vidas é vivida na rotina entre casa, trabalho, cônjuge, filhos ou pais e irmãos, administrando o dia a dia.

Como é a sua rotina?

– É pensada e organizada para incluir como habituais interações sociais de qualidade?

Dedicar meia hora de foco mútuo em uma conversa sobre seu dia com alguém que convive com você pode ser tão terapêutico quanto tomar antidepressivos toda manhã! Experimente!

– Prima por melhorar com pequenas trocas e ajustes o que é obrigatório e indispensável? 

Uma flor sobre a mesa de trabalho, um chocolate no meio da tarde, um sabonete gostoso na hora do banho ou um arroz recém preparado para o jantar congelado podem fazer MUITA diferença.

– Traz segurança e tranquilidade ou é caótica e exaustiva?

Se planejada e realista, ou seja, se colocar a quantidade e tipos de atividades distribuídas de uma forma não sacrificante de serem realizadas, o sentimento de segurança e satisfação de ser capaz de concluí-la diariamente vão contribuir para enfrentar aquilo que não é rotineiro e por vezes é estressante, sem desabar.

– Tem um tempo reservado a sair da rotina?

Deixe uma folga para fazer atividades variadas, simples e rápidas que rompa o ciclo do tédio também proporcionado pela repetição de eventos.

Sugestões:

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Ainda, a rotina planejada e incluindo os fatores acima citados reduzem ansiedade, angústia, cansaço e consequentemente o estresse.

Se para adultos a rotina tem tamanha importância, imagine para crianças! A rotina para uma criança é o terreno seguro em que ela se desenvolve de forma biopsicossocial. Um exemplo de como seria uma rotina de criança:

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Não devemos sair nunca da rotina? Claro que sim! Mas, para isso, é preciso tê-la em grande consideração cuidado, antes de tudo.

Forte abraço*


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Alienação parental – fique atento!

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A Alienação Parental é uma forma de abuso emocional. Para nós, ainda é mais fácil e rápido, reconhecermos os abusos físicos, tais como os sexuais e os maus-tratos, porém, a alienação parental, por ser um abuso moral não é menos grave.Quando os cuidadores da criança desvalorizam de alguma forma uns aos outros e, assim, fragilizam os vínculos emocionais da mesma, acontece o que se chama de alienação parental. Os efeitos psicológicos sobre o comportamento e desenvolvimento da criança são devastadores.Além de ser considerado um crime contra a criança e o adolescente, indivíduos submetidos a tal prática necessitam de tratamento especializado para superar as sequelas da agressão.Para saber mais, consulte a cartilha do Tribunal de Justiça do Mato Grosso disponibilizada gratuitamente online: BAIXE SUA CARTILHA DE ALIENAÇÃO PARENTAL AQUI.Não fique parado diante da constatação de alienação parental! Oriente, denuncie!

foto site círculo silvia regina simoes psicologaSilvia Regina Simões
Psicóloga Clínica
Jundiaí – SP