Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


Deixe um comentário

Vingança – porque não praticá-la

Isaac Newton mem

Humor à parte, o comportamento humano, por mais que à primeira vista possa parecer, não é ação e reação. É muito mais complexo que isso.

Ao usar essa lei para o comportamento das pessoas, incorremos num grave erro que resulta em frustração e muitos problemas. Ao agirmos no ambiente amparados por uma noção errada sobre o nosso comportamento e dos outros, fracassamos e vamos nos tornando ansiosos, pouco confiantes, deprimidos.

A VINGANÇA COMO ATO ISOLADO E FINITO É UM ERRO

A vingança, tema do meme, é um exemplo muito claro disso. Quando somos afetados prejudicialmente por alguém, podemos lidar com a situação de várias formas. A vingança, ou seja, dar o troco, devolver o insulto ou prejuízo, pode gerar um ciclo sem fim de revidações.

Veja, uma ação efetivada por nós tem uma série de consequências. Essas consequências não são o fim da ação, pelo contrário, são começos de novas ações. A consequência também é um estímulo, que culminará em novas respostas.

Em algumas circunstâncias, como na física, pode haver ação e reação e essa reação encerrar-se em si mesma. Mas quando lidamos com comportamento humano, não é assim, ele é multi determinado e ocorre em cadeias.

ENTENDA MELHOR… 

Imagine que uma pessoa A bate no carro de outra B. Se efetivar uma nova reação na mesma medida em que recebeu de A, a pessoa B vai gerar um ciclo sem fim de prejuízos mútuos. Como ser racional que é, no entanto, B pode reivindicar a cobertura de seu prejuízo, dando à A não só a oportunidade de consertar seu erro, mas ensinando a ela que o prejuízo gerado pelas suas ações são responsabilidade dela. Não cabe a B revidar mostrando a outra a gravidade do que fez, causando-lhe o mesmo mal, que em nada vai resolver a situação do prejuízo que sofreu e ainda vai gerar responsabilidade pelo prejuízo novo que causou. A pessoa agredida teve uma reação que não foi na mesma medida, mas não ficou em total prejuízo.

Parece bastante óbvio, não é?

Mas, muitas vezes, quando alguém nos nega algo de que realmente necessitamos, um favor; ou quando alguém deixa de nos cumprimentar ou esbarra conosco no metrô, que seja, costumamos devolver na mesma moeda, sem refletirmos que ao praticar o mal que nos perturba, estamos nos responsabilizando, direta ou indiretamente, pelo estímulo a um novo prejuízo que este é.

EM RESUMO…

…A vingança nunca é plena, gera para você a responsabilidade sobre o prejuízo que você causou ao seu malfeitor, por sua livre escolha e de vítima você passa a autor, como ele!

Um forte abraço*


Deixe um comentário

23 de setembro – Dia de combate ao estresse

Leia o que já foi publicado sobre estresse AQUIdiadocombateaoestress


Deixe um comentário

Psicóloga Sílvia Simões ministra palestra na Semana de Psicologia da Faculdade Pitágoras, em Jundiaí

Na noite última sexta-feira (18), a psicóloga Sílvia Regina Simões foi a palestrante convidada do encerramento da Semana de Psicologia da Faculdade Pitágoras, em Jundiaí. A cerimônia foi realizada no auditório geral da Escola Superior de Educação de Física, no Bolão. Cerca de 150 alunos de 1º a 5º ano de psicologia assistiram à palestra cujo título foi “Terapia de Casal: quando a psicologia mete a colher”.

Na oportunidade a psicóloga abordou os pressupostos teóricos e técnicos da avaliação de demanda e intervenção em psicoterapia de casal, sob o ponto de vista da abordagem analítico comportamental. Houve entusiasmada participação dos presentes com questões sobre a prática da terapia de casal no momento dedicado às perguntas.

“O objetivo principal da terapia de casal é tornar os indivíduos capazes de lidar com os sofrimentos produzidos pela condição conjugal, ou seja, aquela fatia da vida de cada um que se cruza e torna duas histórias e pessoas diferentes em, efetivamente, um casal”, declarou a psicóloga na apresentação.

O evento seguiu com o encerramento da semana que contou com palestrantes externos e abordou outras áreas de atuação da psicologia, como clínica hospitalar e teve ciclo de apresentação de casos clínicos de estudantes locais.

Acompanhe algumas fotos do evento.


Deixe um comentário

TERAPIA DE CASAL – Relações abusivas

7E50s

“Uma jovem mulher percebe que tem abusado do marido por anos sem se dar conta”. Com esse título uma esposa anônima narra sua transformadora história ao perceber, certo dia, que estava passando um sermão e tendo um surto de irritação com o marido por um pequeno erro cometido.

Quantas vezes nosso(a) companheiro(a) comete um pequeno deslize e interpretamos como “é porque não se importa comigo” ou “não dá atenção ao que eu penso e quero”? Quantas vezes tratamos nosso(a) parceiros(a) como nosso filho, escravo, empregado?

O que essa constante reclamação e murmuração faz é enviar uma mensagem aos nossos maridos de que nós não os respeitamos. Nós não acreditamos que eles sejam inteligentes o suficiente pra fazer as coisas certas. Nós já sabemos que você vai fazer besteira. Se ele for um homem seguro, provavelmente ele vai se sentir ressentido com você. Se ele for inseguro, possivelmente ele vai começar acreditar em você e achar que ele não sabe fazer nada direito. E nenhuma destas respostas serão boas e benéficas pra vocês e nem pro casamento.

Leia o texto integral e reflita sobre sua relação com seu amor: CLIQUE AQUI.

Um forte abraço*


Deixe um comentário

Ansiedade e frustração que repassamos aos outros no dia a dia

ansiedade tratar o outro contingencias objetivos Quase infinitas variáveis estão envolvidas na nossa interação com o mundo, em nosso comportamento. A maneira como tratamos o outro é o resultado dessa complexa interação. Algumas vezes, de tão punidos que somos pelo ambiente, fica difícil repassar aceitação e compreensão, porque a frustração e ansiedade nos cegam de tal forma, que nos tornamos insensíveis às demandas do outro, que nada tem a ver com nossa experiência recente com o mundo. E isso só gera mais ansiedade e frustração!

No entanto, é possível e desejável que saibamos reduzir a ansiedade e lidar com a frustração constantemente gerada por nossas interações, para que sejamos capazes de produzir aceitação e bem estar. Isso não resultará em um tratamento indiscriminado de demandas, tal como no caso de estamos frustrados e ansiosos, mas vai melhorar muito nossa capacidade de discriminar situações e agir de acordo com elas. Se há dificuldade nesse sentido, procure ajuda! Forte abraço*


Deixe um comentário

TERAPIA DE CASAL – 8 condições básicas para um relacionamento feliz

image4-desenho-casal

Viver a dois não é fácil, pois nem conviver consigo mesmo as vezes o é! Quando juntamos a subjetividade de um e de outro, nossas experiências passadas e jeitos diferentes de ver a vida, então… os conflitos aparecem! De outro lado, estar junto e ter um projeto de vida, ter apoio e companhia, a maneira como o outro nos faz sentir especial, aquilo tudo que construímos juntos mais do que justificam tentar seguir adiante!

A seguir, listo 8 condições básicas para um relacionamento dar certo. Acompanhe!

1 – Ter interesses em comum

Se um quer ter filhos, um cachorro, ser funcionário público concursado e o outro quer viver estilo nômade pela Europa, temos um problema aí. Abrir mão de um sonho por amor parece lindo, mas se esse sonho reflete toda uma forma de encarar e sentir o mundo, o sacrifício pode tornar-se pesado demais para o casal no futuro. É importante avaliar, não se o relacionamento é importante  bastante, não é isso! Mas ter autoconhecimento para saber os limites e aspirações de cada um na vida.

__________________

2 – Sentir atração sexual pelo outro

Essa história de que você deve se casar com alguém com quem gosta de conversar é verdade, mas deve buscar alguém com quem goste, na mesma medida, de fazer sexo. A prática sexual é fundamental para o ser humano, tem funções específicas e abrangentes para a saúde e do ponto de vista psicológico, mantém o vínculo do casal fortalecido, o humor estável e positivo e combate a depressão.

__________________

1231847137

3 – Conversar

Não se trata aqui apenas de discutir o filme que assistiram, a crise econômica mundial ou a educação dos filhos, mas o comportamento um do outro e como isso os afetam. Conversar, em um relacionamento, envolve uma série de temas que, talvez, individualmente, até evitemos explorar no nosso ping pong mental. Aquelas coisas que adoraríamos que o outro percebesse devem necessariamente serem ditas – e de forma assertiva.

Conversar também engloba demonstrar interesse real e vívido pela vida do outro. Como? Muitas vezes simplesmente sabendo ouvir!

__________________

4 – Ter companheirismo

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, porque a vida é feita de altos e baixos e um relacionamento é algo assim tão especial por incluir essa premissa de que estaremos ali, um pelo outro, outro pelo um, haja o que houver.

Não é preciso cair com o outro, sentir o que ele sente, mas dar suporte, estar ao lado. Às vezes, um abraço ou a simples presença são extremamente terapêuticos.

__________________

5 – Demonstrar confiança

A confiança é tanto construída pelo comportamento confiável de ambos, quanto pelo apego seguro de cada um, aquele moldado desde a infância. Ciúme excessivo pode sinalizar um problema a ser tratado individualmente em terapia. Em casos gerais, parte da confiança é acreditar no amor e caráter do outro e parte é ter, no comportamento dele, sinais de respeito e consideração pelos seus sentimentos.

__________________

6 – Tratar com respeito

Sabe aquela máxima “Posso discordar do que diz, mas defenderei até o fim o direito de dizê-lo”? Vale aqui, para dizer e fazer. Aceite, observe, acolha, não tente mudar, não corrija, não satirize, não julgue. Deixe o outro ser o outro e aprecie o outro deixar que você seja você.

__________________

7 – Sentir falta, saudade

Não importa quanto tempo vocês passam juntos. Aquele tempo de qualidade, dedicado um para o outro, deve fazer falta no dia a dia quando a relação é saudável. Afinal, é muito bom passar um tempinho com quem nos dá atenção, respeita quem somos, nos apóia nos momentos bons e ruins, demonstra interesse real pela nossa vida e ainda nos faz sentir especial, né?

heart3

__________________

8 – Foco no aqui e agora

Ambos têm uma história anterior ao relacionamento e do aqui e agora, há uma história de relacionamento de vocês também. Remoer o passado não contribui para a construção de novos aspectos sadios da relação. Foco no momento atual é o que você pode mudar.

***

Ao ler tudo isso você sentiu que seu relacionamento está deixando a desejar em algum aspecto? Converse! Se está com dificuldades, procure terapia! Enquanto houver desejo de estarem juntos, vale a pena lutar por essa relação!

Um forte abraço*


Deixe um comentário

Dica da Psicóloga – Saiba usar as palavras

citações frases psicologia jundiai silvia regina simoes assertividade palavras

Para começar bem a semana, que tal comprometer-se em usar o que diz mais como alavanca e menos como arma? E lembre-se: uma ação certeira vale mais que mil palavras que diante dela, são apenas adornos!

Em breve, falarei mais sobre o melhor jeito de dizer as coisas, usando de assertividade. Acompanhe o blog!

Para receber em seu e-mail nossas atualizações, assine a newsletter gratuitamente no menu ao lado direito.

Uma ótima semana a todos!

foto site círculo silvia regina simoes psicologaSilvia Regina Simões
Psicóloga Clínica
Jundiaí – SP