Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – avaliação neuropsicológica de crianças e adultos, psicoterapia comportamental individual e terapia de casal


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A PSICOTERAPIA ONLINE tornou-se o principal meio de atendimento das pessoas que buscam psicoterapia. Seja para tratar de questões de saúde mental ou comportamento de modo geral, a PSICOTERAPIA ONLINE é prática reconhecida e autorizada pelo Conselho Federal de Psicologia, através de cadastro nacional para controle e fiscalização das práticas da categoria.

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A psicóloga SÍLVIA REGINA SIMÕES, CRP/SP 121198, está apta, de acordo com o cadastro do Conselho Federal de Psicologia, a exercer PSICOTERAPIA ONLINE

Embora não seja a primeira opção de muitos pacientes, a adaptação é de 95%, de acordo com a experiência da psicóloga, com os clientes com psicoterapia já em curso e novos usuários.

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Psicóloga Sílvia em seu  atendimento online

“Não há perda de nenhum elemento essencial para a promoção da saúde mental, compreensão, análise e fluência da consulta/sessão. Ainda há redução de custo de resposta para o paciente que evita deslocamento e, com isso, poupa tempo de ida e volta para participar da sessão”. De acordo com a psicóloga Sílvia, a prática com adolescentes acima de 14 anos, adultos e casais tem sido bem sucedida.

Pessoas atendidas através do convênio Bradesco Saúde também são beneficiadas pelo atendimento à distância. Basta ter disponibilidade para assinar as guias de atendimento periodicamente.


ISOLAMENTO SOCIAL E PREJUÍZOS EM SAÚDE MENTAL

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“Abstinência do contato social? Um novo estudo com neuroimagem evidenciou que quando as pessoas são forçadas a se isolarem, elas desejam interações sociais na mesma intensidade e dinâmica cerebral que uma pessoa com fome anseia por comida. O isolamento social gera ansiedade, as pessoas se sentem sozinhas e desejam interação. As regiões do mesencéfalo que mostraram ativação aumentada para sinais alimentares após o período de jejum também o fizeram em resposta aos sinais sociais após o isolamento. Essas respostas foram correlacionadas com o desejo autorreferido. Os resultados apoiam a ideia intuitiva de que o isolamento agudo causa desejo social, semelhante à fome, pelo menos do ponto de vista neural. 🧠😕🤷🏻‍♂️”
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Referência: L. Tomova, K. Wang, T. Thompson, G. Matthews, A. Takahashi, K. Tye, R. Saxe. (2020). The need to connect: Acute social isolation causes neural craving responses similar to hunger. bioRxiv 2020.03.25.006643; doi.org/10.1101/2020.03.25.006643 (imagem autoral)

FONTE: https://www.instagram.com/meucerebro/

CONFORME A PUBLICAÇÃO CITADA, o isolamento social tende a gerar respostas ansiosas e de estresse aumentadas. No entanto, do lado de fora, o progresso do contágio e o colapso dos serviços de saúde, só reforçam a necessidade do isolamento.

A PSICOTERAPIA ONLINE é essencial na busca por alternativas para enfrentar o momento atual, reduzindo perdas e aumentando a qualidade de vida da população.

SERVIÇO

QUEM: Psicóloga Sílvia Regina Simões
ONDE: Skype: silvia.moire@gmail.com ou louise.marie.sartre – WhatsApp: 11 9 9615 8632
O QUÊ: PSICOTERAPIA ONLINE para adolescentes a partir de 14 anos, casais e adultos
MEIOS: Bradesco Saúde, reembolso pelo plano de saúde e/ou particular 


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DICA DA PSICÓLOGA – Filhos em casa na quarentena – o que os pais precisam saber


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“Carta aberta sobre meu fim” comentada – sobre relacionamentos na atualidade

CARTA ABERTA SOBRE O FIM

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Autora: Luciana*

*Nome fictício, a fim de proteger a identidade da autora

“Aqui dentro é abafado. Tento mover meus braços cruzados sobre o meu peito. Nada. Tento mover meus pés. Nada. Tento abrir os olhos. Nada outra vez. Meus pensamentos me aterrorizam. Tento respirar, nada acontece. Estou morta! Ele conseguiu. Estou morta e nada mais pode ser feito.

COMENTÁRIO: Quando encerramos um relacionamento, seja por qual razão for, temos uma interrupção abrupta de uma fonte importante de interação social que sustenta nossa felicidade e bem estar. Nosso humor deprime e nos falta energia para tudo. 

Ele veio como uma chuva suave e refrescante num fim de tarde de verão. Humilde, hesitante, proferia palavras doces como se sentisse alívio ao tocar minha alma numa construção tão sutil e natural que nomeei amor. Eu permiti. Abri a porta. Eu o ajudei a cavar minha cova. Sua barba, afinal, não parecia assim tão azul.

COMENTÁRIO: Em geral, quando há conexão emocional, ou seja, o repertório de ambos compartilha de formas semelhantes de manifestar e produzir afeto, há um grande impacto um sobre o outro, dependendo da disponibilidade de cada um. A intensidade com que se instala a consequência para a presença do objeto de afeição pode ser muito grande, dados os efeitos fisiológicos conhecidos da paixão. (LEIA MAIS AQUI)

A alusão ao conto do Barba Azul é bem interessante. Resumidamente, ele descreve um homem grotesco que costuma colecionar assassinatos às esposas que lhe confrontam, conquistando-as por meio de amabilidades, fazendo com que a mulher duvide de sua intuição e da sabedoria da comunidade que fala sobre o perigo de se relacionar com o pretendente. No vídeo acima, uma versão simplificada do mito. Minha versão preferida consta no livro “Mulheres que correm com os lobos”.

Coloquei minha generosidade aos seus pés, entreguei minha compaixão à sua terrível história de abusos e violência. Enxuguei suas lágrimas, o encorajei. Rastreei o que havia de melhor nele e o exaltei, incentivei, apoiei.

COMENTÁRIO: Numa relação, expor sua história é muito comum. É assim que geramos parte da intimidade, que nos permite compreender o que motiva o comportamento do outro. No caso do relato de histórias muito fortes de sofrimento emocional, ativamos repertórios de empatia, temos compaixão e buscamos proporcionar conforto emocional para o outro, quando indivíduos saudáveis e bem desenvolvidos. 

Ele falava de um modo tão intenso de um amor que redescobriu ao me encontrar. Fiquei embriagada na sua teatralidade. Seu dom para a perfídia é tamanho que seus olhos transbordavam sinceridade. Parecia ter sempre urgência em me sentir, me possuir, me usar. Cega pelas suas palavras, na força de suas mãos me puxando contra si, na caótica cortina de fumaça que ele mesmo construiu, cedi.

COMENTÁRIO: Ouço muito as pessoas relatarem um sentimento intenso, como se já existisse há muito tempo. Do ponto de vista da psicologia, isso pode ser explicado com topografias (formas de agir, vocabulário, aparência, micro expressões corporais e faciais, principalmente) similares às de seu seio familiar ou de amigos de muito tempo. Além disso, como citei acima, a semelhança entre as formas de produzir comportamentos ditos de afeto aproxima e cria quase que instantaneamente essa sensação de vínculo profundo. 

Em relacionamentos abusivos e até mesmo golpes, é comum que o envolvido crie um contexto secundário caótico para envolver a vítima e forçar algumas situações que apenas o encontro deles não dariam oportunidade. 

Guardei as armas dele sob o meu travesseiro. Expus meus pontos sensíveis, um a um. Permiti que ele ficasse quando todo o meu socorro partiu. E ele me matou. Porque sim, porque tinha esse poder.

COMENTÁRIO: A exposição precoce de intimidades torna os parceiros vulneráveis. Não se trata aqui de julgar se certo ou errado, NÃO! Mas há um ditado que diz que só se conhece bem alguém quando a gente se separa. Isso, porque diante da raiva e da dor da perda, a depender da história de vida de cada um, tudo pode se transformar em arma. 

Já quando Luciana* afirma que seu socorro partiu, há uma forte afirmação de relação abusiva aqui, na qual o parceiro afasta de alguma forma a parceira dos seus vínculos, para torná-la vulnerável. Quando ela afirma que ele “a matou”, porque “tinha o poder”, reafirma a intencionalidade em ser fragilizada. 

VÍDEO – Relacionamentos abusivos – dependência afetiva e vulnerabilidade

Como todas as mortes pelas mãos de homens incapazes de amar mulheres, o gatilho foi uma bobagem qualquer. Ele me tirou tudo e foi embora. E de onde seguramente tramou meu extermínio, detonou cada arma que havia preparado para me destruir. Ele me encurralou, ameaçou, tomou-me a força, lacerou minha carne, cuspiu nas feridas que abriu e me jogou naquela vala. Aquela que eu ajudei a abrir.

COMENTÁRIO: A filósofa americana Marilyn Frye faz uma declaração em seu livro “Políticas da Realidade: Ensaios sobre Teoria Feminista”, de 1983, que considero uma explicação certeira sobre o machismo em relações heterossexuais:

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“Dizer que um homem é heterossexual implica somente que ele mantém relações sexuais exclusivamente com o sexo oposto, ou seja, mulheres. Tudo ou quase tudo que é próprio do amor, a maioria dos homens héteros reservam exclusivamente para outros homens. As pessoas que eles admira; respeitam; adoram e veneram; honram; quem eles imitam; idolatram e com quem criam vínculos mais profundos; a quem estão dispostos a ensinar e com quem estão dispostos a aprender; aqueles cujo respeito, admiração, reconhecimento, honra, reverência e amor eles dejesam; estes são, em sua maioria esmagadora, outros homens. Em suas relações com mulheres o que é visto como respeito é gentileza, generosidade ou paternalismo; o que é visto como honra é a colocação da mulher em uma redoma. Das mulheres eles querem devoção, servitude e sexo. A cultura heterossexual masculina é homoafetiva, ela cultiva o amor pelos homens.”

CONTINUANDO: Sendo essa a parte mais forte da carta, sobre possíveis atos criminosos, deixo claro que Luciana* esclareceu que se tratam de metáforas para os abusos psicológicos sofridos. Ela afirma ter sofrido ameaça de ter vídeo íntimo gravado sem sua autorização vazado para seus familiares, bem como outras ameaças ao seu corpo, perdas financeiras e morais – que são tão graves quanto agressões físicas. 

Não senti medo o bastante. Não senti necessidade suficiente. Ele tentou tirar de mim uma vida nova, que custaria a minha própria e eu lhe ofertei construirmos juntos. Então, ele decidiu que, se não pudesse ser dele, a vida não continuaria a ser minha.

COMENTÁRIO: A autora faz alusão aqui à tentativa de intimidação por parte do parceiro, para que cedesse às suas necessidades e se submetesse. Ele teria exigido que ela lhe facilitasse financeira e socialmente as coisas, para que ele começasse uma nova vida ao seu lado.

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Morri, sim. A mulher que ele usou morreu. Não respira mais, não se move mais, não fala mais. O meu sangue, porém, estará sempre vivo e exposto, em suas mãos brutas, em seu olhar mentiroso, como um sinal que o denuncia. E o meu sangue inocente vai escancarar a natureza de sua sedução. O sono eterno, para ele, seria um benefício, para mim, um alívio.”

COMENTÁRIO: Vemos no fim da carta a necessidade atual de expressar uma consequência que lhe dê uma noção de justiça diante das perdas que sofreu por obra do parceiro. Atual, pois ela está num processo de análise e compreensão de como os fatos ocorridos podem dar a ela condições de fazer ajustes e melhorar suas estratégias de relacionamentos no futuro. AQUI há um artigo em que falo sobre vingança. “Quem sente culpa sempre busca uma punição”, diz a cultura popular. Na psicologia, é muito comum esse tipo de comportamento, sim. Mas isso é um tema complexo, para outro post. 

Por hora, a indicação para ela é cortar completamente o contato com ele e as lembranças que decorrem da relação. Há pessoas que acham melhor cortar o vínculo aos poucos, no entanto, de acordo com a psicologia, o contato intermitente com o objeto de desejo ou mesmo que gera dor, pode estender desnecessariamente o luto, que envolve adquirir novos repertórios de atividades socialmente relevantes e afetivas, se possível, variadas, para reconstruir seu universo afetivo e seguir em frente. 

Agradeço mais uma vez a confiança e generosidade, Luciana*! E estaremos juntas no seu recomeço.

Um forte abraço*

 


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Indicação de leitura – ‘Lookism’ e como a beleza pode excluir pessoas (Incrível)

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Você já teve algum benefício só por ser bonito(a)? Ou sente que já sofreu um prejuízo por não se encaixar no padrão atual de beleza? Então, essa leitura é para você. O artigo que compartilho fala de uma forma muito interessante sobre como a beleza influencia nossos sentidos e a nossa tomada de decisão.

LEIA O ARTIGO SOBRE LOOKISM AQUI – Do site Incrível

Boa leitura! Até breve!


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VÍDEO – Relacionamentos abusivos – dependência afetiva e vulnerabilidade


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Neurotransmissores, emoções e atividades simples

As nossas emoções não surgem da “mente” como uma produção metafísica de uma entidade invisível. Não! Elas são uma combinação complexa de substâncias químicas presentes no cérebro, chamadas de neurotransmissores.

A disponibilidade de neurotransmissores é multideterminada. As nossas atividades concretas no meio influenciam a combinação que forma nossas emoções.

Alguns neurotransissores são mais badalados na mídia que outros. Quem nunca ouviu falar de dopamina, adrenalina, endorfina ou serotonina? Fala-se destes quando se referem a medicamentos, a drogas lícitas e ilícitas, a transtornos mentais e até a alimentos!

Publico aqui uma tabela extremamente resumida, mas igualmente útil para começar a proporcionar mudanças na rotina que podem fazer muita diferença nas suas emoções!

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