Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia comportamental – terapia de casal, terapia para adulto e terapia infantil


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TESTE: Você se comporta como pai ou mãe nos seus relacionamentos?

FAMILIA

“Pai e mãe são sagrados”. Partindo desse pressuposto, temos uma infinidade de complicações na vida que poderíamos evitar, caso tivéssemos uma visão mais realista da paternidade e da maternidade praticada por seres humanos, para seres humanos, na nossa sociedade. Quando esses papéis são desempenhados no lugar de outros, dentro de relações amorosas românticas, por exemplo, o estrago é enorme. O mesmo vale para filhos que querem se tornar pais dos pais, chefes com funcionários e amigos que exercem uma função maternal ou paternal entre si.

SAUDADE IDEALIZADA

Há uma tendência, em especial na vida adulta, a romantizar os papéis dos pais deixados há muito para trás. Cumprida a função de ensinar como sentir, como cuidar de si mesmo e do que é certo ou errado, amadurecemos e nos tornamos independentes, aumentando assim nossa responsabilidade sobre o que queremos e o que fazemos. Então, nos lembramos com saudade quando nossa preocupação era brincar e querer coisas, enquanto todo o resto era feito por alguém.

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No entanto, relembrando racionalmente o processo de participação dos nossos pais na nossa vida, a história é diferente. Quando nosso corpo é pouco desenvolvido e nossas funções cognitivas e repertório comportamental são reduzidos, os adultos responsáveis por nós ensinam como devemos fazer as coisas, o que é certo ou errado, nos dão modelos e fazem por nós aquilo que ainda não somos capazes. Num crescimento saudável, conforme adquirimos habilidade biológicas e comportamentais de fazer as coisas, requeremos responsabilidades e questionamos, a partir da comparação com o mundo externo, o que nos passaram como sua verdade.

LIBERDADE PARA SER HUMANO – MUITO ALÉM DE PAI OU MÃE

Quando chegamos à fase adulta, a responsabilidade pesa e gera sentimento de cansaço e solidão. Então, quando isso se torna grande demais e nos deparamos com outro adulto disposto a fazer papel de pai ou mãe, logo lhe entregamos todo nosso carinho – até que estejamos saciados – e sufocados! – de tal atenção e passemos a reivindicar nossa liberdade.

A pessoa que exerce a função maternal e paternal também quer ser livre! É claro, quando são pessoas saudáveis. Costumo dizer que cada ser humano tem capacidade de cuidar bem de apenas UM ser humano, A SI PRÓPRIO! Por isso ser pai ou mãe, de verdade (de crianças e adolescentes) ou não, é tão desgastante fisicamente, profissionalmente, socialmente. Nossa sociedade até se organizou em torno de um modelo em que há o pai, a mãe, padrinhos, avós, tios e tias, etc. Todos ajudando na missão de criar alguém. A independência é fundamental para que os esses seres humanos possam voltar a cuidar plenamente de suas próprias vidas em algum momento, seguir planos individuais. 

Será que você faz papel de pai ou mãe no seu relacionamento, seja ele romântico amoroso, de filho e pais, com seus amigos, seus funcionários? Faça o teste e descubra:

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TESTE – VOCÊ SE COMPORTA COMO PAI OU MÃE NAS SUAS RELAÇÕES?

A. Você avalia a vida do outro e determina o que é bom pra ele. (3 PONTOS)

B. Faz coisas por ele como se ele fosse incapaz de fazer sozinho. (3 PONTOS)

C. Acha que tem que ensinar coisas tais como poupar/administrar dinheiro ou escolher amizades. (3 PONTOS)

D. Toma decisões que afetam o conjunto, sem consultar a parte envolvida. (1 PONTO)

E. Emite opiniões de advertência, para poupar o outro de uma conseqüência desagradável – que está  nas leis, normas éticas ou só na sua avaliação. (2 PONTOS)

F. Diz ao outro como fazer as coisas, tais como organizar o guarda roupa, cuidar do carro, conduzir as coisas no emprego. (2 PONTOS)

G. Coloca como um peso a expectativa de não ser decepcionado pelo outro, em atitudes que influenciam principalmente a vida dele. (2 PONTOS)

H. Pune com sermões e/ou indiferença os comportamentos que estão na esfera individual e que pouco ou nada afetam a relação ou você. (3 PONTOS)

RESULTADOS

Até 3 pontos
Pode ser que a forma como você trata o outro seja reflexo de dificuldades individuais mais genéricas, como perfeccionismo, carência afetiva ou imaturidade.

De 4 a 8 pontos 
Você exerce papel maternal ou paternal sobre a pessoa com quem se relaciona. Procure ajuda para lidar com suas dificuldades em se comportar com maturidade e respeito.

Mais de 9 pontos
Sua relação está doente e vocês precisam de ajuda. A pressão que exerce sobre o outro pode gerar stress e fragilizar sua/seu companheiro ou vínculo numa dificuldade pré existente, como ansiedade ou depressão.

RELAÇÕES ABUSIVAS – leia também aqui

casal-brigandoSe você obteve mais de 4 pontos, há risco de estar vivendo uma relação abusiva com alguém. Entenda, pessoas frágeis que buscam e aceitam que o outro seja maternal ou paternal com elas são vulneráveis a relações abusivas também. Os buracos existentes nas habilidades de viver relacionamentos nelas dão oportunidade às pessoas com tendências emocionalmente predominantes e agressivas a estabelecerem o abuso. Todos sofrem. Relações não devem causar sofrimento em si, mas ser um desafio funcional no desenvolvimento das partes.

Na dúvida, procure o apoio de um psicólogo e CONTE COMIGO!

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Ônibus lotado, caneta roubada, compromisso atrasado – e a gravidade disso na sua vida

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Um ônibus lotado nos impede de decidir quem toca ou não nosso corpo ou onde vamos com ele

O ônibus lotado, com todo mundo se espremendo, alguém que usa sua caneta sem pedir e ainda a leva embora e o atraso do seu parceiro ou do médico em relação a hora marcada. O que essas situações têm em comum, além de te deixar muito irritado?

São violações de limites e privações de direitos básicos. Parece grave não é? E é grave!

A sociedade, o senso comum, costuma minimizar ou atribuir adjetivos ofensivos ao “fresco que não gosta de lugar cheio” ou ao “mesquinho que cobra cinco reais que o amigo ficou devendo” ou “ao intolerante que não suporta um atraso de 15 minutinhos”.

Todas essas situações são graves e ninguém precisa se sentir mal por não gostar delas, por se comportar no sentido de evita-las ou corrigi-las.

De acordo com a lista de Direitos Humanos Básicos de Vicente Caballo, renomado cientista e autor de vários livros importantes na área de psicologia, o item 10 diz o seguinte:

(Você tem) “O direito de decidir o que fazer com o seu corpo, seu tempo e sua propriedade”.

Quantas vezes você se sentiu contrariado, irritado e ofendido por situações que pareciam corriqueiras, mas violavam esses limites e direitos descritos por Caballo?

O senso de propriedade é importantíssimo para a garantia da sobrevivência da especie humana. Dividir é preciso, mas deve ser uma decisão, portanto, se não for seu, se você não comprou ou não fez, não use, a não ser que tenha pedido antes e o proprietário tenha consentido compartilhar. Se quebrou ou perdeu, reponha. O mesmo vale dos outros para você. Não há relação que esteja a salvo dessa regra; a amizade íntima, o casamento, a filiação, etc.

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“Relações íntimas de amigos, pais e filhos ou cônjuges não suspendem limites, na realidade, devem ser sinal para que busquemos fortalece-los, para manutenção adequada do vínculo.”

No que diz respeito ao próprio corpo, vale a mesma regra: a não ser que tenha sido solicitado e consentido, não toque, não se aproxime demais. Essa máxima é muito importante e tem sido salientada, inclusive em campanhas de conscientização. Até pouco tempo, o corpo feminino era visto como patrimônio masculino irrestrito, assim como o corpo infantil, sujeito aos cuidadores. Hoje em dia fala-se abertamente do problema que é assumir como regra que determinadas relações anistiam a violação de direitos ou mesmo suspendem limites.

“O desrespeito dos pais, dos cuidadores, em relação às crianças, para com seu tempo, corpo e propriedade, geram adultos que têm noções de limites frágeis e não sabem se proteger ou respeitar os demais.”

“Tempo é dinheiro”, quem nunca ouviu essa frase, jogue o primeiro real! Brincadeiras à parte, fica a mensagem clara de que o tempo tem valor, não apenas financeiro, mas de vida! Contamos a nossa vida a partir do tempo que vivemos e cada segundo é importante, porque não volta mais.

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Atrasos são uma clara diminuição da nossa importância pelo outro

“Quando alguém se atrasa, falta a um compromisso sem avisar, essa pessoa nos impede de ter o direito sagrado de decidir o que fazer com o nosso valoroso tempo!”

Imprevistos acontecem, claro. Mas não são a regra. Sejam 10 minutos ou uma hora, nossa vida está sendo desperdiçada e fica aquela sensação de que o outro considera o nosso tempo/vida pouco importante, quando não há força externa reconhecida que o impeça de honrar o compromisso.

COMO LIDAR COM ESSAS QUESTÕES?

Pedir mudança de conduta, expressando como se sente a respeito da falta – duas atitudes que também são direitos. Isso não quer dizer que, fatalmente, o outro vai adquirir um novo repertório de como lidar com as coisas e tudo será lindo dali em diante. Não! Mas ao expressar como se sente e dizer como o outro pode mudar isso, você dá a chance do outro agir ou não favoravelmente e com consideração a sua preciosa vida.

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Contracontrolar o uso indevido dos nossos recursos é uma opção, mas temporária e pouco assertiva, nesse caso

Caso a outra pessoa insistentemente não o faça, você pode escolher não dispor de seus recursos materiais, do seu tempo e do seu corpo para ela novamente no futuro. A perda da oportunidade de se relacionar com você, essa sim pode gerar mudanças de comportamento no outro, como, por exemplo, buscar ajuda, caso seja crônica a falta de empatia/repertório de respeito e consideração.

LEMBRE-SE! Essa dicas não substituem uma análise funcional específica do seu caso, o que pode gerar uma orientação considerando variáveis reais e com mais sucesso de intervenção. Procure um psicólogo! 


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HABILIDADES SOCIAIS: Qual o limite entre falsidade e educação na relação com nossos desafetos?

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Quem não se dá bem com todo mundo
é uma pessoa difícil? E quem se dá bem é falso?

Não! Há pessoas com quem não conseguimos estabelecer uma amizade, uma parceria. E isso está ok, não há mal nenhum. Mas se pudéssemos simplesmente não mais conviver com elas, seria uma dádiva. A grande pegadinha da vida é que às vezes essas pessoas são colegas de trabalho, chefes, sogras, noras, cunhados, vizinhos. Ou seja, não vão deixar de fazer parte do cenário da nossa vida só pela nossa vontade.

  • Como lidar com pessoas que não gostamos, com quem não nos damos bem?
  • Tratar com educação seria falsidade?
  • Devo expressar meu incômodo genuíno, deixar claro meu descontentamento em conviver com essas pessoas?

Expressar claramente sua oposição ao convívio inevitável só trará problemas PARA VOCÊ. E a cultura popular está cheia de exemplos disso. É a nora que trata a sogra com desdém e vive uma situação infernal com ela. O colega que perturba tanto o outro ao ponto de daquele que não gosta dele pedir demissão ou fazer uma besteira. São os vizinhos que se odeiam e se provocam com cada vez mais astúcia, vivendo uma guerra fria.

LEIA AQUI UM EXEMPLO DE MUDANÇA DE CONDUTA NA RELAÇÃO ENTRE NORA E SOGRA

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Mas, Silvia, se eu não gosto da pessoa e a trato bem, não seria falsidade?

Dentro de determinados critérios, não seria falsidade. Explico. Os estudos em habilidades sociais encorajam as pessoas a exercerem o direito de expressar como se sentem e pedirem mudança de conduta. E preveem também o direito do outro escolher atender ou não a nossa solicitação. Uma vez ocorrida essa situação, como já disse, evitar o convívio não depende só da nossa vontade, é nosso dever tratar as pessoas com respeito (viver e deixar viver, não violar seus direitos). Sermos educados aumenta nosso valor cultural, garante segurança social e integridade.

Em termos práticos, ser cortês envolve:

– cumprimentar olhando nos olhos, em tom neutro, numa proximidade nem distante nem próxima demais;

– ao estar num grupo em que o desafeto se expressa verbalmente, manter a neutralidade e responder quando solicitado, de forma a não desencorajar a fala;

– não buscar convívio ativo com a pessoa de quem não gosta ou ser excessivamente efusivo ou cordial;

– não expressar opiniões e ou praticar ações que levem o outro a erro – não mostrar que gosta, se não gosta, não rir se não acha graça, não convidar se não quer conviver, etc.

Falsidade está ligada a agir de tal forma que leve a outra pessoa a gerar opinião e expectativas sobre nós que não se sustentam, que não pretendemos manter, honrar. Quando damos sinais de afeto, mas na realidade não agimos de forma afetuosa, estamos sendo falsos.

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“Não existe obrigação em sempre ‘evoluir’ uma relação para amizade, NÃO! Amizade envolve afeto e manutenção de vínculo, é impossível fazer isso com todos os contatos que temos diariamente em nossas vidas. Tratar as pessoas com cortesia, boa educação e respeito já é o suficiente para ser bem aceito e desejável nos círculos sociais. E se a amizade surgir daí, que sorte a nossa!”

E você? Em que situação precisa manter meramente a educação? Já foi atingido pela dificuldade de alguém em separar falsidade de cortesia?


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Palestra no Nemp do UniAnchieta é sucesso de público

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Os personagens dificeis de lidar na vida real, que convivem conosco no trabalho e na faculdade, foram o tema da palestra gratuita ao público, oferecida pelo Núcleo de Empregabilidade (NEMP) do UniAnchieta Jundiaí, no sábado (24), pela manhã. A psicóloga Sílvia Regina Simões foi a profissional convidada pelo núcleo e sugeriu o tema, muito bem aceito pelos estudantes e comunidade que compareceram em massa ao evento.

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A palestra foi estruturada de forma a dar uma noção sobre o conceito de personalidade do ponto de vista do behaviorismo de B.F. Skinner, teórico da área, bem como caracterizar quem são, como se apresentam e de onde vêm as pessoas que costumam desafiar o bom senso e causar danos no convívio em grupo organizacional e acadêmico. Além disso, a parte “Manual de Sobrevivência” ensinou os presentes a já lidarem com situações críticas a partir dali.

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“São personagens manipuladores, opressores, que tomam nosso tempo e energia, ajudam muito pouco e comprometem a qualidade de nossa produtividade e relações. O trabalho e a faculdade podem representar 1/3 e às vezes até 2/3 do tempo que vivemos num dia e saber lidar melhor com as pessoas faz muita diferença”, afirma a psicóloga Sílvia Regina Simões.

É o terceiro ano consecutivo que a profissional apresenta conteúdo no UniAnchieta, através do Nemp. Nos anos anteriores falou-se sobre a Técnica Pomodoro de administração de tempo e foco nos estudos e Administração de Conflitos.

As inscrições para as vagas limitadas se esgotaram rapidamente e a sala esteve lotada no dia da apresentação. Os próximos temas levados aos alunos e comunidade pelo Nemp são:

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CONTEÚDO DA PALESTRA

Conforme prometido na ocasião, a psicóloga Sílvia Regina Simões disponibiliza o material da oficina no UniAnchieta para os interessados. Basta entrar em contato pelo email s.silvia.psicologa@gmail.com para solicitar os slides. Seguem abaixo, os vídeos e a lista de direitos mencionada na palestra, para uso dos interessados:

VÍDEO ILUSTRATIVO “O CHATO DO CONTRA” – GILMAR MENDES E BARROSO

VÍDEO INSTRUTIVO EMOÇÕES E SENTIMENTOS – PEDRO CALABREZ

VÍDEO ILUSTRATIVO “A FÁBULA DOS PORCOS E ESPINHOS”

LISTA DE DIREITOS HUMANOS BÁSICOS DE VICENTE CABALLO – COMPLETA

1. O direito de manter sua dignidade e respeito – inclusive se outra pessoa sente-se ferida – enquanto não viole os direitos dos outros.
2. O direito de ser tratado com respeito e dignidade.
3. O direito de negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.
4. O direito de experimentar e expressar seus próprios sentimentos.
5. O direito de parar e pensar antes de agir.
6. O direito de mudar de opinião.
7. O direito de pedir o que quiser (entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).
8. O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.
9. O direito de ser independente.
10. O direito de decidir o que fazer com o próprio corpo, tempo e propriedade.
11. O direito de pedir informação.
12. O direito de cometer erros – e ser responsável por eles.
13. O direito de sentir-se bem consigo mesmo.
14. O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais.
15. O direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades.
16. O direito de decidir se satisfaremos as necessidades das pessoas.
17. O direito de comportar-se seguindo seus interesses – sempre que não viole os direitos dos demais.
18. O direito de ter opiniões e expressá-las.
19. O direito de decidir se satisfaz as expectativas dos outros.
20. O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos em que os direitos não estão totalmente claros.
21. O direito de obter aquilo pelo que se paga.
22. O direito de escolher não se comportar da maneira mais adequada.
23. O direito de ter direitos e defendê-los.
24. O direito de ser ouvido e levado a sério.
25. O direito de estar só quando quiser.
26. O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outras pessoas.

***

QUER LEVAR ESSA OU OUTRA PALESTRA COM A ESPECIALISTA PARA A SUA EMPRESA OU INSTITUIÇÃO GRATUITAMENTE? ENTRE EM CONTATO.

 


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HABILIDADES SOCIAIS – 3 formas simples de conquistar a antipatia dos outros – e alternativas para ser simpático

Quando queremos estar na presença de alguém, costumamos dizer que a pessoa é agradável e inspiradora. Quando queremos distância, dizemos que a pessoa é antipática, desagradável. Listo aqui 3 coisas que este último caso costuma fazer que garante a resistência a colaboração, afastamento, má impressão dos outros e as alternativas simpáticas, para ser agradável e inspirador:

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1 – Falso elogio – destaca uma característica positiva, rebaixando quem a produz

Algumas frases são típicas dessa postura: “Você está ótimo pra sua idade”, “Por ter se formado em tal lugar, você é bem eficiente”, “Pessoas da sua posição social não conquistam metade do sucesso que você já alcançou”. O elogio afronta e diminui a pessoa de alguma forma, como se nada tão bom fosse esperado da pessoa e ela “até que” surpreendeu “sendo quem é”. Evite a todo custo elogiar assim!

ALTERNATIVA – O elogio sincero: Especifique aquilo que a pessoa faz ou é de bom. Descreva como ela faz. Fale sobre o impacto positivo que tem sobre você. Exemplo: “Você tem uma aparência jovial, ativa, empolgante. Gosto do jeito leve como conduz sua vida”. Ou “Sua eficiência garante uma forma mais prática e inteligente de realizarmos as tarefas por aqui, aprecio muito sua colaboração”.

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2 – Comparação – para se enaltecer, rebaixa o outro

Exemplos de manifestações comparativas: “Meus resultados no treino não são tão bons, mas estou melhor posicionado que meus colegas de trabalho”. “Quando tive bebê, não me queixava tanto da gravidez quanto essas mulheres de atualmente”. “Sou muito mais forte emocionalmente que outras mulheres, pouca coisa me derruba”. Você pode ser ótimo, sem que outra pessoa seja inferior. Isso gera uma torcida dos demais pela sua derrota, além do afastamento.

ALTERNATIVA – Falar positivamente sobre si: Tenho obtido resultados razoáveis no treino e quero ainda mais! Sinto que tenho feito algo significativo”. “Minha gravidez foi relativamente tranquila, no meu tempo. Sinto que fui privilegiada”. “Busco me fortalecer e me manter firme diante dos desafios que enfrento. Cair diante de pouca coisa não é uma opção pra mim”.

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3 – Falsa humildade – fala sobre algo que lhe parece acima da média, em seguida emite um julgamento que inferioriza o que acabou de dizer

Exemplos: “Passei no exame da ordem na primeira tentativa. Nem estudei, só tive sorte”. “Consigo ler 3 livros densos ao mesmo tempo, sei de gente que lê muito mais que isso de uma vez e mais rápido”. “Deixei um carro popular no IR do ano passado, esse governo é um filho a mais pra gente sustentar”.

ALTERNATIVA – Escolha pessoas íntimas e relevantes e compartilhe seus êxitos com elas. Isso evita comentários “atenuantes” que só passam a impressão de arrogância. Prefira falar assim: “Passei no exame da ordem na primeira vez em que me inscrevi. Me preparei minimamente e obtive um resultado maior do que esperava”. “Estou lendo 3 livros ao mesmo tempo, é uma superação pra mim, pretendo melhorar o ritmo e prazo com o tempo e me aprimorar nessa prática”. “Meus rendimentos foram ótimos no ano passado, mas o imposto de renda é altíssimo, desanimador”.

TIMIDEZ, INTERAÇÕES SOCIAIS E HABILIDADES ADQUIRIDAS

Há muito mais pessoas tímidas e com dificuldades em suas interações sociais do que imaginamos. Até mesmo pessoas expansivas, tidas como extrovertidas, escorregam e travam em determinadas situações, ficando descontentes com os resultados de seus investimentos em relacionamentos.

Existe uma linha de estudos na psicologia intitulada HABILIDADES SOCIAIS que identifica déficits e treina indivíduos para se colocar de forma mais efetiva em sua comunidade.

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Em meus atendimentos, ofereço a aplicação do Inventário de Habilidades Sociais para detectar quais são as dificuldades e facilidades no repertório comportamental do paciente e realizo o treino para instalar repertório de habilidades.

Não leve “carisma” como um dom natural. Suas relações podem e devem ser melhoradas por aprendizagem deliberada de técnicas que outras pessoas, às vezes, aprendem pelo acaso, durante a vida.

Um abraço*

 


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TERAPIA DE CASAL – “Era só pedir”: a dona de casa, o executor, o estresse e as dificuldades sexuais

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Uma história em gráfico genial resume a relação conturbada entre cônjuges e a psicologia se encarrega de mostrar os desdobramentos disso na vida a dois.

Acompanhe:

No vídeo, fala-se sobre energia mental, o desgaste todo sofrido pela “dona da casa” que fica com a função de delegar funções ao “executor”, que usufrui igualmente dos benefícios da instituição “lar”, sem, contudo, responsabilizar-se por este.

Dona de casa
Geralmente a mulher que assume a responsabilidade por manter o lar funcionando, com todos os adicionais inclusos, como os filhos. Transpondo o conceito para o universo organizacional, é natural que um gerente ou diretor receba melhores salários e tenha muitos assistentes, além de suporte de superiores para cuidar do funcionamento de um setor. A dona de casa é um gerente que também é assistente, que também é diretor, que acumula funções de garantir subsistência diária – a sua, do parceiro, dos filhos.

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Executor
O parceiro que faz o papel de assistente. Só age se muito bem mandado e orientado, gerando a demanda para a dona de casa de identificar a necessidade, pensar em como fazer, delegar, ensinar e verificar a sua execução.

Estresse
Como dito acima, embora desfrutem igualmente dos benefícios de existir um lar, as funções e responsabilidades são muito diferentes e da dona de casa é muito mais pesada. Isso exige mais recursos de que a pessoa que desempenha tal papel tem disponível, gerando estresse.
O estresse da dona de casa se manifesta como:
– Declínio da comunicação positiva
– Clima conflituoso permanente
– Prejuízo da individualidade
– Perda da capacidade de sentir prazer com suas atividades
– Distânciamento afetivo do par

Insatisfação sexual
Quem busca as causas da insatisfação sexual na história de vida, nos esteriótipos culturais, na passagem do tempo, na condição civil, etc, não encontrará nada tão contundente quanto a influência de um modelo de família em que há “dona de casa” e “executor”. Pesquisas revelam que o principal motivo que prejudica libido e leva a traições numa relação estável a dois é o parceiro manifestar papel de executor.

LEIA AQUI – INSATISFAÇÃO NA VIDA DIÁRIA DO CASAL X SEXO

LEIA TAMBÉM ARTIGO CIENTÍFICO SOBRE SATISFAÇÃO CONJUGAL

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É importante lembrar que, para facilitar a leitura e apenas por isso, usei um modelo familiar de casal heterossexual, em que a mulher assume o papel de “dona de casa”, mas, é muito comum os gêneros se inverterem, bem como encontrarmos tal modelo em casais homoafetivos.

Caso um cenário como este esteja estabelecido na sua vida, procure ajuda de um psicoterapeuta!