Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia comportamental – terapia de casal, terapia para adulto e terapia infantil


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Dia do Psicólogo – 27 de agosto – agradecimento

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Se você quer fazer, mas não consegue, pode ser que desconsidere esse fator importante

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Você agenda trabalho das 8h às 18h e academia das 18h às 19h, quando seu objetivo é fazer uma hora de exercícios? Provavelmente não. Você acorda às 8h, sabendo que inicia seu expediente às 8h da manhã? De tal forma, ficaria atrasado. O que parece óbvio em alguns momentos, não é considerado em outros e esse fator pode mudar completamente a probabilidade de um comportamento acontecer: o custo de resposta. Tal expressão, para a psicologia clínica, significa aquilo que se coloca entre onde você está e aquilo que almeja fazer, coisas das quais o comportamento desejado depende para se efetivar. Na nossa vida, é a diferença entre executar tarefas e manter-se nelas ou ser vencido pelo que chamamos de preguiça ou procrastinação.

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Trocando em miúdos: quando você precisa ir para a academia, vindo do trabalho, o custo dessa resposta, que é de exercitar-se, envolve:

– Deslocamento

– Trajes

– Alimentação adequada

– Estar matriculado em uma academia

– Ter repertório para usar os serviços que são oferecidos

Entre outras coisas, uma atividade de uma hora não leva apenas uma hora. Ela pode requerer 50% a mais de tempo imediato para preparação, além de vivências anteriores que permitam acesso as respostas esperadas (saber usar equipamentos, saber dirigir, ter um carro, saber qual ónibus pegar e em qual horário, etc).

Muitas vezes não se trata de preguiça ou procrastinação, mas sim de falta de repertório, recursos ou planejamento.

É como se pensássemos que para viajar, só precisamos pagar a passagem ou para se deslocar, basta comprar um carro .No primeiro caso precisamos de hospedagem, bagagens, temos despesas de alimentação, deslocamento. No segundo há impostos, gasolina, manutenção, ter CNH…

Com o nosso comportamento, um verbo, como trabalhar, exige repertórios de variados tipos, além de recursos específicos para a efetivação da atividade. E é assim com todas as coisas que fazemos, em diferentes graus.

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Vejo em minha experiência clínica muitas pessoas frustradas por não conseguirem se engajar em atividades que desejam, por desconsiderarem o custo de resposta e, consequentemente, não fazerem um planejamento realista das atividades. Compreendendo esse conceito, analisamos o contexto de vida e listamos tudo o que é necessário para realizar algo, além de tentarmos sempre reduzir esse custo, como numa empresa que quer lucrar mais e crescer. Afinal, tempo é vida e quanto melhor aproveitado, mais felizes somos!

Se ainda assim você sente que há algo impedindo seu desenvolvimento, que a preguiça e a procrastinação persistem apesar de considerar e lidar bem com o custo de resposta das atividades; se você aproveita pouco seu tempo, não se vê como alguém realizado, procure ajuda e conte comigo!

 

 


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TESTE: Você se comporta como pai ou mãe nos seus relacionamentos?

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“Pai e mãe são sagrados”. Partindo desse pressuposto, temos uma infinidade de complicações na vida que poderíamos evitar, caso tivéssemos uma visão mais realista da paternidade e da maternidade praticada por seres humanos, para seres humanos, na nossa sociedade. Quando esses papéis são desempenhados no lugar de outros, dentro de relações amorosas românticas, por exemplo, o estrago é enorme. O mesmo vale para filhos que querem se tornar pais dos pais, chefes com funcionários e amigos que exercem uma função maternal ou paternal entre si.

SAUDADE IDEALIZADA

Há uma tendência, em especial na vida adulta, a romantizar os papéis dos pais deixados há muito para trás. Cumprida a função de ensinar como sentir, como cuidar de si mesmo e do que é certo ou errado, amadurecemos e nos tornamos independentes, aumentando assim nossa responsabilidade sobre o que queremos e o que fazemos. Então, nos lembramos com saudade quando nossa preocupação era brincar e querer coisas, enquanto todo o resto era feito por alguém.

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No entanto, relembrando racionalmente o processo de participação dos nossos pais na nossa vida, a história é diferente. Quando nosso corpo é pouco desenvolvido e nossas funções cognitivas e repertório comportamental são reduzidos, os adultos responsáveis por nós ensinam como devemos fazer as coisas, o que é certo ou errado, nos dão modelos e fazem por nós aquilo que ainda não somos capazes. Num crescimento saudável, conforme adquirimos habilidade biológicas e comportamentais de fazer as coisas, requeremos responsabilidades e questionamos, a partir da comparação com o mundo externo, o que nos passaram como sua verdade.

LIBERDADE PARA SER HUMANO – MUITO ALÉM DE PAI OU MÃE

Quando chegamos à fase adulta, a responsabilidade pesa e gera sentimento de cansaço e solidão. Então, quando isso se torna grande demais e nos deparamos com outro adulto disposto a fazer papel de pai ou mãe, logo lhe entregamos todo nosso carinho – até que estejamos saciados – e sufocados! – de tal atenção e passemos a reivindicar nossa liberdade.

A pessoa que exerce a função maternal e paternal também quer ser livre! É claro, quando são pessoas saudáveis. Costumo dizer que cada ser humano tem capacidade de cuidar bem de apenas UM ser humano, A SI PRÓPRIO! Por isso ser pai ou mãe, de verdade (de crianças e adolescentes) ou não, é tão desgastante fisicamente, profissionalmente, socialmente. Nossa sociedade até se organizou em torno de um modelo em que há o pai, a mãe, padrinhos, avós, tios e tias, etc. Todos ajudando na missão de criar alguém. A independência é fundamental para que os esses seres humanos possam voltar a cuidar plenamente de suas próprias vidas em algum momento, seguir planos individuais. 

Será que você faz papel de pai ou mãe no seu relacionamento, seja ele romântico amoroso, de filho e pais, com seus amigos, seus funcionários? Faça o teste e descubra:

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TESTE – VOCÊ SE COMPORTA COMO PAI OU MÃE NAS SUAS RELAÇÕES?

A. Você avalia a vida do outro e determina o que é bom pra ele. (3 PONTOS)

B. Faz coisas por ele como se ele fosse incapaz de fazer sozinho. (3 PONTOS)

C. Acha que tem que ensinar coisas tais como poupar/administrar dinheiro ou escolher amizades. (3 PONTOS)

D. Toma decisões que afetam o conjunto, sem consultar a parte envolvida. (1 PONTO)

E. Emite opiniões de advertência, para poupar o outro de uma conseqüência desagradável – que está  nas leis, normas éticas ou só na sua avaliação. (2 PONTOS)

F. Diz ao outro como fazer as coisas, tais como organizar o guarda roupa, cuidar do carro, conduzir as coisas no emprego. (2 PONTOS)

G. Coloca como um peso a expectativa de não ser decepcionado pelo outro, em atitudes que influenciam principalmente a vida dele. (2 PONTOS)

H. Pune com sermões e/ou indiferença os comportamentos que estão na esfera individual e que pouco ou nada afetam a relação ou você. (3 PONTOS)

RESULTADOS

Até 3 pontos
Pode ser que a forma como você trata o outro seja reflexo de dificuldades individuais mais genéricas, como perfeccionismo, carência afetiva ou imaturidade.

De 4 a 8 pontos 
Você exerce papel maternal ou paternal sobre a pessoa com quem se relaciona. Procure ajuda para lidar com suas dificuldades em se comportar com maturidade e respeito.

Mais de 9 pontos
Sua relação está doente e vocês precisam de ajuda. A pressão que exerce sobre o outro pode gerar stress e fragilizar sua/seu companheiro ou vínculo numa dificuldade pré existente, como ansiedade ou depressão.

RELAÇÕES ABUSIVAS – leia também aqui

casal-brigandoSe você obteve mais de 4 pontos, há risco de estar vivendo uma relação abusiva com alguém. Entenda, pessoas frágeis que buscam e aceitam que o outro seja maternal ou paternal com elas são vulneráveis a relações abusivas também. Os buracos existentes nas habilidades de viver relacionamentos nelas dão oportunidade às pessoas com tendências emocionalmente predominantes e agressivas a estabelecerem o abuso. Todos sofrem. Relações não devem causar sofrimento em si, mas ser um desafio funcional no desenvolvimento das partes.

Na dúvida, procure o apoio de um psicólogo e CONTE COMIGO!


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Ônibus lotado, caneta roubada, compromisso atrasado – e a gravidade disso na sua vida

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Um ônibus lotado nos impede de decidir quem toca ou não nosso corpo ou onde vamos com ele

O ônibus lotado, com todo mundo se espremendo, alguém que usa sua caneta sem pedir e ainda a leva embora e o atraso do seu parceiro ou do médico em relação a hora marcada. O que essas situações têm em comum, além de te deixar muito irritado?

São violações de limites e privações de direitos básicos. Parece grave não é? E é grave!

A sociedade, o senso comum, costuma minimizar ou atribuir adjetivos ofensivos ao “fresco que não gosta de lugar cheio” ou ao “mesquinho que cobra cinco reais que o amigo ficou devendo” ou “ao intolerante que não suporta um atraso de 15 minutinhos”.

Todas essas situações são graves e ninguém precisa se sentir mal por não gostar delas, por se comportar no sentido de evita-las ou corrigi-las.

De acordo com a lista de Direitos Humanos Básicos de Vicente Caballo, renomado cientista e autor de vários livros importantes na área de psicologia, o item 10 diz o seguinte:

(Você tem) “O direito de decidir o que fazer com o seu corpo, seu tempo e sua propriedade”.

Quantas vezes você se sentiu contrariado, irritado e ofendido por situações que pareciam corriqueiras, mas violavam esses limites e direitos descritos por Caballo?

O senso de propriedade é importantíssimo para a garantia da sobrevivência da especie humana. Dividir é preciso, mas deve ser uma decisão, portanto, se não for seu, se você não comprou ou não fez, não use, a não ser que tenha pedido antes e o proprietário tenha consentido compartilhar. Se quebrou ou perdeu, reponha. O mesmo vale dos outros para você. Não há relação que esteja a salvo dessa regra; a amizade íntima, o casamento, a filiação, etc.

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“Relações íntimas de amigos, pais e filhos ou cônjuges não suspendem limites, na realidade, devem ser sinal para que busquemos fortalece-los, para manutenção adequada do vínculo.”

No que diz respeito ao próprio corpo, vale a mesma regra: a não ser que tenha sido solicitado e consentido, não toque, não se aproxime demais. Essa máxima é muito importante e tem sido salientada, inclusive em campanhas de conscientização. Até pouco tempo, o corpo feminino era visto como patrimônio masculino irrestrito, assim como o corpo infantil, sujeito aos cuidadores. Hoje em dia fala-se abertamente do problema que é assumir como regra que determinadas relações anistiam a violação de direitos ou mesmo suspendem limites.

“O desrespeito dos pais, dos cuidadores, em relação às crianças, para com seu tempo, corpo e propriedade, geram adultos que têm noções de limites frágeis e não sabem se proteger ou respeitar os demais.”

“Tempo é dinheiro”, quem nunca ouviu essa frase, jogue o primeiro real! Brincadeiras à parte, fica a mensagem clara de que o tempo tem valor, não apenas financeiro, mas de vida! Contamos a nossa vida a partir do tempo que vivemos e cada segundo é importante, porque não volta mais.

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Atrasos são uma clara diminuição da nossa importância pelo outro

“Quando alguém se atrasa, falta a um compromisso sem avisar, essa pessoa nos impede de ter o direito sagrado de decidir o que fazer com o nosso valoroso tempo!”

Imprevistos acontecem, claro. Mas não são a regra. Sejam 10 minutos ou uma hora, nossa vida está sendo desperdiçada e fica aquela sensação de que o outro considera o nosso tempo/vida pouco importante, quando não há força externa reconhecida que o impeça de honrar o compromisso.

COMO LIDAR COM ESSAS QUESTÕES?

Pedir mudança de conduta, expressando como se sente a respeito da falta – duas atitudes que também são direitos. Isso não quer dizer que, fatalmente, o outro vai adquirir um novo repertório de como lidar com as coisas e tudo será lindo dali em diante. Não! Mas ao expressar como se sente e dizer como o outro pode mudar isso, você dá a chance do outro agir ou não favoravelmente e com consideração a sua preciosa vida.

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Contracontrolar o uso indevido dos nossos recursos é uma opção, mas temporária e pouco assertiva, nesse caso

Caso a outra pessoa insistentemente não o faça, você pode escolher não dispor de seus recursos materiais, do seu tempo e do seu corpo para ela novamente no futuro. A perda da oportunidade de se relacionar com você, essa sim pode gerar mudanças de comportamento no outro, como, por exemplo, buscar ajuda, caso seja crônica a falta de empatia/repertório de respeito e consideração.

LEMBRE-SE! Essa dicas não substituem uma análise funcional específica do seu caso, o que pode gerar uma orientação considerando variáveis reais e com mais sucesso de intervenção. Procure um psicólogo! 


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“Eu mereço!” – Como essa frase pode arruinar sua vida

Merecimento

Significado de Merecimento

substantivo masculino Qualidade em função da qual se merece prêmio, apreço, estima etc. Valor, mérito, importância.

De acordo com a definição do dicionário, merecimento é a consequência de uma qualidade, um prêmio, uma importância recebida, por conta de uma característica distinguível de alguém. Infelizmente, isso não existe. Para conseguir algo, é necessário se comportar, agir de forma contextual.

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O pensamento mágico de que há uma recompensa maior e acessível após uma série mais ou menos longa de esforços empreendidos é muito comum na nossa sociedade. As próprias religiões mais populares pregam isso. Se você se sacrificar e se esforçar, você ganhará o reino dos céus. Na vida terrena, a história é outra.

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A condição desfavorável do elefante o coloca em desvantagem para realizar a prova, em relação ao macaco, por exemplo. Ele pode ser um elefante genial e ótimo com os outros, isso não o faz superar condições desfavoráveis nessa situação.

É preciso partir do princípio que o ambiente que cerca os seres é, em boa parte, incontrolável e responde-se primordialmente às demandas de sobrevivência. Higiene, alimentação, locomoção, socialização, etc. A não ser que alguém seja um bilionário e, de acordo com o nosso sistema, ninguém que tenha um ambiente desfavorável a isso chega a esse patamar, sua luta pela sobrevivência é grande e diária. Veja, até o ricaço depende de um ambiente incontrolável para ter conforto financeiro – sua condição não é mérito exclusivo seu!

Acreditar em merecimento impede o homem de se comportar e buscar ambientes mais favoráveis aos seus desejos e necessidades. Pensar que sacrifícios emocionais hoje lhe trarão reconhecimento e honra no futuro, é contar com frustração. Ha desânimo e até inveja como subprodutos dessa expectativa fantasiosa de merecimento.

Sacrifícios emocionais lhe deixarão doente, você vai requerer ajuda de terceiros em algum momento e se a admiração e serviço das pessoas por quem tem apreço estiverem empenhados em outra atividade demandada pelo ambiente, não serão seus sacrifícios passados em prol delas que operarão sobre as circunstâncias ou sobre elas para lhe dar a “merecida” atenção.

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Um olhar mais realista seria contar com um direcionamento moral e social de suas ações, para que seu histórico não lhe coloque em uma situação difícil no futuro. Mais realista seria também, observar as condições atuais, suas e do contexto, para medir qual ação é necessária e qual é a possibilidade do ambiente consequência-la conforme almeja. Ações efetivadas ao longo de um tempo alteram a probabilidade do responder favorável ou não da comunidade às suas inventivas. Mas não lhe garantem nada por uma qualidade adquirida, sem necessidade de comportar-se à altura do que deseja, no ambiente apropriado.

O merecimento é um tipo de abrigo no qual os derrotados reivindicam aquilo que não foram capazes de conquistar.

DIREITOS

E aquelas consequências a que temos direito, só por existirmos, na sociedade? Calma! Existir, por si só, é comportar-se! Os direitos são regras a partir das quais podemos viver, sem ter que questionar, argumentar, lutar para chegar a lugares reconhecidamente importantes e básicos. Essas regras economizam necessidade de comportar-se, mas não caem no colo de ninguém sem que se percorra o caminho de acesso a elas.

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Portanto, até mesmo para acessar direitos, é necessário emitir respostas em determinado contexto em que as percebemos como prováveis de serem alcançados.

“Deus ajuda quem cedo madruga”

Há muita sabedoria na frase “Deus ajuda quem cedo madruga”, madrugar é fundamental para alcançar algo, é um comportamento condição para receber ajuda, mesmo de uma entidade considerada onipotente na nossa sociedade!


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HABILIDADES SOCIAIS: Qual o limite entre falsidade e educação na relação com nossos desafetos?

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Quem não se dá bem com todo mundo
é uma pessoa difícil? E quem se dá bem é falso?

Não! Há pessoas com quem não conseguimos estabelecer uma amizade, uma parceria. E isso está ok, não há mal nenhum. Mas se pudéssemos simplesmente não mais conviver com elas, seria uma dádiva. A grande pegadinha da vida é que às vezes essas pessoas são colegas de trabalho, chefes, sogras, noras, cunhados, vizinhos. Ou seja, não vão deixar de fazer parte do cenário da nossa vida só pela nossa vontade.

  • Como lidar com pessoas que não gostamos, com quem não nos damos bem?
  • Tratar com educação seria falsidade?
  • Devo expressar meu incômodo genuíno, deixar claro meu descontentamento em conviver com essas pessoas?

Expressar claramente sua oposição ao convívio inevitável só trará problemas PARA VOCÊ. E a cultura popular está cheia de exemplos disso. É a nora que trata a sogra com desdém e vive uma situação infernal com ela. O colega que perturba tanto o outro ao ponto de daquele que não gosta dele pedir demissão ou fazer uma besteira. São os vizinhos que se odeiam e se provocam com cada vez mais astúcia, vivendo uma guerra fria.

LEIA AQUI UM EXEMPLO DE MUDANÇA DE CONDUTA NA RELAÇÃO ENTRE NORA E SOGRA

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Mas, Silvia, se eu não gosto da pessoa e a trato bem, não seria falsidade?

Dentro de determinados critérios, não seria falsidade. Explico. Os estudos em habilidades sociais encorajam as pessoas a exercerem o direito de expressar como se sentem e pedirem mudança de conduta. E preveem também o direito do outro escolher atender ou não a nossa solicitação. Uma vez ocorrida essa situação, como já disse, evitar o convívio não depende só da nossa vontade, é nosso dever tratar as pessoas com respeito (viver e deixar viver, não violar seus direitos). Sermos educados aumenta nosso valor cultural, garante segurança social e integridade.

Em termos práticos, ser cortês envolve:

– cumprimentar olhando nos olhos, em tom neutro, numa proximidade nem distante nem próxima demais;

– ao estar num grupo em que o desafeto se expressa verbalmente, manter a neutralidade e responder quando solicitado, de forma a não desencorajar a fala;

– não buscar convívio ativo com a pessoa de quem não gosta ou ser excessivamente efusivo ou cordial;

– não expressar opiniões e ou praticar ações que levem o outro a erro – não mostrar que gosta, se não gosta, não rir se não acha graça, não convidar se não quer conviver, etc.

Falsidade está ligada a agir de tal forma que leve a outra pessoa a gerar opinião e expectativas sobre nós que não se sustentam, que não pretendemos manter, honrar. Quando damos sinais de afeto, mas na realidade não agimos de forma afetuosa, estamos sendo falsos.

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“Não existe obrigação em sempre ‘evoluir’ uma relação para amizade, NÃO! Amizade envolve afeto e manutenção de vínculo, é impossível fazer isso com todos os contatos que temos diariamente em nossas vidas. Tratar as pessoas com cortesia, boa educação e respeito já é o suficiente para ser bem aceito e desejável nos círculos sociais. E se a amizade surgir daí, que sorte a nossa!”

E você? Em que situação precisa manter meramente a educação? Já foi atingido pela dificuldade de alguém em separar falsidade de cortesia?


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DICA DA PSICÓLOGA – Como educar seu filho – vídeo

Cada fase do desenvolvimento, uma necessidade. E o papel dos pais/cuidadores é de extrema importância para a formação plena da criança e do adolescente.

No vídeo abaixo, dou dicas gerais sobre como educar os filhos em cada fase da vida, em diferentes idades.

Vale sempre lembrar que as faixas de idade não são arbitrárias e variam de pessoa para pessoa. Há princípios que norteiam nosso entendimento do comportamento humano e qualquer instrução taxativa vai excluir particularidades importantes. Na dúvida, procure um profissional para analisar seu caso especificamente.

Um abraço!