Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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PARÁBOLA: Rancor, mágoa e os domínios do pensamento

Uma paciente contou para mim outro dia, uma parábola que o seu pai usa para ajudá-la a lidar com o rancor que muitas vezes guardamos em nosso coração, mantendo nossa energia e pensamentos voltados a algo ou alguém que nos feriu.

Achei de uma sabedoria imensa e pedi sua permissão para replicar aqui e usar com outras pessoas que passam pela mesma situação.

Aqui vai uma reprodução livre da estória:

Dois povos encontravam-se em guerra há anos, tendo eles perdido cidades inteiras, milhares de homens em batalhas, suprimentos, recursos financeiros, seus filhos e esposas. Admitida a vitória do povo inimigo, o dirigente do país perdedor resignou-se e passou a se organizar para reconstruir sua nação. Então, ao se deparar com o seu povo, foi questionado: 

– Vamos nos reconstruir para buscar a vingança? Vamos nos armar e preparar novamente para derrotar o povo que nos subjugou?

– Não – respondeu a autoridade. Diante do alvoroço e revolta dos seus, ele tornou a falar – Eles já tiraram nossos recursos, nosso teto, muitos de nossos filhos e até nossas mulheres. Isso eu não tive meios suficientes para evitar completamente. Não vou deixar que dominem os territórios do meu pensamento com o desejo de vingança. Se eles ficam ou não dentro da minha cabeça, envenenando meus dias, isso quem escolhe sou eu e não vou deixar que subjuguem à sua crueldade algo cuja proteção só depende de mim. 

Então:

não deixe pra depois

A perda, o ferimento, tudo isso já é suficiente ruim. Manter o desejo de revidar dentro de si, como um pensamento fixo que o motiva dar a volta por cima é ainda pior. Não deixemos, por vontade própria, que quem nos feriu domine nossos pensamentos! Deixemos pra lá!

Se você não tem conseguido lidar com isso, procure ajuda profissional de um psicólogo.

Um abraço*


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Dia Internacional da Mulher 2017 – Vídeo

VÍDEO LEGENDADO:
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Que nossa comemoração seja persistir na luta por ensinar o que sabemos de melhor: amar É isso que nós, mulheres, desejamos: amar e sermos amadas.

Amar alguém é uma decisão, um aprendizado, uma escolha. É pautar seu comportamento com o objetivo de permitir a existência do outro. Não possuir, não subjugar, não destruir: existir. Respeitar o outro, dar a ele a consideração devida as suas necessidades e sentimentos.

Ainda hoje os salários das mulheres são menores, mesmo exercendo a mesma função, sob as mesmas exigências masculinas. Somos menos contratadas, pois engravidamos. A responsabilidade da contracepção recai quase toda sobre nós, em forma de cargas de hormônios sintéticos ou aparelhos que irritam diariamente as paredes do nosso útero para evitar a gravidez. Se escorregarmos na contracepção, aos homens há uma tímida punição quase inteiramente social em não assumir a paternidade. Mulheres que não assumem a maternidade só o podem fazer por meios ilegais e quase sempre letais. Além disso, para alimentar inclusive os homens que parimos, devemos nos privar do convívio público, nos escondendo para não ofender ninguém e infringir a lei! 

Nós, mulheres, queremos que nada disso altere o valor de nossa vida, que ela valha tanto quanto a vida de qualquer outro ser humano, independentemente daquilo que nos caracteriza mulheres. Queremos ser aceitas e respeitadas.

Não esperemos, não torçamos, não forcemos, mas ensinemos!

Um grande abraço a todas as mulheres e aos frutos delas.


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Necessidades e preocupações de cada fase da vida – e como lhe afetam

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Veja como uma família pode ver de formas diferentes a mesma coisa, dependendo da fase da vida em que está! A criança vê a estabilidade familiar como segurança às suas necessidades básicas; as relações sociais externas são as mais importantes para um adolescente, representam seu desafio; adultos buscam relacionamentos estáveis, em meio aos desafios de trabalho e idosos tendem a colocar suas preocupações no desgaste do tempo sobre sua saúde, que prejudica sua autonomia e requer apoio familiar.

crianca-com-um-balao_318-59009.jpgPais que brigam diante dos filhos pequenos comumente verificam problemas com a criança na escola, no convívio doméstico e chegam à psicoterapia com crianças medrosas, ansiosas, com dificuldades de aprendizagem. Uma família que não consegue prover um ambiente adequado à criança a expõe a vulnerabilidade psicossocial. 

491183438Adolescentes que sofrem rejeição social ou têm dificuldades escolares podem apresentar sintomas graves de depressão, estresse e ansiedade e participação escolar ou social podem ser seriamente prejudicadas. Eles se tornam explosivos e arredios e muitas vezes a instabilidade de humor é confundida com psicopatologias da personalidade. 

 

508960626Adultos que sofrem com longos períodos de desemprego ou que não conseguem manter relacionamentos estáveis, também adoecem como um todo. O humor é o primeiro impactado e o corpo vai dando sinais de que é preciso parar e pedir ajuda. Por vezes a demora em buscar ajuda leva a quadros mais complexos de ansiedade, depressão e estresse. 

 

202104-200Idosos que conseguiram preparar-se financeiramente para a velhice têm outros grandes desafios envolvidos no envelhecer. A fase idosa é pouco valorizada em nossa cultura e a transição é quase sempre difícil. Diferenciar alterações biológicas e comportamentais que afetam o humor e funcionamento global do idoso é um desafio. 

Observar o infográfico com a reunião de indivíduos de cada fase da vida, juntos, leva a uma reflexão importante:

Se usarmos nossos parâmetros para dar importância ao que os outros sentem, nossa convivência será pouco satisfatória, senão caótica!

A rejeição social sofrida por um adolescente é tão grave e dolorosa quanto a doença de um idoso e o problema de relacionamentos do adulto é tão grave e doloroso quanto as dificuldades de alfabetização de uma criança.

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É claro que um adulto pode sofrer doenças limitantes e preocupar-se com autonomia e suporte familiar mais cedo na vida. E uma criança que não se adapta ao ambiente escolar vai sofrer o déficit de habilidades sociais. As necessidades e preocupações listadas são um referencial da vida ocidental, tendo como base nossa cultura e demandas típicas da idade.

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Caso qualquer necessidade ou preocupação da sua fase de vida esteja em risco, busque a ajuda de um psicólogo. Como profissionais, somos capazes de analisar e mostrar alternativas da melhor forma possível para conquista de bem estar e saúde.

Um forte abraço!

 


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5 feridas emocionais da infância que interferem na sua vida adulta

feridas emocionais crianças e adultos

Nossa persistência diante das dificuldades, a confiança que somos capazes de depositar nos outros, a crença na nossa capacidade de vencer, nossa habilidade de receber e transmitir afeto, enfim, a forma como encaramos o mundo, nós mesmos, os desafios e nossas relações é fortemente influenciada pelas experiências que vivemos na infância.

É muito importante reconhecer tais feridas e cuidar de suas cicatrizes. É muito provável que o modelo que nos foi imposto ao longo da vida, desde a infância, seja repetido, muitas vezes, sem sequer ser questionado. Afinal, aprendemos a viver assim.

O site Pensador Anônimo produziu um artigo muito interessante falando sobre isso. Aqui você confere um resumo e no link do fim do post você pode ler a matéria na íntegra.

As 5 feridas emocionais da infância que interferem na vida adulta:

abandono

ABANDONO NA INFÂNCIA: Quando uma criança é abandonada afetivamente, financeiramente ou fisicamente por alguém relevante para si, ao chegar à fase adulta, pode sofrer muito quando em solidão. Assim, vai frequentemente fugir de relacionamentos aparentemente estáveis, na necessidade de “abandonar antes que me abandonem”. Há um forte sentimento de rejeição e uma ansiedade nas relações das mais corriqueiras, às mais profundas.

rejeicao

REJEIÇÃO: Há diferentes maneiras de ser rejeitado. Pode ser por extrema rigidez e cobrança dos pais e educadores e ignoram a subjetividade emocional da criança, pode ser por inadequação ao grupo (familiar, escolar, dos amiguinhos da rua), a auto rejeição influenciada por fatores culturais. Essa ferida da infância pode resultar em diversos medos, um sentimento de estar sozinho no mundo, de não ter apoio de ninguém, de não ser compreendida. Todo relacionamento é um sofrimento.

humilhação

HUMILHAÇÃO: Há situações em que somos repreendidos ou não somos aceitos em público, há uma forte crítica ao que somos e não ao que fazemos, gerando o sentimento de humilhação. Isso pode resultar em uma pessoa que exige demasiadamente dos outros e repete o padrão de humilhar, mas também pode gerar pessoas dependentes, que colocam suas necessidades e limitações em último plano, que buscam agradar a qualquer custo o outro.

traição

TRAIÇÃO E MEDO DE CONFIAR: São gerados a partir do não cumprimento de promessas e acordos entre filhos e cuidadores. A criança passa a ficar incrédula e sentir-se privada de algo que merecia. Pode apresentar ciúme (achar que merece toda a atenção ou outro recurso de outrem – mas não vai obviamente recebê-los) ou fazer altas exigências para manter relacionamentos, controlando sob um mar de sentimentos negativos a relação com o outro.

injustica

INJUSTIÇA: Diz respeito aos rígidos padrões e a frieza no lidar com as situações e atribuir responsabilidades por parte dos cuidadores. Há um absudo do poder e educação claramente vertical, em que os pais sempre têm razão e os filhos, nunca. O tratamento diferente que privilegia certas características incomparáveis entre membros da família também alimenta esse sentimento. Gera necessidade de obter uma importância superior em toda situação na qual se envolve, demonstrando algum poder muitas vezes fantasioso ou inadequado, dificulta o pensamento prático na hora de tomar decisões, favorece o perfeccionismo, evita a todo custo admitir erros.

E você? Se identificou com algo? Na psicoterapia é possível rever, analisar, descobrir como as feridas se manifestam hoje, pois muitas vezes causam sofrimento real na vida cotidiana. E aprender a agir de maneira diferente, garantindo uma vida mais plena e feliz.

Forte abraço*

VEJA A MATÉRIA ORIGINAL NO SITE O PENSADOR


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A mulher perfeita em nossos tempos (vídeo) e o dia do idoso

Olá a todos!

Muitas mulheres chegam ao consultório exauridas pela exigência de serem mulheres perfeitas, como mães, esposas, funcionárias, amigas. E o mais grave é que a exigência parte delas mesmas!

Dessa regra auto imposta, nascem estresse, ansiedade, frustração, baixa autoestima e desespero.

Hoje, dia 27 de setembro, é o “Dia do Idoso”. Nesse vídeo que gostaria de mostrar, mulheres mais maduras e experientes falam sobre a exigência de ser uma mulher perfeita, do ponto de vista de quem já viveu o suficiente para compreender o que vale a pena.

“SÁBIO É QUEM APRENDE COM SEUS ERROS

E INTELIGENTE QUEM APRENDE OBSERVANDO

OS ERROS DOS OUTROS”

Na minha experiência em Psicologia Social, aprendi muito e sempre digo que, convivendo com idosos, amadureci meu olhar sobre a vida e junto dos adolescentes, aprendi a oferecer amor e lealdade com total entrega.

Hoje compartilho um pouco da sabedoria dos idosos com as mulheres que, mais do que perfeitas, desejam ser felizes!

Uma ótima semana a todos!


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Crônica – Aos 30 anos

Olá! Li esse texto no Facebook outro dia e achei muito interessante. Vale muito a leitura e a reflexão sobre a forma como enfrentamos nossos problemas por meio de pílulas…

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Aos 30 anos

Dr. Carlos Bayma

pilulas cronica

Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde(?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!). Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando. O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo… não ejacula mais. Não sai nada!

Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e… DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).

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Em resumo, quando a tristezinha aparecer, FAÇA TERAPIA!


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DICA DA PSICÓLOGA – A crise e o vendedor de cachorro quente

Muito se fala de crise nesse momento. Há uma enxurrada de informações negativas, contando o quão crítica está a situação financeira do país. Você se contamina por isso? Que tipo de ações tem tomado para responder à crise?

Este texto que foi extraído do Facebook traz uma reflexão muito importante, que posso traduzir por “FOCO NAS CONSEQUÊNCIAS DAS SUAS AÇÕES”. Se estão trazendo prosperidade, continue a realizá-las. Se estão lhe afundando na crise, pare agora e reveja seus planos e atitudes.

Haja o que houver, não se deixe contaminar pelo que dizem, observe sempre as consequências de suas ações e basei mudanças nisso!

fábula do cachorro quente

A fábula do vendedor de cachorro-quente e a crise

(Ilustração foi encomendado pelo Neonmob.com e criado por Marija Tiurina)

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava a olhos vistos. Seu cachorro quente era o melhor!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Anos depois, finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai:

– Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: _ Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, participa de redes sociais, e acha isto, então só pode estar com a razão, a coisa deve estar feia mesmo!

Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato (e é claro da pior qualidade).

Começou a comprar salsichas mais barata (que era, também, a pior). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas providências, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho: – Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. e comentou com os amigos,orgulhoso:

– Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise!

Este texto nos revela uma grande lição: Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas, portanto, cuide-se, liberte-se e lute pelos seus objetivos de forma consistente e permanente.