Psicóloga Sílvia Regina Simões

Psicóloga em Jundiaí – Psicoterapia clínica infantil, adulto e terapeuta de casal


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Mães tóxicas – filhos infelizes

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Ser responsável pelo ser humano que o filho se tornou é uma dádiva, mas também uma maldição. O papel materno é, sem dúvida, o mais importante na vida de um ser humano. Por isso, o comportamento de mãe influencia profunda e amplamente a formação dos filhos.

Aqui, trato por mãe a pessoa responsável pelos cuidados, proteção e criação de outro ser humano. Sabemos que podem ser mulheres que geraram biologicamente seu filho, bem como tias, avós, pais, irmãos, etc. Atribuo o papel de mãe àquela pessoa que assumiu o outro ser humano por função e não por esteriótipos culturais.

Relaciono alguns comportamentos comuns das mães de pessoas que apresentam depressão e ansiedade, a partir de meus estudos e, principalmente, experiência clínica:

  • Mães que deixam de viver para cuidar dos filhos: são pessoas que se esquivam de sua individualidade e todas as demandas sociais e individuais da vida para dedicar-se ao outro. Abrem mão de suas necessidades frequentemente e servem os filhos em tudo de que necessitam. Ensinam, assim, aos filhos, que eles são soberanos e absolutos, são mais importantes que as outras pessoas e que não existe uma relação de troca para obter gratificações (sejam primárias: atenção, alimento, higiene, descanso ou secundárias: colaboração nas atividades, dinheiro, companhia, etc). Não os ensinam a esperar, a colocar suas vontades em segundo plano, pelas necessidades de terceiros.
  • Mães que fazem pelos filhos para obter resultados socialmente desejados: Realizam a tarefa escolar, fazem o meio campo com os amiguinhos, preparam a comida dos adolescentes, dão a comida na boca das crianças que já sabem comer sozinhas. O impacto sobre o desenvolvimento da criança é enorme e negativo. Evita que a criança desenvolva sua autoconfiança e adquira responsabilidade. Torna a pessoa insegura e dificulta a percepção dela dos efeitos, dos impactos de suas ações sobre o mundo, pois não costuma fazer nada sozinha. Evita as pequenas frustrações do dia a dia e isso a torna frágil em seus relacionamentos em todos os níveis sociais.
  • Mães que terceirizam a criação dos filhos: A creche limpa e alimenta, os avós brincam e passeiam, os psicólogos ensinam valores e afetividade. Parece ótimo, mas não funciona. A criança perde a referência de quem cuida e protege, quem fornece segurança e modelo de como atuar sobre o mundo. Ao buscar emitir regras e exigir obediência, a mãe falha, pois não é ela a referência, cuidado e proteção da criança, tais responsabilidades ficam fragmentadas e mal definidas. Cria crianças com dificuldades de aprendizagem, de relacionamentos, de conduta.
  • Mães controladoras e excessivamente críticas: São como veneno frequentemente jogados sobre as sementes (filhos), impedindo seu desenvolvimento em todos os níveis. Geram insegurança, baixa autoestima, dificuldades com autoconfiança e responsabilidade. Os filhos podem tanto se tornarem extremamente competitivos, compulsivos, como frustrados ou embotados, com a sensação de fracasso intransponível. Pode haver frequente impulso de desafiar as regras e valores maternos. A dificuldade de sentir prazer na vida cotidiana pode levar os filhos a comportamento de risco.

O papel da pessoa que nos cria é tão importante e decisivo, pois é quem orienta, dá modelo e cria padrões para no nosso futuro agirmos sobre a realidade. Muitas, vezes, é tratando os pais que reduzimos o sofrimento dos filhos (quando crianças) e proporcionamos uma vida de bem estar e plenitude para eles. No caso de adultos, o tratamento é diretamente com o filho.

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Por que essas mães são assim?

Elas não são assim porque são mães. Elas têm uma história de vida, foram criadas por outras pessoas, enfrentaram muitas coisas e principalmente, muitas vezes ninguém lhes ensinou a ser diferente até então. Antes de mães, as pessoas são seres humanos conciliando muitas influências para viver minimamente bem. Esses comportamentos maternos são apenas a ponta do iceberg e geralmente há muita dor e sofrimento passados permeando isso. 

Se você se encaixa em um dos perfis ou vários ou teve como cuidador alguém com tais características, procure ajuda. A psicoterapia pode fazer muito por você.

Dúvidas? Use a sessão PSICOLOGIA ONLINE!

Um forte abraço!


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Necessidades e preocupações de cada fase da vida – e como lhe afetam

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Veja como uma família pode ver de formas diferentes a mesma coisa, dependendo da fase da vida em que está! A criança vê a estabilidade familiar como segurança às suas necessidades básicas; as relações sociais externas são as mais importantes para um adolescente, representam seu desafio; adultos buscam relacionamentos estáveis, em meio aos desafios de trabalho e idosos tendem a colocar suas preocupações no desgaste do tempo sobre sua saúde, que prejudica sua autonomia e requer apoio familiar.

crianca-com-um-balao_318-59009.jpgPais que brigam diante dos filhos pequenos comumente verificam problemas com a criança na escola, no convívio doméstico e chegam à psicoterapia com crianças medrosas, ansiosas, com dificuldades de aprendizagem. Uma família que não consegue prover um ambiente adequado à criança a expõe a vulnerabilidade psicossocial. 

491183438Adolescentes que sofrem rejeição social ou têm dificuldades escolares podem apresentar sintomas graves de depressão, estresse e ansiedade e participação escolar ou social podem ser seriamente prejudicadas. Eles se tornam explosivos e arredios e muitas vezes a instabilidade de humor é confundida com psicopatologias da personalidade. 

 

508960626Adultos que sofrem com longos períodos de desemprego ou que não conseguem manter relacionamentos estáveis, também adoecem como um todo. O humor é o primeiro impactado e o corpo vai dando sinais de que é preciso parar e pedir ajuda. Por vezes a demora em buscar ajuda leva a quadros mais complexos de ansiedade, depressão e estresse. 

 

202104-200Idosos que conseguiram preparar-se financeiramente para a velhice têm outros grandes desafios envolvidos no envelhecer. A fase idosa é pouco valorizada em nossa cultura e a transição é quase sempre difícil. Diferenciar alterações biológicas e comportamentais que afetam o humor e funcionamento global do idoso é um desafio. 

Observar o infográfico com a reunião de indivíduos de cada fase da vida, juntos, leva a uma reflexão importante:

Se usarmos nossos parâmetros para dar importância ao que os outros sentem, nossa convivência será pouco satisfatória, senão caótica!

A rejeição social sofrida por um adolescente é tão grave e dolorosa quanto a doença de um idoso e o problema de relacionamentos do adulto é tão grave e doloroso quanto as dificuldades de alfabetização de uma criança.

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É claro que um adulto pode sofrer doenças limitantes e preocupar-se com autonomia e suporte familiar mais cedo na vida. E uma criança que não se adapta ao ambiente escolar vai sofrer o déficit de habilidades sociais. As necessidades e preocupações listadas são um referencial da vida ocidental, tendo como base nossa cultura e demandas típicas da idade.

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Caso qualquer necessidade ou preocupação da sua fase de vida esteja em risco, busque a ajuda de um psicólogo. Como profissionais, somos capazes de analisar e mostrar alternativas da melhor forma possível para conquista de bem estar e saúde.

Um forte abraço!

 


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Procrastinação – estágios, causas e combate

Procrastinação é um comportamento que traz muita insatisfação para quem o pratica. Vai-se do adiamento ao desespero com muita intensidade e, no meio do caminho, perde-se tempo precioso, energia e por vezes até dinheiro – sem falar na saúde. Mas que condições tornam a procrastinação tão frequente e como combatê-la?

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Em geral, pode-se destacar 5 fases da procrastinação, como na tirinha acima:

  1. Falsa segurança: Você não analisa corretamente as variáveis envolvidas na tarefa e superestima sua capacidade de atender às demandas ou simplesmente foi reforçado no passado ao deixar pra última hora e dar conta;
  2. Preguiça: “Se um corpo está em repouso ele irá permanecer neste estado até que uma força externa seja aplicada neste corpo”, essa lei de Newton se aplica perfeitamente à preguiça. E como explicarei abaixo, nem sempre há uma força externa (do ambiente) a ser aplicada sobre nós para que deixemos a inércia;
  3. Desculpas: Tentamos nos enganar, usando de subterfúgios para fundamentar nossa inércia diante da necessidade cada vez mais urgente;
  4. Negação: Começamos a nos sacrificar, negando a crescente impossibilidade de realizar a atividade com certa dignidade;
  5. Desespero: O estresse se instala e nos exaurimos para realizar a tarefa procrastinada.

 

PORQUE ACONTECE

A condição necessária para a realização de uma tarefa pode estar ausente, outras tarefas mais prazerosas podem competir com a que está sendo procrastinada, o custo de resposta para efetivar a atividade pode ser alto, ou seja, levará muito tempo, energia, dinheiro, exige envolver outras pessoas.

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As pessoas só costumam se levantam para realizar a tarefa quando o ponteiro do relógio lhes empurra. Essa seria a força externa aplicada sobre a inércia. Mas você pode decidir pela sua consciência, deliberadamente, iniciar a tarefa e criar as condições ideiais para realizá-la.

COMBATENDO A PROCRASTINAÇÃO

Incentive-se a envolver-se com a ação inicialmente por 5 minutos. Você não vai deixar de ver TV, dormir, namorar ou qualquer outra atividade por um longo tempo. São só 5 minutos! A probabilidade de você se engajar na tarefa e continuá-la por mais tempo é grande. Mas se não conseguir prosseguir…

Divida a tarefa em pequenos bloquinhos; valorize a realização de cada um deles. Valem mais 5 minutos várias vezes bem antes do prazo do que uma noite inteira em claro, com baixa qualidade de trabalho e estresse prejudicando sua saúde e desempenho!

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E lute para eliminar a procrastinação do seu dia a dia!

Boa sorte e um forte abraço!

 


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Indicação de leitura – 16 doenças mentais que confundimos com virtudes

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Sensualidade, necessidade de atenção, perfeccionismo, produtividade, bondade, submissão. Quando entramos em contato com extremos em relação a essas características consideradas quase sempre virtudes em nossa sociedade, a linha que nos separa do doentio se torna tênue demais!

Indico a leitura do texto apontado no link abaixo, do psicólogo Frederico Mattos, falando sobre comportamentos notáveis em nós e em nossos pares no dia a dia que, quando em excesso, podem comprometer seriamente nossa saúde mental.

16 DOENÇAS MENTAIS QUE CONFUNDIMOS COM VIRTUDES – por Frederico Mattos

E você? Qual é a sua virtude “perigosa”?

Um abraço*


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Relacionamentos e amor – quando a convivência dói

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Embora exista a modalidade “terapia de casal”, relacionamentos amorosos são tema recorrente na terapia individual, não só quando o paciente é adulto, mas quando nos aprofundamos no universo familiar da criança e na relação entre seus cuidadores. Por vezes são encontradas feridas profundas e rupturas irreparáveis nessas relações trazendo dificuldades e sofrimento.

Sabemos, entretanto, que nenhum relacionamento é perfeito, certo? Todos somos pessoas diferentes e os conflitos vão sempre existir, no sentido de termos experiências e conhecimentos diferentes sobre determinado ponto e haver a necessidade de alinhar tudo isso, ceder. gerar consenso, etc.

Mas como saber se um relacionamento precisa de ajuda?

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INDIVIDUALIDADE: “Quando um não quer, dois não fazem”

Partimos do princípio de que há uma individualidade a ser preservada em qualquer relação. É a mínima partícula indivisível de um ser social. Engloba necessidades, aprendizados, anseios, sua forma particular de perceber e responder ao mundo.

RELAÇÃO: “Somos um só”

Não! Relação não é fusão, não é sobreposição. É interação, é vínculo, é um posicionamento lado a lado dentro de uma instância comum. Ou seja, a relação une dois indivíduos sob uma determinada cultura que dá condições específicas para certos comportamentos que, caso não fossem um casal, não seriam aceitos.

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INDIVIDUALIDADE X RELAÇÃO: “Amar a si mesmo antes de amar outrem”

A falta de repertório para administrar conflitos é permeada por uma individualidade fragilizada por falta de conhecimento e prática em lidar consigo mesmo, delimitando-se, delineando-se. Estar no poder da própria individualidade implica necessariamente respeitar a do outro.

É aqui onde habita o conselho do senso comum sobre “amar a si mesmo antes de amar outrem”. Nessa dificuldade de saber onde um começa e outro termina, surgem ferimentos, dor, sofrimento. E isso, amar a si mesmo antes, constituir individualidade, muitas vezes não acontece.

Em outras palavras, quando as dificuldades e necessidades do outro passam a impedir você de manter sua integridade individual, seu relacionamento precisa de ajuda.

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EXEMPLOS

Problema: Maria apresenta comportamento ciumento e José cede frequentemente aos apelos mais absurdos da namorada, tendo em vista evitar conflitos entre eles. 
Solução: Em vez de se sujeitar ao ciúme de Maria, José pode ajudá-la a buscar ajuda para resolver sua dificuldade e agir de acordo com o que lhe for orientado, no sentido de reduzir o controle inadequado de Maria sobre ele e não alimentá-lo.

Problema: Marcela aprendeu com sua mãe que homens são provedores e mulheres são rainhas do lar. Fred, no entanto, cresceu vendo mãe e pai saírem cedo para o trabalho, dividindo a conta, cuidando juntos dos filhos e dos afazeres da casa. Hoje em dia, casados, Marcela vive irritada e tratando o marido aos berros por ele se intrometer na cozinha. Fred se sente pressionado e frustrado por gastar todo o seu tempo em dois empregos para sustentar a casa, quando gostaria de passar mais tempo ao lado de Marcela.
Solução: Tudo começa com uma conversa franca, em que ambos relatam como se sentem. A partir disso, é importante reconhecer e alinhar suas visões sobre casamento e construção de um lar, da vida a dois. Depois, traçar uma série de regras e submetê-las aos dois, para que possam entrar em um consenso e então, efetivá-las, com paciência e confiança, para pouco a pouco construirem sua própria realidade.

Problema: João está estressado. Tem trabalhado exaustivamente e gasto muito dinheiro em situações incontroláveis. Ele chega em casa e mal fala com Carlos. Tranca-se no quarto, gerando uma sensação intensa de rejeição no namorado. Quando se dirige ao companheiro, é com rispidez e grosseria. Carlos tem sentido cada vez menos prazer em chegar em casa depois de um longo dia de trabalho e fica tenso, altera sua rotina, de forma a tentar não provocar explosões em João. 
Solução: Uma conversa franca e assertiva pode mostrar a João que problemas externos ao relacionamento têm impactado negativamente sobre o seu namorado. João deve buscar ajuda multidisciplinar para tratar seu estresse. Carlos pode ajudá-lo, facilitando seu acesso a alimentação adequada, exercícios físicos, acolhimento através da escuta ativa e carinho.

RESUMINDO… 

É possível e desejável nos unirmos aos outros e com a ajuda de quem amamos, superar nossos problemas e dificuldades, bem como nossas necessidades. Mas a dificuldade de um não deve resultar em sofrimento e rejeição para o outro, dentro da relação que estabeleceram.

Caso precise de ajuda com seu relacionamento, estou à disposição!

Um abraço*


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Feliz ano novo! 5 dicas para viver melhor em 2017

FELIZ ANO NOVO!

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O que a virada calendário civil muda na sua vida? Trata-se de uma oportunidade de rever hábitos e resultados em desajuste e recomeçar as coisas em sua vida também.

E como meu papel é ajudar você a ter uma vida mais satisfatória e plena, vou deixar algumas dicas para viver melhor em 2017, do ponto de vista da psicologia:

dicas24-0415 DICAS PARA VIVER MELHOR EM 2017

  1. Experimente diariamente interações sociais de qualidade: esteja em contato o mais direto possível com pessoas que você gosta;
  2. Agradeça pelas pequenas coisas que lhe fazem bem e/ou elogie alguém: pare e pense ao menos 3x/dia (manhã, tarde e noite) nas coisas em sua vida pelas quais você é grato ou busque algo a que elogiar em alguém – são formas de tirar o foco natural do seu cérebro sobre que lhe ameaça ou descontenta para manter-se positivo;
  3. Enfrente e transforme os sentimentos ruins: encare raiva, nervosismo, irritação, decepção, como sinais da necessidade de mudança; identifique a situação vivida que os gerou e tome outra atitude diante dela;
  4. Respire profundamente: Ao fazer isso, você controla a região do seu cérebro que lhe mantém em estado de tensão e preparado para a ação mediante uma ameaça iminente, situação que comumente leva ao estresse.
  5. Durma bem, faça uma pausa, evite alimentos ultraprocessados: não estou falando de uma dieta ou mudança radical. Apenas vá se deitar mais cedo, evite luzes de eletrônicos, tome uma bebida morna; organize-se para fazer uma pausa de hora em hora e tomar um copo de água fresca e evite ficar letárgico durante o dia consumindo gorduras e açúcares em excesso.

E lembre-se:

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É seu direito irrevogável ser respeitado em seus sentimentos, pensamentos e necessidades e ser tratado com dignidade. O mesmo vale para o outro.

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Se você cansar, descanse primeiro e só depois decida por desistir ou não.

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Uma situação é apenas um momento ruim. A vida é um oceano formado por infinitas gotas de situações, sejam elas boas ou ruins. Diante de um oceano inteiro, uma gota não define nada.

Um excelente ano a todos!


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Experiência, reconhecimento, sabedoria e a ‘aposentadoria psicológica’

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Ao contrário da famigerada aposentadoria trabalhista, agir de forma “generosa”, “sacrificar-se”, “cuidar de outro” a vida inteira não garante, lá na frente, uma recompensa na qual podemos descansar ou usufruir. Não há, afinal, uma poupança de ‘bom comportamento” a ser desfrutada lá na frente.

RECONHECIMENTO QUE CONSQUISTAMOS POR
COMPORTAMENTOS AO LONGO DO TEMPO

É claro que nos resta um reconhecimento, uma “fama” que é carregada quando vivemos por algum tempo entre as mesmas pessoas. Mas da mesma forma que um artista famoso pode ter imenso reconhecimento do público e não conseguir ter recursos práticos para viver (trabalho e dinheiro), podemos ser uma pessoa ótima que, ainda que haja gratidão de quem beneficiamos, não há uma reserva com a qual contar sem continuar agindo em prol de.

APRENDIZAGEM COMO
EXPERIÊNCIA E SABEDORIA

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Há a aprendizagem, também chamada de experiência e sabedoria, que faz com que partamos de certos conhecimentos previamente adquiridos e nos garantem alguma vantagem em nos comportar no futuro, por meio de coisas que fizemos ao longo da vida.

Nosso agir, pensar, fazer, sentir geram consequências de intensidade similar a que as gerou. Algumas das nossas repostas no ambiente vão gerar consequências e influenciar nossas ações por toda uma vida, como um casamento, por exemplo. A maior parte, será média, curta e restrita.

TRIPÉ DO BEM ESTAR

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Por isso existe uma necessidade imperiosa em cuidar de si mesmo, respeitar os outros nesse processo e ainda viver um dia de cada vez. Não passar a juventude trabalhando tanto que não sobre tempo para amar e estar na presença das pessoas importantes. Não sacrificar-se inteiramente para facilitar a vida do outro, etc. Esse modo de vida gera imensa frustração ali adiante.

Sempre digo aos meus pacientes que é preciso viver de tal forma que contemplemos alguma atividade de trabalho, em que transformamos o mundo e somos transformados em troca; vivenciar boas interações sociais com família e amigos e cuidar do corpo, atendendo às suas necessidades de alimentação, cuidados pessoais, higiene, etc. Isso dá um norte sobre de que forma organizar nossa vida diária.

Esse fim de ano é uma ótima oportunidade para repensar como temos levado nossa vida!

Se precisar de uma ajudinha, fico à disposição!

Um forte abraço*

 


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5 ensinamentos de mãe que nos tornaram pessoas melhores

Desagradar é educar. Essa máxima parece dura e difícil e pais concordam que é desgastante. Mas os ensinamentos abaixo mostram a importância desse empenho para nossa vida adulta:

1 – Dar valor aos outros
Quando sua mãe lhe corrigiu ao interromper a conversa dela, quando fez você limpar sua própria sujeira, quando não sacrificou uma recompensa própria para lhe fazer um mimo, ela mostrou que tinha tanta importância quanto você. Mães que frequentemente se colocam em segundo plano em relação aos desejos dos filhos ensinam a eles que suas necessidades e vontades valem mais do que as dos demais e os filhos reproduzem isso na vida adulta.

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2 – Fazer as coisas na hora certa
Lavar o copo logo depois de usá-lo, arrumar a cama pela manhã, enxugar o banheiro depois do banho, recolher, dobrar e guardar suas roupas íntimas, limpar a sujeira que fez no chão. Quanto mais próximo do evento é a consequência dele, mais fácil fica de realizá-la. Aprendemos que toda ação possui um efeito e qual é o efeito para cada ação. É muito mais irritante lavar uma pia de louça suja do café da manhã depois de um dia longo de trabalho, do que logo depois de se deliciar com a refeição. O evento prazeroso que gerou a louça, ainda reflete sobre nós quando enfrentamos seu efeito desagradável logo em seguida.

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3 – Ter autocrítica
Aqueles apontamentos para o impacto das suas ações sobre os outros foram muito importantes para que você conseguisse ter senso crítico e se habituasse a olhar para si mesmo e se perguntar: Será que devo? Será que isso é bom? O que ganho e perco com isso? Prejudica alguém? Isso evita a necessidade de outras pessoas lhe apontarem falhas ou inadequação ou que você perca boas oportunidades por não saber julgar o impacto que efetiva sobre os outros.

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4 – Cumprir seus deveres
Os deveres são o porto seguro sobre o qual podemos nos manter em tempos de crise ou não. Saber quais são e estar bem adaptado a eles garante economia de recursos e energia para lidar com verdadeiros imprevistos e evita muitos problemas futuros. Se são deveres, ao serem negligenciados, fatalmente trarão problemas.
Se refere basicamente às tarefas do item 2.

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5 – Ter paciência
Paciência é uma habilidade de valor inestimável. A paciência garante que você não atropele variáveis incontroláveis envolvidas no seu dia a dia, inviabilizando as controláveis, tornando seu cotidiano uma sucessão de situações que você não escolheu.
Sua mãe lhe ensinou isso ao dizer que só compraria o brinquedo no seu aniversário, ao fazer você esperar o momento certo do dia para tal atividade, ao fazê-lo aguardar o programa preferido do pai para ver seu desenho, entre outras situações.

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E você? Se identificou com as lições? Já havia refletido sobre a importância de tais comportamentos da sua mãe na infância?

Forte abraço*