Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia comportamental – terapia de casal, terapia para adulto e terapia infantil


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Ônibus lotado, caneta roubada, compromisso atrasado – e a gravidade disso na sua vida

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Um ônibus lotado nos impede de decidir quem toca ou não nosso corpo ou onde vamos com ele

O ônibus lotado, com todo mundo se espremendo, alguém que usa sua caneta sem pedir e ainda a leva embora e o atraso do seu parceiro ou do médico em relação a hora marcada. O que essas situações têm em comum, além de te deixar muito irritado?

São violações de limites e privações de direitos básicos. Parece grave não é? E é grave!

A sociedade, o senso comum, costuma minimizar ou atribuir adjetivos ofensivos ao “fresco que não gosta de lugar cheio” ou ao “mesquinho que cobra cinco reais que o amigo ficou devendo” ou “ao intolerante que não suporta um atraso de 15 minutinhos”.

Todas essas situações são graves e ninguém precisa se sentir mal por não gostar delas, por se comportar no sentido de evita-las ou corrigi-las.

De acordo com a lista de Direitos Humanos Básicos de Vicente Caballo, renomado cientista e autor de vários livros importantes na área de psicologia, o item 10 diz o seguinte:

(Você tem) “O direito de decidir o que fazer com o seu corpo, seu tempo e sua propriedade”.

Quantas vezes você se sentiu contrariado, irritado e ofendido por situações que pareciam corriqueiras, mas violavam esses limites e direitos descritos por Caballo?

O senso de propriedade é importantíssimo para a garantia da sobrevivência da especie humana. Dividir é preciso, mas deve ser uma decisão, portanto, se não for seu, se você não comprou ou não fez, não use, a não ser que tenha pedido antes e o proprietário tenha consentido compartilhar. Se quebrou ou perdeu, reponha. O mesmo vale dos outros para você. Não há relação que esteja a salvo dessa regra; a amizade íntima, o casamento, a filiação, etc.

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“Relações íntimas de amigos, pais e filhos ou cônjuges não suspendem limites, na realidade, devem ser sinal para que busquemos fortalece-los, para manutenção adequada do vínculo.”

No que diz respeito ao próprio corpo, vale a mesma regra: a não ser que tenha sido solicitado e consentido, não toque, não se aproxime demais. Essa máxima é muito importante e tem sido salientada, inclusive em campanhas de conscientização. Até pouco tempo, o corpo feminino era visto como patrimônio masculino irrestrito, assim como o corpo infantil, sujeito aos cuidadores. Hoje em dia fala-se abertamente do problema que é assumir como regra que determinadas relações anistiam a violação de direitos ou mesmo suspendem limites.

“O desrespeito dos pais, dos cuidadores, em relação às crianças, para com seu tempo, corpo e propriedade, geram adultos que têm noções de limites frágeis e não sabem se proteger ou respeitar os demais.”

“Tempo é dinheiro”, quem nunca ouviu essa frase, jogue o primeiro real! Brincadeiras à parte, fica a mensagem clara de que o tempo tem valor, não apenas financeiro, mas de vida! Contamos a nossa vida a partir do tempo que vivemos e cada segundo é importante, porque não volta mais.

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Atrasos são uma clara diminuição da nossa importância pelo outro

“Quando alguém se atrasa, falta a um compromisso sem avisar, essa pessoa nos impede de ter o direito sagrado de decidir o que fazer com o nosso valoroso tempo!”

Imprevistos acontecem, claro. Mas não são a regra. Sejam 10 minutos ou uma hora, nossa vida está sendo desperdiçada e fica aquela sensação de que o outro considera o nosso tempo/vida pouco importante, quando não há força externa reconhecida que o impeça de honrar o compromisso.

COMO LIDAR COM ESSAS QUESTÕES?

Pedir mudança de conduta, expressando como se sente a respeito da falta – duas atitudes que também são direitos. Isso não quer dizer que, fatalmente, o outro vai adquirir um novo repertório de como lidar com as coisas e tudo será lindo dali em diante. Não! Mas ao expressar como se sente e dizer como o outro pode mudar isso, você dá a chance do outro agir ou não favoravelmente e com consideração a sua preciosa vida.

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Contracontrolar o uso indevido dos nossos recursos é uma opção, mas temporária e pouco assertiva, nesse caso

Caso a outra pessoa insistentemente não o faça, você pode escolher não dispor de seus recursos materiais, do seu tempo e do seu corpo para ela novamente no futuro. A perda da oportunidade de se relacionar com você, essa sim pode gerar mudanças de comportamento no outro, como, por exemplo, buscar ajuda, caso seja crônica a falta de empatia/repertório de respeito e consideração.

LEMBRE-SE! Essa dicas não substituem uma análise funcional específica do seu caso, o que pode gerar uma orientação considerando variáveis reais e com mais sucesso de intervenção. Procure um psicólogo! 

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DICA DA PSICÓLOGA – Como educar seu filho – vídeo

Cada fase do desenvolvimento, uma necessidade. E o papel dos pais/cuidadores é de extrema importância para a formação plena da criança e do adolescente.

No vídeo abaixo, dou dicas gerais sobre como educar os filhos em cada fase da vida, em diferentes idades.

Vale sempre lembrar que as faixas de idade não são arbitrárias e variam de pessoa para pessoa. Há princípios que norteiam nosso entendimento do comportamento humano e qualquer instrução taxativa vai excluir particularidades importantes. Na dúvida, procure um profissional para analisar seu caso especificamente.

Um abraço!


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Palestra no Nemp do UniAnchieta é sucesso de público

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Os personagens dificeis de lidar na vida real, que convivem conosco no trabalho e na faculdade, foram o tema da palestra gratuita ao público, oferecida pelo Núcleo de Empregabilidade (NEMP) do UniAnchieta Jundiaí, no sábado (24), pela manhã. A psicóloga Sílvia Regina Simões foi a profissional convidada pelo núcleo e sugeriu o tema, muito bem aceito pelos estudantes e comunidade que compareceram em massa ao evento.

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A palestra foi estruturada de forma a dar uma noção sobre o conceito de personalidade do ponto de vista do behaviorismo de B.F. Skinner, teórico da área, bem como caracterizar quem são, como se apresentam e de onde vêm as pessoas que costumam desafiar o bom senso e causar danos no convívio em grupo organizacional e acadêmico. Além disso, a parte “Manual de Sobrevivência” ensinou os presentes a já lidarem com situações críticas a partir dali.

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“São personagens manipuladores, opressores, que tomam nosso tempo e energia, ajudam muito pouco e comprometem a qualidade de nossa produtividade e relações. O trabalho e a faculdade podem representar 1/3 e às vezes até 2/3 do tempo que vivemos num dia e saber lidar melhor com as pessoas faz muita diferença”, afirma a psicóloga Sílvia Regina Simões.

É o terceiro ano consecutivo que a profissional apresenta conteúdo no UniAnchieta, através do Nemp. Nos anos anteriores falou-se sobre a Técnica Pomodoro de administração de tempo e foco nos estudos e Administração de Conflitos.

As inscrições para as vagas limitadas se esgotaram rapidamente e a sala esteve lotada no dia da apresentação. Os próximos temas levados aos alunos e comunidade pelo Nemp são:

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CONTEÚDO DA PALESTRA

Conforme prometido na ocasião, a psicóloga Sílvia Regina Simões disponibiliza o material da oficina no UniAnchieta para os interessados. Basta entrar em contato pelo email s.silvia.psicologa@gmail.com para solicitar os slides. Seguem abaixo, os vídeos e a lista de direitos mencionada na palestra, para uso dos interessados:

VÍDEO ILUSTRATIVO “O CHATO DO CONTRA” – GILMAR MENDES E BARROSO

VÍDEO INSTRUTIVO EMOÇÕES E SENTIMENTOS – PEDRO CALABREZ

VÍDEO ILUSTRATIVO “A FÁBULA DOS PORCOS E ESPINHOS”

LISTA DE DIREITOS HUMANOS BÁSICOS DE VICENTE CABALLO – COMPLETA

1. O direito de manter sua dignidade e respeito – inclusive se outra pessoa sente-se ferida – enquanto não viole os direitos dos outros.
2. O direito de ser tratado com respeito e dignidade.
3. O direito de negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.
4. O direito de experimentar e expressar seus próprios sentimentos.
5. O direito de parar e pensar antes de agir.
6. O direito de mudar de opinião.
7. O direito de pedir o que quiser (entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não).
8. O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.
9. O direito de ser independente.
10. O direito de decidir o que fazer com o próprio corpo, tempo e propriedade.
11. O direito de pedir informação.
12. O direito de cometer erros – e ser responsável por eles.
13. O direito de sentir-se bem consigo mesmo.
14. O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais.
15. O direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades.
16. O direito de decidir se satisfaremos as necessidades das pessoas.
17. O direito de comportar-se seguindo seus interesses – sempre que não viole os direitos dos demais.
18. O direito de ter opiniões e expressá-las.
19. O direito de decidir se satisfaz as expectativas dos outros.
20. O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos em que os direitos não estão totalmente claros.
21. O direito de obter aquilo pelo que se paga.
22. O direito de escolher não se comportar da maneira mais adequada.
23. O direito de ter direitos e defendê-los.
24. O direito de ser ouvido e levado a sério.
25. O direito de estar só quando quiser.
26. O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outras pessoas.

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QUER LEVAR ESSA OU OUTRA PALESTRA COM A ESPECIALISTA PARA A SUA EMPRESA OU INSTITUIÇÃO GRATUITAMENTE? ENTRE EM CONTATO.

 


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Feliz dia da mulher com alguns conceitos importantes

O dia da mulher é um marco que exalta e reafirma a luta da classe feminina por segurança, respeito e dignidade frente a cultura vigente. São muitos os ganhos, mas não estamos sequer na metade do caminho. Hoje, trago alguns conceitos importantes dessa caminhada, a partir do site Capitolina. Sigamos em frente, unidas e cada vez mais fortes!

O conteúdo completo você encontra aqui: http://www.revistacapitolina.com.br/glossario-de-termos-feminismo/


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Seus direitos, seus deveres – Como funciona o pagamento de pensão alimentícia

As consequências do abandono financeiro de familiares estão muito bem regulamentadas na lei e preveem com clareza as responsabilidades entre seus membros. Não abra mão de um direito seu e ajude aqueles que conhece a lutar também.

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O texto abaixo foi extraído do site do Senado Federal e pode ser lindo em seu contexto original AQUI. 

Como funciona o pagamento de pensão alimentícia? Quem recebe e quem paga?

A pensão alimentícia consiste no pagamento mensal de valor suficiente para atender aos gastos com alimentação, escola, roupas, tratamento de saúde, medicamentos, lazer, e a outros que forem necessários. De acordo com o Código Civil, artigo 1.694, ela pode ser devida entre pais e filhos, entre parentes limitados ao segundo grau (irmãos, avós e netos), entre cônjuges, entre conviventes e, recentemente, a Lei n.º 11.804/08 estabelece que também à mulher gestante e ao nascituro (aquele que ainda está em formação no seu ventre).

Quando é preciso pagar Pensão Alimentícia

O artigo 1.695 do Código Civil estabelece que a pensão é devida quando quem a pleiteia não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele de quem se requisita a pensão pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.

Valor

Não existe valor padrão para a pensão, o Poder Judiciário considera as necessidades de quem vai receber e as possibilidades de quem vai pagar para definir o valor. Além disso, a pensão não precisa ser paga necessariamente em dinheiro, ela pode ser paga também em benefícios (como o pagamento de contas, por exemplo). É possível pedir a revisão do valor sempre que a situação de quem paga ou de quem recebe mudar. Também é possível voltar atrás da decisão de recusa a receber pensão em momento inicial, caso a pessoa mude de ideia.

Pensão para ex-cônjuge

Nos casos de pensão de ex-cônjuges, a regra não tem distinção de gênero, tanto homens quanto mulheres podem requerer a pensão, desde que comprovem a necessidade. Casamento em regime de separação de bens não impede o recebimento de pensão para um dos cônjuges.

Em caso de óbito do pagador

Caso o pagador de pensão alimentícia venha a óbito, é possível que os parentes do pagador precisem arcar com a obrigação. Os ascendentes do pagador (pais e avós) são os primeiros a serem requisitados.  Na falta dos pais ou avós, ou caso esses comprovem que não tem condições, serão chamados os bisavós. Não sendo encontrado nenhum ascendente, serão buscados os descendentes como filhos, netos, bisnetos. Ainda, caso não exista nenhum parente na linha reta de sucessão, a pensão pode ser requisitada aos irmãos de grau mais próximo, cabendo ao juiz a decisão final.

A obrigação de pagar a pensão também se transmite aos herdeiros do pagador.

Pensão para filhos

A pensão alimentícia paga aos filhos vale até os 18 anos; ou 24, caso o filho esteja na faculdade. É importante ressaltar que caso o filho seja incapaz, não existe prazo para o fim da pensão.

Filhos também podem ter que pagar pensão aos pais ou aos avós (ou qualquer outro parente ascendente), caso eles comprovem que não possuem outro meio de sobrevivência.

Sanções para o não pagamento da pensão alimentícia

Em casos de não pagamento de pensão alimentícia, o juiz pode decretar sentença de prisão por período de até 90 dias. O cumprimento da pena não exime o devedor da dívida. Funcionários públicos, militares, diretores ou gerentes de empresa terão a pensão alimentícia descontada diretamente em folha de pagamento.

Em 2015 a Quarta Turma do STJ admitiu a possibilidade de inscrição do nome do devedor de pensão alimentícia em cadastro de proteção ao crédito. A medida já está prevista no novo Código de Processo Civil, que entrará em vigor em março de 2016, como medida automática (artigo 782, parágrafo 3º).

Para saber mais sobre o pagamento de pensão alimentícia:

Código Civil: dos artigos 1.964 ao 1.710 link: http://bit.ly/1IbtYVN

Código do Processo Civil: dos artigos 732 ao 735 link: http://bit.ly/1P3zIZr


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SEUS DIREITOS, SEUS DEVERES -Justiça condena pai por abandono afetivo

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Nesta semana, o site G1 divulgou a decisão da justiça em condenar um pai a pagar indenização ao filho por “abandono afetivo”. Este tipo de negligência parental está sendo cada vez mais denunciada e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem entendido como crime que pode resultar na condenação ao pagamento de indenizações, como no caso noticiado no portal.

O abandono afetivo é caracterizado pela indiferença afetiva de um genitor em relação a um ou mais filhos. Mesmo que o pai ou a mãe não pratique abandono intelectual e material (previstos expressamente em lei), pode ser constatado o abandono afetivo.

“Apesar desse problema familiar sempre ter existido na sociedade, apenas nos últimos anos o tema começou a ser levado à Justiça, por meio de ações em que as vítimas, no caso os filhos, pedem indenizações pelo dano de abandono afetivo. Algumas decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) são no sentido de conceder a indenização, considerando que o abandono afetivo constitui descumprimento do dever legal de cuidado, criação, educação e companhia presente, previstos implicitamente na Constituição Federal”, descreve matéria do site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A reportagem do G1 descreve a fala da juíza que julgou o caso “Ele detalha as muitas vezes que esperou pelo pai e ele não apareceu; a sempre alegada falta de tempo; o fato de o pai achar ruim sua aproximação da família paterna e tantas outras desfeitas, como: nunca ligar no seu aniversário; nunca estarem juntos em datas festivas; nunca ter ido na casa do pai etc.”

LEIA AQUI A DESCRIÇÃO DOS CRIMES DE ABANDONO NO CNJ.

LEIA AQUI A REPORTAGEM DO G1 SOBRE A CONDENAÇÃO DO PAI POR ABANDONO AFETIVO

Infelizmente, este tipo de abandono chega a ser comum entre pais separados. Geralmente acontece por conta do genitor. A família, por vezes, se sente intimidada a entrar na justiça. Mas o impacto negativo sobre a saúde das crianças é enorme.

Fique atento e reivindique os direitos de seu filho!